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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Gerenciamento de Serviços de TI

O CIO pós-PC precisa priorizar tarefas, tomar decisões sobre os prazos com base em evidências reais. Ele também precisa cumprir as promessas, gerenciar os riscos, ser persuasivo, empreender soluções para os problemas e não ter medo de inovar. Os projetos de IT Service Management (ITSM) exigem que o CIO tenha menos orgulho da complexidade tecnológica existente e realize mais ações de simplificação. É fundamental para o sucesso de um projeto de ITSM o entendimento que ele é menos relacionado com a tecnologia e mais com os processos. É preciso entender um conceito que é óbvio, mas que é largamente ignorado. Se o gerenciamento de incidentes não funciona no papel, não é a tecnologia que vai resolver. Antes de baixar um pacote de melhores práticas como o ITIL é preciso fazer a lição de casa e envolver os influenciadores e as pessoas impactadas no desenho do projeto. Caso por qualquer motivo, o processo apresente falhas, o envolvimento e participação das pessoas, vai fazer com que seja possível identificar a causa raiz e encontrar uma solução de contorno. A inteligência coletiva vai permitir uma rápida evolução do processo e início de ciclo de melhoria contínua para cada interação.

 Falsos profetas

Como em todos os projetos vão existir forças de resistência. Muitas pessoas não vão colaborar e várias vão ter medo das novidades. Aprender a lidar com o medo do novo e dissonância cognitiva é fácil. A comunicação honesta e transparente gera o alinhamento político pelo entendimento. Membros da equipe que fingem adesão e tem atitude em relação ao projeto pautada apenas pelo sucesso ou falhas precisam ser reavaliados.

É preciso ter um time orgulhoso com a mudança proposta. Um projeto de ITSM pode ser extremamente difícil se membros da equipe entenderam que é melhor deixar as coisas como estão. É comum encontrar os caçadores de culpados que assumem que tudo o que foi descrito nos livros de melhores práticas deve ser seguido rigidamente para os novos processos e os problemas são sempre causados pelos usuários.

É preciso evitar a contratação para a equipe do projeto de profissionais sem capacidade de comunicação. Em geral, eles incapazes de manter o foco na tarefa programada. Também devem ser evitadas as pessoas que tradicionalmente mantêm uma agenda oculta em relação à iniciativa. Estes profissionais apenas pareceram que estão do lado do projeto. As incertezas em relação às motivações destas pessoas geram problemas que em geral são insolúveis. Também existem as pessoas que insistem que o projeto é apenas um truque de modismo ou marketing.

O perfil de membros da equipe que oscilam facilmente de posição conforme o sucesso ou falhas normalmente são a primeira causa da sabotagem da sustentabilidade de longo prazo da iniciativa de ITSM. Como todos nós sabemos, estas forças fazem parte da cultura organizacional das empresas. É este cultura que faz com que pequenas mudanças sejam sempre mal entendidas pela interpretação errônea.

Muitas vezes apenas os conceitos envolvidos criam tanta discussão e comentários que a ideia é inviabilizada. O tempo do CIO não pode ser monopolizado para responder perguntas como: Quando será feito? Porque ninguém o discutiu o assunto comigo? Quem vai decidir sobre as mudanças nos perfis profissionais? Estas situações causam danos graves aos trabalhos do projeto. O equilíbrio cultural de uma organização passa pelas pequenas coisas conquistadas diariamente pelas mudanças e ideias. As ondas de perturbação causadas pelas mudanças são dissipadas rapidamente pelo canal de comunicação permanentemente aberto. A colaboração coletiva das pessoas para os assuntos de ITSM fazem com que cada problema do processo de mudança seja seriamente entendido e resolvido.

TI oculta

É muito comum encontrar CIOs afirmando que existem sistemas ocultos rodando no ambiente suportado. Entregar qualidade comprovada para o desconhecido é muito difícil e é a causa raiz do fracasso de milhares de projetos de ITSM. Os usuários não querem saber se são sistemas ocultos que rodavam na infraestrutura sem o conhecimento do suporte ou se são programas identificados e plenamente conhecidos. Eles querem qualidade de entrega. Não são admitidas perdas com o projeto.

Isto significa que é preciso perguntar sobre todos os sistemas em uso no gerenciamento de configurações no início do projeto para que não existam interrupções nos sistemas porque foi adotada uma melhor prática. Um bom estratagema para evitar o problema da TI oculta é conversar com os donos dos serviços de negócio e descobrir quais sistemas estão sendo utilizados pela empresa em todos os locais. Redes de varejos precisam considerar as pequenas lojas também.

Uma vez identificados todos os sistemas é possível usar os padrões da ISO/IEC 20000 para determinar se a qualidade proposta endereça a necessidade. Se sim, o processo é formalizado. Se não, é desenvolvido um projeto de transição para o processo. Este é caminho mais efetivo para construir a confiança no projeto diante das incertezas da TI oculta. É preciso considerar tudo o que está trabalhando bem, endereçado as metas e satisfazendo os usuários no projeto de ITSM. Isto inclui a SHADOW IT.

Resistências

É preciso enfrentar as resistências contra o projeto ativamente. O principal objetivo deste trabalho é vencer o desafio de comunicar com clareza todos os aspectos do projeto e criar um balanceado nível de entendimento das motivações e resultados. É fundamental que os colegas percebam que o diálogo franco e direto é o melhor caminho e que o CIO está escutando com muito cuidado todas as observações. Todos na organização precisam descobrir pela coerência dos propósitos que o projeto não é uma ameaça para o seu emprego. O CIO precisa trabalhar com vigor para assegurar que o projeto endereça as expectativas e sentimentos de todos os impactados e influenciadores. Para fazer isto é preciso escutar com atenção todas as conversas. Sempre é bom deixar claro que todos estão no mesmo barco.

Gestão das sugestões
 
É muito provável que o CIO receba várias opiniões sobre o gerenciamento dos serviços de TI. O CIO deve ser capaz de escutar, mas precisa ter em mente que ele será cobrado pelo prazo de entrega do projeto e que todos vão cobrar o cumprimento do cronograma. Isto inclui os que fizeram sugestões. Nunca esqueça que a empresa em todas as esferas quer o projeto entregue. Existem razões diferentes, mas todos querem um final feliz. Isto significa que o suporte para os donos dos serviços e processos precisa ser planejado e entregue com todos lendo a mesma página do trabalho. As sugestões para a adoção do ITSM devem ser bem vindas, no entanto a chave para levar o projeto para o sucesso depende da habilidade de filtro e negociação para que as principais expectativas dos influenciadores sejam entregues dentro da proposta de orçamento, cronograma e qualidade.

Controle, Transparência e Previsibilidade (CTP)

É fundamental que o CIO seja claro e honesto com o projeto. É melhor ser honesto sobre os reais propósitos da iniciativa e não agradar a todos do que enfrentar um verdadeiro turbilhão de pressão das pessoas durante a execução do projeto. Nunca ceda à tentação de falar sim para tudo. Sempre use dados reais e confiáveis para tomar decisões. Usar a intuição para decidir vem comprometendo o sucesso de diversas iniciativas de ITSM. Busque sempre advogar as decisões com coerência, honestidade e transparência. O escopo e Service Level Agreement (SLA) proposto pelo projeto só pode ser alterado via gerenciamento de mudanças. O projeto não é uma receita de bolo ou conjunto de instruções ou corpo de conhecimento. Não faz parte do âmbito da iniciativa manter um esforço de flexibilidade pleno para o escopo. As alterações do escopo e gols devem ser feitas dentro do possível desde que não exista comprometimento da qualidade do projeto.

 

 

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O FUTURO DA ORGANIZAÇÃO DO ITAAS


O FUTURO DA ORGANIZAÇÃO DO ITAAS

 

A necessidade de reduzir o custo unitário das transações digitais está levando a organização do iT as a Service (iTaaS) na direção de melhores serviços. O departamento de tecnologia está sendo fortemente pressionado para mudar a qualidade das suas entregas. Atualmente as demandas são bastante divergentes por conta das falhas tradicionais no suporte da inovação. A organização de Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC) está reagindo ao novo mundo movimentado pela força da mobilidade. O estágio final deste processo vai resultar em um departamento de TIC bastante diferente do que é hoje em relação aos papéis e responsabilidades.

 

O surgimento e domínio da era do Chief Information Officer (CIO) que administra a tecnologia para assegurar que ela vai habilitar os valores da conquista da estrategia do negócio vai gerar um ciclo totalmente novo do desenvolvimento de aplicações onde a organização de tecnologia será vista como uma extensão da mudança contínua e crescente do negócio. O ápice do processo de reestruturação da organização de TIC vai acontecer provavelmente entre 2015 e 2016. No primeiro momento a organização da nova TIC vai exercer o papel de ser o motor do negócio. A gestão vai entregar serviços de valor agregado de TIC com preço e velocidade em situação competitiva de mercado global. É a era do fim do ciclo do “coxambro” e do mais ou menos. Competências mais elaboradas da engenharia farão parte da rotina diária. Certificados elementares perderão completamente o valor.

 

"O que aprendi é que a melhor forma de comunicação é dar instruções por escrito, combinadas com diagramas sempre que possível", diz Schaedler. "Muito se perde na comunicação verbal", diz ele.

Fonte: Sete pesadelos de terceirização e como evitá-los, http://cio.uol.com.br/gestao/2012/11/21/sete-pesadelos-de-terceirizacao-e-como-evita-los/, acessado em 30/11/2012.

 

A habilidade da comunicação escrita será enormemente valorizada. A tendência da afirmação “A habilidade de projetar soluções em nuvem é baseada em procedimentos arquitetônicos e métodos muito antigos. Caso você compreenda o que eles são e tenha experiência na utilização dessas abordagens, você não correrá o risco de reinventar a roda no mundo da computação em nuvem.” do artigo “O que faz o arquiteto de computação em nuvem?” (http://computerworld.uol.com.br/carreira/2012/11/20/o-que-faz-o-arquiteto-de-computacao-em-nuvem/, acessado em 30/11/2012) será consolidada e a experiência profissional ganhará enorme relevância. O preconceito ao cabelo branco só vai sobreviver nas empresas falidas. Tecnologias consagradas nas últimas três décadas do século XX vão ganhar novo uniforme. Quem tiver experiência e capacitação vai sair muito na frente.

 

A produtividade da monitoração da tecnologia e do desenvolvimento das aplicações de negócio vai levar o mercado brasilieiro na direção da perícia, otimização, terceirizacão classe mundial, gestão efetiva dos fornecedores e administração financeira ativa de TIC. As quatro afirmações do artigo “Sete pesadelos de terceirização e como evitá-los” confirmam que o caminho do plano de negócio e Controle, Transparência e Previsibilidade (CTP) das entregas entraram em vortex positivo crescente.

 

1.    “Quando o fornecedor de outsourcing começa a mudar pessoas em sua equipe, fazendo com que seus funcionários tenham que explicar detalhes do trabalho para os novos funcionários em vez de realizar os próprios trabalhos, é hora de se preocupar.”

2.    “O aplicativo foi adiado por mais três semanas, e ainda foi entregue cheio de problemas.”

3.    "Nossa oportunidade de publicidade se foi"

4.    "A janela para a ação de marketing foi fechada, já que outros projetos não podiam ser adiados, e tivemos que acabar desistindo do app.”

Fonte: Sete pesadelos de terceirização e como evitá-los, http://cio.uol.com.br/gestao/2012/11/21/sete-pesadelos-de-terceirizacao-e-como-evita-los/, acessado em 30/11/2012.

 

As entregas com base no ciclo contínuo de melhoria levarão a organização de TIC na direção da procura de novos caminhos para entregar as capacidades dos serviços com redução do custo unitário da transação. As variáveis das necessidades do negócio estão cada vez mais sensíveis ao custo total. O iTaaS não tem fronteiras geográficas neste novo mundo. Provedores locais vão competir com os globais. A organização de tecnologia das pequenas e médias empresas são agora unidades de lucro que oferecem serviços integrados ao negócio.

 

Cerca de 90% das iniciativas de TI não serão bem-sucedidas nos próximos três anos por causa do aumento da complexidade do ambiente de negócios.

Fonte: Líderes de TI não terão sucesso em 90% dos projetos das áreas de negócios, http://computerworld.uol.com.br/especiais/2012/10/29/cio-nao-tera-sucesso-em-90-das-entregas-os-negocios-em-3-anos/, acessado em 30/11/2012.

 

O processamento e entrega dos serviços de apoio ao negócio da empresa será completamente centralizado conforme o foco e valor da área de negócio. A perspectiva do marketing e entrega dos serviços será baseada na competitividade. A inovação (lembrando que inovação não é obrigatoriamente uma novidade) é uma ação prioritaria da organização da nova TIC. Ela é um fator chave de sucesso para que a tecnologia adicione valor real ao núcleo duro do negócio da firma. No mundo digital do Big data as informações são inseparáveis dos produtos e serviços ofertados e vendidos pela companhia. Esta aptidão está cada vez mais explícita no mundo dos negócios. A característica de inovação do novo jogo do poder social faz com que todas as pessoas e líderes do negócio façam parte da cadeia de valor da tecnologia. A liberdade individual para decidir como compartilhar as informações e colaborar com os projetos de negócio vai criar o foco de inteligência coletiva para o uso compartilhado das informações. Os serviços de valor agregado da tecnologia vêm incentivando a adoção deste novo modelo. É uma arquitetura corporativa que aumenta o princípio da pesquisa e desenvolvimento em tecnologia.