terça-feira, 9 de agosto de 2022

Até quando?

Nos últimos meses, eu venho buscando exemplos mais animadores para postar no blog. Confesso que a tarefa vem sendo herculana por conta das dificuldades intelectuais encontradas.

 

Em recente conversa com um familiar, veio à tona o tema Chile e o comentário de que em breve os chilenos desembarcariam em massa no Brasil por causa da nova constituição deles que foi considerada obra dos “vermelhinhos” pelo autor do comentário.

 

Durante a conversa (se é que podemos chamar de tal), foi dito que o socialismo fracassou no mundo e que todos os países socialistas são pobres.

 

Quando confrontando sobre a realidade da Suécia, Noruega, Dinamarca etc. de riqueza, o familiar disse que estamos falando de um povo mais preparado.

 

Eu fiquei perplexo com o comentário, se estes povos são mais preparados e vivem em regime socialista, então não é a forma de governo que determina o sucesso de um país é a capacidade das decisões que leva à riqueza.

 

No caso do Chile, eu pedi para o familiar citar um artigo da nova constituição que levaria o país para o fracasso econômico. Não existiu resposta.

 

Tomar posicionamentos por conta de achismos é a forma mais rápida para chegar à pobreza.

 

Infelizmente, o Brasil é um prato cheio para achismos em que fatos e números são ignorados e decisões são tomadas por conta do “feeling”.

 

São raras as empresas brasileiras capazes de competir no mundo civilizado, são raros os profissionais brasileiros que conseguem disputar posições internacionais.

 

Os números do empobrecimento do Brasil estão explodindo na tela de todos os computadores no mundo, e ainda achamos que os investidores virão para o Brasil salvar à nossa economia claudicante.

 

Eles não apenas não estão vindo como estão indo embora por causa das constantes incoerências do governo.

 

No Brasil, até o passado muda para atender interesses de gente que não tem capacidade de competir com o resto do mundo.

terça-feira, 19 de julho de 2022

A grande demissão

Cerca de um terço dos desligamentos no Brasil, são pedidos de demissão dos empregados. A frase "eu me demito" está sendo largamente dita nas empresas brasileiras.

 

Os pedidos de demissões são um paradoxo em um país com elevado nível de desemprego como o Brasil.

 

Existem vários motivos para os pedidos. Todos estão relacionados com a insatisfação dos empregados.

 

Durante a pandemia do novo coronavírus, muita gente percebeu que é possível trabalhar remotamente com melhor qualidade de vida. As seis ou quatro horas perdidas diariamente no deslocamento para o trabalho deixaram de existir com o trabalho em casa.

 

O gosto de não mais perder horas e horas no trânsito ficou na boca de muitos brasileiros e os profissionais mais qualificados ficaram mais exigentes com as condições do trabalho.

 

Muitos perceberam que podem trabalhar no exterior remotamente e receber em moeda forte. As empresas dos países mais avançados estão experimentando dificuldades na contratação de profissionais qualificados.

 

São oportunidades em empresas com elevado nível cultural e comportamental. A renda do trabalho é muito maior e é possível fazer parte de uma organização que gera valor para a humanidade.

 

Não é, portanto, surpresa, que muitos estão saindo dos empregos com a volta do trabalho presencial no Brasil. As distorções existentes no mercado nacional não existem nos países mais civilizados.

 

Lá fora, os problemas como o preconceito contra o cabelo branco são restritos e as empresas valorizam a competência, capacidade e honestidade.

 

Não é de graça que a renda média do trabalho vem caindo abruptamente no Brasil. As pessoas que recebem as maiores rendas estão deixando o mercado nacional e as empresas não conseguem repor a mão de obra qualificada perdida.

 

As práticas inadequadas que vem ocorrendo de longa data no Brasil, estão cobrando o seu preço e os profissionais mais qualificados estão buscando posições nas empresas americanas, japonesas, europeias etc.

 

Sobrou para o mercado local, os profissionais menos preparados e com baixa probabilidade de gerar competividade padrão mundial. Muitas empresas estão despencando nas bolsas de valores, porque não conseguem competir com o comercio eletrônico.

 

Espero que os empresários acordem e estabeleçam padrões de competividade classe mundial nas suas empresas. Infelizmente, muitos CNPJs morrerão nesta trajetória.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Agilidade nos negócios e transformação digital – parte II

O conceito de agilidade surgiu na indústria dos Estados Unidos no final dos anos 1980. O conceito alcançou as cadeias de suprimentos e as redes de negócios no início dos anos 1990.

 

Diversas pesquisas avaliaram a necessidade de agilidade nos negócios, ou seja, os fatores que exigem agilidade e a importância relativa destes fatores.

 

Os estudos identificam os fatores relacionados com a Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC) e como a TIC habilita ou dificulta o nível necessário de agilidade.

 

Foram identificados os fatores que exigiam a agilidade nos negócios e as estratégias de TIC que devem ser implementadas para melhorar a agilidade empresarial.

 

Na era da incerteza, as empresas precisam definir tanto os conceitos da agilidade nos negócios, quanto os fatores genéricos e específicos do setor empresarial que criam uma alta agilidade nos negócios, quanto as diferenças nos vários setores da economia sobre a percepção da agilidade, quanto as diferenças nos domínios da agilidade do negócio (operacional, cliente e empresarial) sobre a necessidade de agilidade no negócio, quanto as estratégias de TIC para endereçar as necessidades e melhorar a agilidade nos negócios.

terça-feira, 5 de julho de 2022

Agilidade nos negócios e transformação digital - Parte II

A transformação digital foi o estratagema adotado nos últimos anos por diversas empresas para garantir a sua sobrevivência na era da incerteza.

 

A digitalização não é a aquisição de tecnologias, adoção de melhores práticas etc. ela é uma mudança comportamental que leva para um aumento da lucratividade pela entrega de valor agregado para os clientes.

 

É fácil perceber que o objetivo da agilidade nos negócios e da transformação digital é o mesmo.

 

Os comportamentos mudaram, as pessoas não querem mais enfrentar filas para pagar uma conta, ou comprar um remédio ou etc. ou seja, a noção de tempo mudou.

 

A filosofia agilidade nos negócios permite que as empresas enderecem a necessidade de respostas rápidas, objetivas e precisas dos clientes.

 

Mudar o modelo de negócio ou os processos operacionais ou o sistema operacional do ecossistema implica em fazer mudanças abrangentes na cultura corporativa.

 

A transformação digital vem acontecendo em fases. A primeira fase foi marcada como sendo a era da economia das assinaturas, ou seja, serviços baseados em vendas recorrentes, com foco tanto no sucesso do cliente, quanto no aumento da lucratividade.

 

Quando a empresa trabalha na filosofia sucesso do cliente durante a primeira fase da transformação digital, as transações dos clientes deixam de ser pontuais e viram recorrentes

 

Com a recorrência, o custo para conquistar a clientela cai dramaticamente e a indústria pode colocar todos os holofotes no valor agregado gerado para os clientes.

 

A tecnologia reinventou o relacionamento entre o cliente e fornecedor e mudou o foco empresarial de ofertas de produtos para ofertas baseadas em resultados.

 

O aumento das ofertas de assinaturas baseadas em resultados e o crescimento da adoção da filosofia sucesso dos clientes pelas empresas andaram lado a lado, pois se o cliente não conquistar o resultado desejado, ele cancela a assinatura.

 

A segunda fase da transformação digital é o redesenho da jornada de como demonstrar o valor agregado para os clientes.

 

A renovação de uma assinatura não é um fenômeno relacionado apenas com o sucesso do cliente.

 

A teoria do comportamento do consumidor trata também da utilidade marginal decrescente no consumo de um bem ou serviço, ou seja, o nível de satisfação do cliente com um produto ou serviço.

 

Quanto maior é a disponibilidade de um bem ou serviço, menor é o valor atribuído a ele. É muito importante que a empresa introduza frequentes inovações nas assinaturas oferecidas para os clientes. As inovações impedem a criação do ciclo contínuo de utilidade marginal decrescente.

 

É neste exato momento que ocorre a conexão da agilidade nos negócios com a transformação digital.

 

A agilidade entra neste contexto na criação de uma cultura corporativa baseada na inovação e criatividade.

 

O sistema operacional baseado na inovação permite que a empresa ofereça uma assinatura com inovações frequentes e tenha eleva taxa de sucesso do cliente e de venda recorrente. O ano de 2022, está sendo marcado pelo investimento maciço das empresas do varejo no comércio eletrônico.

 

A estratégia da transformação digital não é uma ação de um lobo solitário visionário, ou seja, é preciso criar consensos na alta administração para que todos os passos da iniciativa sejam trilhados com o comprometimento dos envolvidos.

 

A análise analítica dos dados e informações é o fio condutor da estratégia digital, por isso ela deve ser enfatizada em todos os momentos e lugares.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Mudanças no mercado de trabalho de TI – Parte II

Mudanças no mercado de trabalho de TI – Parte II

 

As mudanças no mercado de trabalho de TI estão ocorrendo em ritmo intenso e ainda existe muita desinformação sobre o assunto aqui no Brasil.

 

As áreas de negócio estão contratando em massa profissionais de suporte de TI porque elas não estão satisfeitas com a resposta atual da central de atendimento.

 

As falhas técnicas e de segurança nas plataformas digitais geraram perdas bilionárias para algumas empresas.

 

Como as áreas de negócio vivem do resultado gerado, as perdas representam na pratica uma redução salarial. As pessoas não gostam de perder dinheiro pequeno ou grande.

 

A intensificação das contratações pelas áreas de negócio é decorrente das perdas recentes. Os prejuízos foram causados tanto por falhas técnicas da plataforma, quanto por procedimentos realizados, quanto por invasões, quanto por ransomware.

 

Diversos CNPJs morreram por causa de invasões e ransomware. Mais de 80% das falhas de segurança são realizadas através da engenharia social.

 

É fácil ver que a central de serviços não está fazendo um bom serviço na orientação dos funcionários sobre como evitar os golpes digitais.

 

As áreas de negócio não estão contratando desenvolvedores neste momento. No entanto, isto não significa que elas estão satisfeitas com as entregas do desenvolvimento. O alvo atual são os profissionais de suporte porque é por lá que a bufunfa grossa está sendo perdida.

 

Vou elencar dois exemplos de como o dinheiro está sendo perdido no ralo da atuação do suporte. O primeiro exemplo é o portal de comércio eletrônico de uma das maiores redes de farmácias do Brasil.

 

Ao usar o mecanismo de busca do portal para localizar um produto, o sistema responde com página não encontrada. Este problema torna a experiência do usuário insuportável, porque ele precisa navegar página por página para achar o produto que ele deseja.

 

Já faz mais de um mês que eu descobri este defeito e até agora a nada mudou. Eu não reportei o defeito para a empresa porque estou monitorando quanto tempo eles gastam para perceber um problema no seu portal.

 

Por enquanto a minha solução foi comprar de outra rede de drogarias.

 

A atuação da central de atendimento não pode ser focada apenas na reação, ou seja, um usuário relata um problema e a central aciona os envolvidos.

 

A central deve ser proativa, ou seja, ela deve monitorar a experiência do usuário, navegar no sistema e relatar os problemas encontrados para os envolvidos (inclusive área de negócio) e solicitar um prazo para a solução.

 

É atuando de forma proativa que a central de atendimento colabora tanto para a geração de valor agregado para os clientes, quanto para agilidade nos negócios.  

 

As áreas de negócio não são áreas de tecnologia e, portanto, não querem se envolver nos assuntos técnicos, por isto elas estão contratando profissionais de TI que atuem de forma proativa para assegurar a agilidade e a melhor experiência do usuário possível.

 

Na era da incerteza a agilidade nos negócios é um fator crítico de sucesso para todas as organizações.

 

O segundo exemplo é de um dos maiores portais de comércio eletrônico do Brasil. Quando eu resolvi usar um pedido anterior para fazer um novo pedido, o sistema abriu dois carrinhos de compra gerando uma confusão sobre o que eu estava comprado.

 

A minha experiência como usuário foi terrível, pois era impossível refazer um pedido anterior.

 

Tiver que fazer um novo processo passo a passo para fazer a compra desejada. A experiência péssima do usuário me fez mudar de portal.

 

O defeito citado está ocorrendo por mais de duas semanas e nada do suporte da plataforma identificar e solicitar solução, ou seja, eles são apenas reativos.

 

Os exemplos citados são casos em que ocorreram perdas significativas para o negócio, todo o investimento realizado em tecnologias e pessoas foi perdido por causa de falhas.

 

Estamos claramente na era da incerteza, e as áreas de negócio sabem como as oportunidades são voláteis, por isto elas estão montando o seu próprio suporte para evitar perdas milionárias ou bilionárias.  


terça-feira, 21 de junho de 2022

Bem-vindo à era da incerteza

No século XXI, o mercado empresarial foi marcado por duas eras bastante distintas. No começo do século, as empresas estavam vivendo do Controle, Transparência e Previsibilidade (famoso CTP) e depois do começo da pandemia do novo coronavírus, as empresas passaram a viver na era da incerteza.

 

A digitalização dos negócios trouxe para a superfície oportunidades e desafios inéditos. A competição aparece de todos os lados e diversos modelos de negócio estão desabando ladeira abaixo.

 

Empresas gigantescas como a Revlon (Como a Revlon foi de ícone dos cosméticos à beira da falência, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/06/como-a-revlon-foi-de-icone-dos-cosmeticos-a-beira-da-falencia.shtml, acessado em 21/06/2022) e Forever 21 (Forever 21 deve fechar todas as lojas no Brasil até domingo, https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2022/06/14/forever-21-deve-fechar-todas-as-lojas-no-brasil-ate-domingo.htm) estão em recuperação judicial por causa da concorrência feroz no universo digital das empresas iniciantes que nasceram digitais.

 

Em outra frente da era da incerteza, um terço das empresas que sofreram ataques digitais fecharam as portas de forma temporária ou permanente (A third of organizations hit by ransomware were forced to close temporarily or permanently, https://www.techrepublic.com/article/organizations-hit-by-ransomware-shut-down/). As falhas na segurança digital e da central de serviços estão cobrando um preço cada vez mais elevado dos negócios.

 

Apenas os poucos que fizeram a sua lição de casa estão razoavelmente seguros na geração online. Ainda inexiste entendimento claro sobre a questão do backup e restore dos dados.

 

Foi revelado que o ataque sofrido pela Americanas em fevereiro deste ano de 2022 gerou uma perda de quase R$ 1 bilhão em vendas (Americanas perdeu quase R$ 1 bi em vendas com hackers, https://www.folhape.com.br/economia/americanas-perdeu-quase-r-1-bi-em-vendas-com-hackers/226822/).

 

Muitos acham que é preciso adotar soluções caras e complexas para armazenar os dados. As empresas pequenas e médias não têm capacidade financeira para bancar tais soluções e por isto elas estão desprotegidas.

 

Até mesmo um disco externo por ser utilizado para armazenar uma cópia dos dados e reduzir o nível de incerteza do negócio. Na era da incerteza, é preciso investir em capital intelectual para resolver problemas graves com soluções simples e descomplicadas.

 

O Lincoln College foi forçado a fechou as suas portas para sempre em maio de 2022 depois de ataque de ransomware em dezembro de 2021 (Higher education institutions being targeted for ransomware attacks, https://www.techrepublic.com/article/higher-education-institutions-being-targeted-for-ransomware-attacks/).

 

Foi revelado que as credenciais roubadas pelos invasores das escolas podem ser utilizadas para roubar informações de cartão de crédito, fazer ciberespionagem etc. (Compromised academic credentials available on cybercriminal platforms, https://www.techrepublic.com/article/compromised-academic-credentials-available/).

 

A outra frente da era da incerteza é formada pelos funcionários que estão saindo das empresas, por causa do trabalho remoto. Muitos trabalhadores perceberam as vantagens do trabalho online e querem continuar trabalhando neste modelo.

 

As empresas que optaram pelo trabalho presencial estão perdendo capital intelectual valioso. O Ian Goodfellow diretor da Apple saiu da empresa por causa do retorno ao escritório e foi trabalhar no Google (A onda de demissões de quem não quer abandonar o trabalho remoto, https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/06/11/a-onda-de-demissoes-de-quem-nao-quer-abandonar-o-trabalho-remoto.ghtml).

 

Empresas como o Google, HubSpot, Elsevier, RingCentral, Experian, Adobe, TaskUs, ADP, UiPath, DXC Technology, Sitel Group, Medallia, Vista, Guidewire, Calix, Everbridge e Sage estão usando o trabalho remoto para capturar o capital intelectual que não quer trabalhar presencialmente (17 companies with great company culture and offering remote work setups, https://www.techrepublic.com/article/17-companies-with-great-company-culture-and-offering-remote-work-setups/).

 

A transformação digital está intimamente ligada com a filosofia agilidade nos negócios. As suas buscam o crescimento da lucratividade do negócio e as duas são apoiadas no capital intelectual, no comportamento corporativo e nas inovações para ganhar os mercados dominados por empresas tradicionais que trabalham no modelo “comando e controle”.

 

Na era da incerteza a flexibilidade e o dinamismo são características vitais para a competitividade de uma organização.

 

 

   

terça-feira, 3 de maio de 2022

O que é mais importante? Postagem ou comentários?

Algumas pessoas preconizam que uma nova profissão surgiu. Empresas, artistas, políticos, influenciadores etc. estão mais interessados na repercussão das suas postagens do que nos conteúdos publicados.

 

Para tal surgiu a figura do comentarista profissional que publica comentários sobre produtos, serviços, livros, músicas, filmes etc. para espalhar a mensagem via internet.

 

Os comentaristas profissionais estão disfarçados como pessoas desinteressadas que expressam a sua opinião. Em alguns casos, os comentaristas profissionais não são pessoas, eles são robôs inteligentes ou não que estão expressando a sua opinião sobre algo que precisa ser disseminado.

 

O que estamos vendo na realidade é o uso do poder do dinheiro e da enorme taxa de desemprego no Brasil.

 

O objetivo é contratar pessoas que saibam explorar o enorme poder computacional do dinheiro para dominar os espaços interativos das redes sociais.

 

Membros da indústria da moda estão alcançando enorme sucesso trabalhando de forma intensa marketing nos comentários das redes sociais.

 

As empresas de diversas industriais estão pagando aos influenciadores digitais e comentaristas profissionais para patrulhar os comentários nas redes sociais e falar bem dos seus produtos e serviços contestar todos os comentários negativos sobre os seus produtos, serviços e modelos de produção.

 

Alguns orquestram estratégias digitais para fazer com que um produto ou serviço pareça ter elevada repercussão mundial.

 

Os grupos coordenados atuam para dar a impressão de que estamos falando de um produto ou serviço de grande aceitação no mundo inteiro.

 

Muitas pessoas acham que estão diante de um fenômeno espontâneo.

Elas não olham de onde os comentários partiram e não suspeitam que estão diante de uma ação coordenada que está ocorrendo nos bastidores das redes sociais.

 

Estamos diante de um novo formato de golpe digital que está ocorrendo à céu aberto no Brasil e com raríssimas exceções vem sendo ignorado pela mídia tradicional.

 

O Brasil está se transformando em celeiro de golpes digitais. Até o presente momento os malfeitores estão no território nacional e o poder policial pode fazer algumas ações para prender os criminosos.

 

No entanto o que vai acontecer quando os criminosos estiverem localizados fora do Brasil? Como a polícia vai poder alcançá-los?

 

Recentemente foi divulgado na mídia tradicional um golpe sobre o FGTS que vem ocorrendo desde o ano de 2021. Maiores detalhes no artigo “Saiba se proteger de golpes do FGTS 2022 no Caixa Tem” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/04/saiba-se-proteger-de-golpes-do-fgts-2022-no-caixa-tem.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail, acessado em 03/05/2022).

 

O criminoso só precisa das informações vazadas dos brasileiros e fazer o cadastro no aplicativo e gerar situações para roubar o dinheiro suado dos trabalhadores brasileiros. Atualmente os malfeitores estão no Brasil e podem serem tomadas medidas de contensão.

 

No entanto o que acontecerá quando os ataques foram feitos por pessoas fora do Brasil? Precisamos urgentemente contratar engenheiros formados em escolas qualificadas para fechamos as portas que estão escancaradas.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Cultura do atraso? Essa não?

Em geral os mandatários no Brasil adoram um atraso. Quanto maior for ineficácia da proposta mais ela é desejada pelos políticos nacionais.

 

A maioria dos políticos partidários das ideias do atual governo federal adora um atraso. É impressionante como saem das suas cabeças propostas sem fundamento. São soluções do milênio passado.

 

O artigo “Alunos se recusam a assistir a aulas pela TV em escolas estaduais do Paraná” (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/04/alunos-se-recusam-a-assistir-aulas-pela-tv-em-escolas-estaduais-do-parana.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail, acessado em 26/04/2022) revelou que a cultura do atraso está enraizada na cabeça dos nossos mandatários.

 

Estamos em 2022 e existem tecnologias baratas e funcionais para saber se o aluno está prestando atenção na aula, se ele está entendendo o assunto, se é necessário um conteúdo personalizado para ele, se ele precisa da atenção personalizada do instrutor etc. e o governador do Paraná adepto das ideias do péssimo governo federal gasta o suado dinheiro do povo em uma solução com recursos educacionais do milênio passado?

 

É evidente que os alunos que vivem neste milênio iriam recursar aulas num sistema chinfrim como aulas via comunicação unidirecional da televisão. É o mesmo que muitos estão fazendo ao oferecer um livro escaneado sem interatividade alguma e chamar isto de livro digital.

 

Os estudantes que vivem no ano de 2022 querem contar com os recursos bons e baratos da tecnologia deste milênio. Está mais do que na hora de atualizar o calendário. Não é possível apresentar propostas que usam a tecnologia de 1980.

 

A cultura do atraso está em todos os lugares da economia nacional. Ela está ´presente até mesmo em setores de PIB elevado. Fiquei surpreso ao ler o artigo “Apesar de avanços, mais de 70% das propriedades rurais vivem sem conectividade no país“ (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/04/apesar-de-avancos-mais-de-70-das-propriedades-rurais-vivem-sem-conectividade-no-pais.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail).

 

As máquinas agrícolas deste milênio oferecem ao campo enormes ganhos de produtividade e reduções fortes dos custos. Só que para funcionar elas precisam de conexão na rede da internet.

 

Sem a conectividade, os ganhos oferecidos pelos sistemas agrícolas modernos são perdidos e os agricultores veem o seu dinheiro indo para o lixo. Em um país em que cerca de 30% da safra é desperdiçada por perdas e ineficiências é muito grave estarmos em 2022 sem conectividade nas fazendas.

 

O artigo “Inflação da feira de até 166% assusta consumidores e esvazia carrinhos” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/04/inflacao-da-feira-de-ate-166-assusta-consumidores-e-esvazia-carrinhos.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail) revelou que a incompetência do governo federal gerou uma inflação monstruosa e que é de fundamental importância obter ganhos de produtividade da safra para manter algum nível de qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros.

 

É preciso ser muito do atrasado para estrar na frente de um governo em que mais de 70% das propriedades rurais não tem acesso à internet.

 

Nestes últimos anos, a cultura do atraso alcançou patamares nunca visto na história do povo brasileiro. É ridículo ver uma deputada federal defender a tese de que uma rede social privada americana deve dar espaço para as suas opiniões. Se a deputada quer um espaço para divulgar as suas opiniões ela que crie uma rede social. É baratinho. Redes sociais começaram com orçamento abaixo de 10 mil dólares. Só precisa ter competência, capacidade e honestidade.

 

O resultado da cultura do atraso pode ser visto no artigo “Furtos e roubos disparam em SP e se aproximam de nível pré-pandemia” (https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/04/furtos-e-roubos-disparam-em-sp-e-se-aproximam-de-nivel-pre-pandemia.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail). O resultado da incompetência, incapacidade e desonestidade é mais incompetência, incapacidade e desonestidade.

 

No Brasil diversos produtos estão listados entre os mais caros do mundo em dólar. Isto ocorre porque inexiste capacidade de gestão do país.

 

O Brasil deveria estar comemorando um elevado crescimento da lucratividade do agronegócio e está se debatendo por custos crescentes porque inexistem as condições para explorar as oportunidades geradas pelas tecnologias boas e baratas deste milênio.

 

 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Trabalho nunca será como antes

O artigo “O trabalho nunca será como antes” publicado na página 52 da revista Scientific American Brasil de abril de 2022 foi escrito pelos renomados internacionalmente psicólogos Christina Maslach e Michael Leiter.

 

Os autores afirmaram que diversas mudanças no ambiente de trabalho causadas pela pandemia do novo coronavírus serão permanentes e apresentaram sólidos argumentos e evidencias pata tal.

 

As questões que chamaram à minha atenção no artigo estão relacionadas com a eliminação das distrações do trabalho tanto por conta de reuniões longas e inúteis presenciais, quanto por conta de ambientes abertos presenciais cheios de ruídos improdutivos.

 

No trabalho remoto, os trabalhadores foram capazes de se concentrar nas tarefas significativas em vez de perder tempo com atividades inúteis do ambiente presencial.

 

Muitos trabalhadores e empresas aprovaram as mudanças do trabalho remoto e os seus respectivos ganhos de produtividade. É fácil ver a aprovação das corporações neste novo modelo pelo aumento das ofertas com aumento salarial, tempo livre e folgas.

 

Os trabalhadores americanos e europeus estão promovendo a grande resignação (The Great Resignation continues: Adobe survey finds many people have one foot out the door, https://www.techrepublic.com/article/the-great-resignation-continues-adobe-survey-finds-many-people-have-one-foot-out-the-door/?utm_source=email&utm_medium=referral&utm_campaign=tech-news-you-can-use, acessado em 20/04/2022).

 

Uma parte significativa dos trabalhadores estão buscando voluntariamente novas oportunidades onde o ambiente de trabalho leva para a prosperidade e para uma melhor qualidade de vida.

 

As empresas estão revendo o preconceito do cabalo branco para as posições de tecnologia e estão contratando cada vez mais profissionais experientes por causa das oportunidades geradas pelo trabalho remoto (Is tech getting older or less ageist?, https://www.techrepublic.com/article/is-tech-getting-older-or-less-ageist-the-answer-is-complicated/?utm_source=email&utm_medium=referral&utm_campaign=top-story-of-the-day).

 

No Brasil, é possível verificar os efeitos da natureza permanente do trabalho remoto em diversas dimensões. Uma delas é o trânsito. O artigo “São Paulo reabriu, mas só 73% do trânsito voltou” (https://correiodopovo-al.com.br/geral/sao-paulo-reabriu-mas-so-73-do-transito-voltou) revelou que o fluxo de carros na cidade de São Paulo ainda alcançou o patamar de antes da pandemia.

 

Os especialistas afirmaram que o trabalho remoto, o comércio virtual e o ensino à distância vieram para ficar e reconfiguram a economia nacional.

 

As pessoas querem manter as vantagens das atividades remotas por causa do conforto e da economia de tempo e dinheiro. O comercio eletrônico representa quase 70% do faturamento total das maiores empresas do varejo no Brasil (Varejo fatura mais na internet do que na rua, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/04/varejo-fatura-mais-na-internet-do-que-na-rua.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail).

 

A outra dimensão que revela o caráter permanente das mudanças no trabalho é o mercado imobiliário de escritórios. A vacância nos principais edifícios corporativos nos principais bairros empresariais da cidade de São Paulo chegou ao patamar de 30% e não existem sinais claros de recuperação (Vila Olímpia e avenida Berrini vivem 'morte anunciada' com vazio após pandemia, https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/03/vila-olimpia-e-avenida-berrini-vivem-morte-anunciada-com-vazio-apos-pandemia.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail).

 

Tantos os empregadores como os empregados estão buscando por mudanças que gerem um impacto positivo na produtividade do trabalho.

 

A pandemia revelou diversos caminhos e muitos deles vieram para ficar em definitivo no dia a dia da sociedade.

 

terça-feira, 19 de abril de 2022

Mudanças no mercado trabalho de TI

Antes da pandemia do novo coronavírus existia uma pequena corrente que advogava e contratava profissionais de TI para as áreas de negócio.

 

As poucas empresas praticavam esta filosofia em 2019 entendiam que era mais produtivo ter na equipe de negócios um profissional de TI com especializações em administração, economia e negócios do que trabalhar com os recursos intelectuais da organização de tecnologia.

 

Em geral eram empresas que estavam iniciando a jornada de transformação digital do seu modelo de negócio.

 

Em 2022, a maioria das empresas de grande e médio porte no Brasil estão optando pela contratação de profissionais de TI para as áreas de negócio.

 

A área de negócio ganhou aspecto multidisciplinar em termos da tecnologia por causa da transformação digital do modelo de negócio.

 

Alguns alegam que este formato é mais ágil, rápido e inteligente do que o modelo tradicional da organização de TI (ela centraliza todas as atividades relacionadas com a tecnologia).

 

Estamos vendo em muitas corporações o esvaziamento da força interna da organização de tecnologia e a sua redefinição para aspectos bastante especializados da tecnologia.

 

Em alguns casos a principal motivação para a mudança foi o fraco desempenho da central de serviços de TI.

 

As constantes falhas, as respostas óbvias, a ausência de lógica levaram as áreas de negócio na direção de ter uma estrutura de recursos técnicos e humanos de TI para manter o seu negócio operacional.

 

Empresas do setor do varejo como Via (Casas Bahia e Ponto), Magazine Luiza e Lojas Americanas estão investindo mais em tecnologia e logística do que em novas lojas físicas.

 

Em 2021, o Magalu investiu quase R$ 800 milhões em tecnologia e logística e investiu aproximadamente R$ 220 milhões em novos pontos de venda.

 

A Via também investiu aproximadamente R$ 220 milhões em novas lojas e investiu R$ 600 milhões em tecnologia e logística no ano de 2021.

 

Em 2021, a Via (Casas Bahia e Ponto) teve aproximadamente 60% do seu faturamento originado no comércio eletrônico.

 

Em 2021, a Magazine Luiza teve aproximadamente 70% do seu faturamento originado no comércio eletrônico.

 

Em 2021, as Lojas Americanas tiveram aproximadamente 80 de todas as suas vendas realizadas pela internet.

 

É fácil perceber que o comércio eletrônico é responsável pela maior parte do faturamento total de diversas empresas no Brasil.

 

As constantes falhas da central de serviços geraram indisponibilidades que custaram muito dinheiro para o negócio.

 

Este é o principal motivo do crescimento exponencial de contratações de profissionais de TI pelas áreas de negócio.

 

Estamos diante de uma transformação organizacional que está gerando o esvaziamento das funções executadas pela organização de TI.

 

É difícil saber se esta filosofia avançará até o ponto de eliminação da organização de TI, mas está bastante claro que as infinitas falhas da central de serviços no endereçamento dos chamados abertos serão respondidas com um forte esvaziamento da estrutura atual.

 

Foram dados aos montes, os alertas sobre a necessidade de tratar os chamados conforme o seu impacto no negócio.

 

Uns poucos escutaram e evoluiriam e outros continuaram achando que era mais importante por razões políticas "configurar o celular do filho do diretor" do que resolver um chamado de comércio eletrônico.

 

A maioria destes profissionais são sérios candidatos para entrar na espinal negativa de carreira. No passado, eu vi muitos que entraram na espiral e nunca saíram.

 

Escolhas foram feitas, avisos foram dados e as empresas resolveram resolver os seus problemas de forma mais objetiva, ou seja, "emponderar"  tecnologicamente as áreas de negócio.

 

Alguns profissionais de TI perderam os seus empregos por conta das suas escolhas.

 

Espero que todos percebam o atual ciclo de mudanças causadas pela transformação digital do modelo de negócio e mudem as suas atitudes e comportamentos.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Setores econômicos mais atacados pelo ransomware

Foi revelado que o valor médio efetivamente pago ao ransomware  aumentou 78% em 2021 na comparação com o ano de 2020 (Grupos de cibercrime se profissionalizam e lucro dispara Valores médios pagos por resgate em 'sequestro digital' aumentam 80%, https://www1.folha.uol.com.br/tec/2022/04/grupos-de-cibercrime-se-profissionalizam-e-lucro-dispara.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail, acessado em 11/04/2022).

 

Nas últimas postagens sobre o ransomware foi alertado sobre o crescimento exponencial deste tipo de ataque no Brasil.

 

Alguns setores da economia estão sendo mais atacados do que outros. Os setores de seguros e de saúde estão sendo fortemente atacados pelos malfeitores do ransomware.

 

O principal motivo dos ataques nestes dois setores está diretamente relacionado com a natureza operacional deles.

 

Um hospital ou operadora de saúde ou seguradora precisa oferecer uma resposta rápida para os seus clientes.

 

Em alguns casos o clientes estão aguardando uma autorização para uma cirurgia de emergência.

 

O prazo é um aspecto de enorme relevância nestes setores da economia. Os malfeitores fizeram a sua lição de casa e descobriram que as empresas nacionais destes setores têm diversas vulnerabilidades de segurança digital e em geral estão dispostas a pagar valores elevados para recuperar os seus dados.

 

Muita coisa é urgente e cara e por isto não existe tempo sequer para restaurar o sistema a partir do backup.

 

A cultura interna de segurança digital nestas empresas é bastante embrionária e os funcionários constantemente são enganados pelos estratagemas da engenharia social dos atacantes.

 

Equipamentos médicos caros e importantes estão conectados à internet sem que as configurações padrões de senha tenham sido alteradas.

O prontuário eletrônico dos pacientes tem diversas vulnerabilidades e são uma das portas de entrada dos malfeitores.

 

Após invadir os computadores, os malfeitores instalam um software que criptografa todos os dados dos servidores.

 

Com isto eles estão pedindo gordas recompensas para libertar os dados. Muitas empresas dos setores da economia de saúde e seguros estão pagando os resgates, porque eles precisam responder às demandas dos clientes em prazo curto.

 

Estas empresas sequer avaliam se a chave de criptografia entregue pelos malfeitores é de uso permanente ou de prazo limitado.

 

Ou seja, daqui a poucos meses os dados são sequestrados novamente e um novo pedido de resgaste será pedido.

 

É preciso tomar cuidado para que setores importantes da economia brasileira não fiquem na mão de malfeitores.

 

Empresas importantes podem ser inviabilizadas por causa do pagamento do resgaste do ransomware.

 

É muito mais inteligente e barato investir na contratação de funcionários que façam escolhas racionais na navegação no universo digital do que pagar infinitos resgastes.