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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

User eXperience (UX)

Recentemente estive conversando com um amigo que transita entre São Paulo e Rio de Janeiro. Estávamos conversando sobre os planos para 2015 e para a minha surpresa ele pretendia trabalhar com UX a partir do segundo semestre de 2015. Foi uma revelação surpreendente porque o assunto Experiência do Usuário que é bem conhecido nos países mais avançados está em estágio embrionário no Brasil.

A visão nacional do atendimento ao consumidor é muito parecida com a que foi apresentada no artigo “Por que o atendimento ao cliente continua ruim – parte 1” (http://www.4hd.com.br/blog/2015/01/07/por-que-o-atendimento-ao-cliente-continua-ruim-parte-1/, acessado em 26/01/1015). O Roberto Cohen traduziu e reproduziu partes do artigo “WHY IS CUSTOMER SERVICE SO BAD?” publicada na revista “A CROSS THE BOARD, JAN/ FEB 2006” que detalhou os motivos para o atendimento ruim (Inexistência de concorrência, Marca concorrida, Mini monopólios e Preço baixo).

Questões como monopólio, poder da marca e etc. foram citadas como motivos para a ausência de investimento no atendimento ao usuário. Naquela época em 2006 existia uma lógica racional por traz destas escolhas. No entanto, será que estas motivações ainda prevalecem em 2015?

Um dos setores que mais cresceram nos anos do pífio crescimento do PIB brasileiro do governo Dilma é o e-commerce. O maior desafio do comercio digital é conquistar a confiança dos consumidores. Muitos são arredios ao e-commerce pelos escândalos de segurança. Todos os dias os brasileiros são bombardeados de notícias ruins sobre invasões de sites e vazamento de informações sensíveis dos consumidores.

A conquista da confiança passa pela credibilidade do ponto de venda. E a credibilidade é consequência do pré-venda, da entrega e do pós-venda. Em outras palavras, a credibilidade do comércio digital está diretamente ligada com a experiência do usuário. Este é o real motivo deste tema ter alcançado a dimensão que alcançou nos Estados Unidos e Europa. Umas das consequências deste estratagema é o elevado faturamento das lojas de roupas destes países com os turistas brasileiros.

Uma experiência do usuário dentro do prometido gera tamanha satisfação para o consumidor que ele se sente compelido a compartilhar a experiência escrevendo um comentário sobre a empresa em sites ou redes sociais. Este é o caminho para a confiança. Os não consumidores leem os comentários compartilhados e passam a ter confiança nas promessas daquele ponto comercial.

Quando encontramos americanos e europeus investindo bilhões de dólares em experiência do usuário, eles não estão agindo feito loucos que queimam notas de 100 dólares. Eles estão na realidade encontrando novas formas de ganhar mais dinheiro.
Espero que tal qual o meu amigo muitos se juntem à onda da experiência do usuário e ganhem muito dinheiro com os novos negócios.

Como exemplo prático de experiência de usuário vou usar um caso que aconteceu comigo. Recentemente eu ganhei uma camisa de uma marca que eu não conhecia. Ao abrir a caixa tinha um enorme destaque para a mensagem que dizia que aquela camisa foi confeccionada com mão de obra legalizada e que em toda a cadeia produtiva existe um rigoroso controle para que não exista mão de obra escrava. Era apenas uma mensagem, mas diante dos escândalos de mão de obra do setor têxtil brasileiro eu me senti mais feliz e satisfeito ao saber que estarei usando uma camisa que não é o resultado da exploração humana. Isto é concretamente um caso de experiência do usuário. Eu já considero esta marca nas minhas compras de camisa e a recomendo. Este é o efeito cascata positivo da experiência do usuário.

A questão da Experiência do Usuário é tão intensa na indústria têxtil que ela está mudando o perfil de compras dos brasileiros. O artigo “Viajantes brasileiros compram no exterior R$ 12 bilhões em roupas” (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/10/1530175-viajantes-brasileiros-compram-no-exterior-r-12-bilhoes-em-roupas.shtml, acessado em 26/01/2015) revelou que os brasileiros compraram 5 bilhões de dólares em roupas no exterior em 2014 (60 mil toneladas em roupas). Este valor foi praticamente o faturamento anual das quatro maiores redes de varejo têxtil (Riachuelo, Renner, C&A e Marisa) em 2014. Claramente as pessoas estão buscando um nível de experiência que não é oferecido no Brasil.

Como exemplo das barreiras criadas pela Experiência de Usuário negativa, eu vou usar novamente um caso que ocorreu comigo no dia 26/01/2015. Eu estava esperando para atravessar uma rua até a abertura do farol de pedestres. Neste instante um carro moderno e luxuoso parou em cima da faixa de pedestres me obrigando ao desvio. O motorista sem qualquer pedido de desculpas ou início de frase com “por favor” perguntou uma informação sobre qual direção deveria tomar para chegar em uma determinada rua. Eu respondi sem interesse algum de ajudar que era só seguir em frente e fui embora deixando ele falando sozinho. Não dei uma informação errada, mas sabia que a mesma não ajudaria em nada. A principal consequência da Experiência de Usuário negativa foi o meu total desinteresse na colaboração com ele.

Nas empresas temos nitidamente o caso da Experiência de Usuário negativa na organização de Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC). Muitas vezes os jovens analistas que são nativos digitais nutrem tantos preconceitos sobre serem experts de TIC apenas porque nasceram na geração digital que ignoram o que está sendo dito pelos mais velhos de cabelos brancos que são nativos analógicos. Estas posturas geram experiências ruins e raramente as organizações de TIC das empresas recebem elogios espontâneos dos seus usuários.

Para quem quiser saber mais sobre User eXperience e Customer experience (CX) seguem-se alguns endereços interessantes:





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Previsibilidade no Software

Quando pensamos que os falsos profetas de TI estão no ostracismo, eles aparecem com mais falácias para tentar enganar as empresas usuárias de Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC). Em 2014, foi publicado no Brasil um artigo que afirmava que era impossível prever o custo e prazo do desenvolvimento de um software usando o Agile Software Development por causa de diversos aspectos. Uma das dificuldades apontadas era a comunicação na língua brasileira. Segundo o autor, a língua nacional dificulta o entendimento das regras de negócio pelo analista de desenvolvimento.

Em geral, escolas ruins formam e diplomam profissionais pobres. É um fato lamentável, mas faz parte da nossa realidade. No entanto, é preciso ter claro entendimento de que as dificuldades dos profissionais em comunicação e expressão não tem relacionamento algum com a falta de previsibilidade do custo e prazo do desenvolvimento de um software. Profissionais despreparados geram resultados pobres, por isto, a sua contratação significa na prática jogar dinheiro no lixo.

É muito comum a situação onde um profissional despreparado resolveu um problema e criou dois ou mais. Também é comum este perfil criar diversos problemas sem sequer arranhar a solução do desafio inicial. Infelizmente na área de TI no Brasil existem muitos profissionais totalmente despreparados para trabalhar em 2014. Estas pessoas trabalham como se ainda estivéssemos no ano 2000. Todo profissional qualificado e gabaritado de TI sabe que antes de escrever o código ele precisa traduzir em um fluxo todas as informações fornecidas pela empresa usuária. Este fluxo precisa ser testado em relação à realidade operacional do solicitante para identificar as falhas e esquecimentos. Não importa se as entregas serão feitas em módulos pequenos. É preciso que o fluxo esteja claro tanto para o desenvolvimento, como para os usuários do software.

É desta forma que os profissionais formados nas boas escolas de engenharia conseguem desenvolver aplicações com previsibilidade de custo, prazo e qualidade. Estas pessoas têm pleno conhecimento da operação do negócio e dos aspectos técnicos do desenvolvimento de software. Os mercadores de falácias querem iludir o mercado com a falta de previsibilidade, porque eles não conseguem entregar o que prometem nas propostas. Estes prestadores de serviços de desenvolvimento vivem em um mundo de ilusões e enganações.


O Agile Software Development permite a previsibilidade nas entregas do desenvolvimento de software pela modularização e reutilização de códigos. O uso da biblioteca de rotinas permite ao desenvolvedor trabalhar com as peças testadas e aprovadas para criar novas funcionalidades. É possível estimar com alta dose de acerto o custo e prazo das entregas. Também é possível repetir estes passos infinitas vezes com o mesmo resultado. Nunca na história de TI o desenvolvimento de aplicações de software foi tão previsível.

Inovação na TI brasileira

Os Chief Information Officer´s (CIOS) brasileiros já revelaram em reuniões, congressos, artigos que estão sendo pressionados para apresentar inovações nas organizações que trabalham. A maioria deles declarou que as restrições orçamentárias são a maior barreira para as inovações. Os CIOS alegam que tem dinheiro apenas para manter os sistemas atuais funcionando. Eu não tenho dúvida alguma que o orçamento de Tecnologia de Informações (TI) é curto. Em 2007 afirmei que isto iria ocorrer caso as práticas equivocadas na gestão da tecnologia continuassem. Infelizmente os livros de governança publicados não foram esclarecedores o suficiente para mudar a postura de fazer o mínimo possível. No entanto, será que os executivos de TI não estão mais uma vez usando a muleta da falta de dinheiro para justificar o fracasso da inovação da TI Nacional?

A regra básica para que os profissionais de TI consigam propor inovações é que eles entendam o negócio da empresa. As inovações não são meras trocas de tecnologia. Em outras palavras, elas não podem ser manifestadas em adoções primárias tecnológicas como por exemplo liberar o uso do iPhone ou trocar o Windows XP por Windows 8. O artigo “Autoatendimento com qualidade e relacionamento próximo do cliente” publicado na revista SupportWorld número 18 exemplifica mais um caso onde o entendimento do negócio inexiste. O texto mostra de forma destacada a seguinte afirmação: "O autosserviço reduz os custos, garante a disponibilidade a qualquer momento e em qualquer localização". Apenas no texto completo é apresentado de forma tímida que o autor está falando em redução significativa do custo com suporte técnico.  O artigo apresentou uma enorme gama de argumentos para justificar a hipótese favorável ao autosserviço. São justificações sem consistência alguma para o negócio. 

O texto abordou apenas a tecnologia pela tecnologia em todo o artigo. Todas as explicações foram baseadas em premissas sem sentido para o negócio. Existiu um claro despreparo empresarial, pois em nenhum momento foi feita a avaliação do custo total do autosserviço. A pergunta corporativa mais importante sobre o assunto (o que é melhor “reduzir o custo do suporte pelo autosserviço e aumentar o custo total do negócio” ou “manter o custo do suporte e reduzir o custo total do negócio”) não foi endereçada.

Em nenhum momento o artigo apresenta uma resposta para o desafio empresarial de reduzir o custo do negócio. A ausência da conta inteira do autosserviço revelou tanto o desconhecimento de importantes variáveis do negócio como a falta de disposição de sair da zona de conforto de tratar a tecnologia apenas pela tecnologia. O fracasso da inovação em um cenário onde o perfil profissional desconhece o negócio é inevitável.  Os CIOS que querem e precisam inovar precisam urgentemente ajustar o perfil profissional da sua equipe pela contratação de profissionais qualificados e experientes.


A formação de uma equipe de TI pela contratação de profissionais qualificados formados nas boas escolas de engenharia tem a vantagem adicional de contar com um time formado por seres humanos com valores éticos e morais elevados.  Pessoas honestas conseguem trabalhar facilmente em regime de colaboração e produzir inovações permanente. Inovar exige a inteligência coletiva multidisciplinar. Pessoas de confiança são capazes de trocar experiências em grupo e criar coisas novas. Não existe neste meio a pratica de furtar ideias. Um dos principais pilares da inovação é a confiança. Os CIOS nacionais que querem entrar no jogo da inovação precisam urgentemente revisitar as suas equipes. O salário pago para profissionais preparados gera elevado retorno em termos de inovações.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

TI IMPORTA?

O atual momento dos modelos de previsões é de baixa. Os erros recentes nas previsões do último Super Bowl e Copa do Mundo de Futebol de 2014 elevaram o tom dos questionamentos. O aumento do nível de desconfiança é muito saudável, mas não pode ser usado como argumento para desacreditar todas as previsões. Uma das previsões mais famosas para a área de TI foi a do Nicholas Carr publicada no artigo “IT Doesn’t Matter” em Maio de 2003.

Todos os novos artigos e livros do Carr apontaram que o futuro da TI estava na direção da sua transformação para commodity e utility tal qual a energia elétrica ou água. Após apenas uma década as previsões do Carr viraram realidade no formato que eu chamo de Serviço de Valor Agregado de TI. Em 2014 é possível comprar TI como utility ou serviço de valor agregado de TI nas lojas virtuais da Salesforce, Amazon, Google, Apple e etc. A realidade corporativa do que é chamado pelo mercado de Bring Your Own App (BYOA) é a prova material de que os serviços de valor agregado de TI vieram para ficar.

É bastante claro que os usuários estão adquirindo estes serviços conforme as suas necessidades. Eles não precisam entender a infraestrutura e software que suportam os serviços.  Basta conhecer e entender as funcionalidades e facilidades. Este é o motivo pelo qual os usuários não precisam da área técnica de TI para decidir pela compra. A chamada Shadow IT ou TI invisível é a principal consequência deste fenômeno.

É impossível não reconhecer o acerto do Carr em relação à velha e ultrapassada Tecnologia de Informações e Comunicações (TI ou TIC). O mundo como estamos vivendo em 2014 é baseado na nova TI. A Tecnologia de Informações e Comunicações de serviços de valor agregado adiciona conteúdo ao negócio.  É evidente que o perfil profissional do departamento de tecnologia mudou. A nova TIC exige capacitações que explorem os recursos de Tecnologia de Informações e Comunicações para transformar e habilitar negócios.

Os profissionais precisam trabalhar como engenheiros que desenvolvem inovações com base nas peças básicas do lego formado pelos serviços de valor agregado. Um perfil de saber profundo é necessário. É preciso avaliar os custos e benefícios para identificar a opção de mais valia. Em alguns momentos será melhor trabalhar com a elasticidade e custo variando conforme o uso e em outros será melhor escolher um modelo de custo fixo devido ao elevado nível de utilização.  Mais do que fazer meras contas, a engenharia de TIC precisa estabelecer modelos confiáveis para prever a demanda futura.

Quanto melhor for esta inteligência corporativa de TI, maior será a capacidade do negócio de operar no ponto de menor custo e máximo lucro. Os profissionais do Service Desk vão desempenhar neste contexto um papel fundamental na engenharia da nova Tecnologia de Informações e Comunicações. Eles vão capturar as informações deste Big data e estabelecer o contexto adequado. Esta ação é fundamental para o estabelecimento do modelo de previsão do uso de TI e escolha das peças do lego que vão formatar o negócio digital.

É evidente que a central de serviços vai ser formada por profissionais formados em escolas de qualidade com muita experiência de vida. É um perfil muito diferente do que vemos atualização nos Help Desks que insistem em serem chamados erradamente de Service Desks. Na central de serviços da nova TIC, os profissionais vão ser valorizados pela sua capacidade de comunicação, inteligência e experiência.  Eles vão ocupar posições com visão de longo prazo dando fim ao ciclo de contratações de iniciantes formandos em escolas duvidosas com elevada rotatividade. A nova TIC prevista pelo Nicholas Carr chegou em 2014 com os serviços de valor agregado.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Controle de qualidade para o prazo de um projeto de TI

Um caminho para avaliar se o controle do prazo do projeto é bom é a comparação com um padrão de mercado. Os consultores em gerenciamento de projetos de TI e os gerentes do escritório de gerenciamento de projetos sabem que os controles do prazo dos projetos tem enorme peso na variação na qualidade da iniciativa. Não é obrigatório que um gerente de projetos certificado com vários anos de experiência saiba desenvolver um bom cronograma para os projetos. A avaliação do cronograma pode ser muito subjetiva se não existir um conjunto de critérios objetivos.

Todas as organizações com um escritório de projetos bem estruturado tem um conjunto de princípios gerais da qualidade para o cronograma. A revisão dos prazos com base nas diretrizes evita uma grande parte do impacto dos defeitos nas entregas do projeto (nunca deve ser esquecido que o prazo de um projeto é um modelo que estima os acontecimentos futuros e ele deve refletir a realidade o máximo possível). O Defense Contract Management Agency (DCMA) oferece uma lista de 14 pontos que pode ser utilizada para a avaliação da qualidade dos prazos do projeto. O DCMS faz parte do Department of Defense (DoD) do governo federal dos E.U.A e trabalha com os fornecedores para gerenciar o tempo, custo, e desempenho dos projetos.

O calculo da qualidade dos controles das métricas de prazo leva em conta todas as atividades, o prazo real das tarefas completadas, as ações incompletas, as estimativas de comparação e as dependências do cronograma. O controle da lógica do prazo avalia se as todas as tarefas precedentes para a execução de uma atividade foram realizadas e finalizadas. Em um projeto existe uma cadeia logística de atividades que deve ser realizada em uma determinada sequência, por isto um bom projeto não deve ter tarefas órfãs. Em geral todas as atividades tem no mínimo uma ação prévia ou sucessora. Um bom controle de qualidade do prazo ocorre quando até 5% das atividades são tarefas do tipo “lógica ausente”.

O Controle das estimativas dos prazos precisa que os valores sejam os mais realistas possíveis. Trabalhar com um colchão de segurança para o prazo de cada uma das atividades impacta o caminho crítico do projeto e impede o desenvolvimento de soluções inteligentes. As margens de segurança do prazo devem ser trabalhadas se necessário depois da identificação do caminho crítico real. O controle da margem de folga dos prazos das atividades do cronograma é feito para minimizar o impacto no caminho crítico planejado do projeto. Um cronograma de boa qualidade tem menos de 5% das tarefas com folgas planejadas.

O controle dos tipos de relacionamento é feito para validar 90% das tarefas com relacionamento do tipo fim - início. O uso relacionamento tipo fim - início para as atividades permite o estabelecimento de um fluxo lógico para o cronograma. O controle das restrições é feito para todas as atividades com relacionamento do tipo precisa terminar antes, precisa começar antes, precisa começar até uma data específica e precisa terminar antes de uma data específica. A gestão das restrições faz com que a administração do cronograma do projeto seja dinâmica e possa ser facilmente atualizada. O controle das restrições identifica as tarefas incompletas que tem restrições de prazo. Um cronograma de qualidade não tem mais de 5% de suas tarefas com restrições.

O controle de altas flutuações nos prazo identifica todas as tarefas com variação total acima de 44 dias úteis. Uma tarefa com alta variação no prazo normalmente indica que esta faltando uma atividade predecessora ou sucessora. A porcentagem de tarefas com alta variação no prazo deve ser menor que 5%. O controle de flutuação negativa identifica todas as tarefas com flutuação menor que zero. Este controle identifica as tarefas que podem atrapalhar a conclusão de outras atividades dentro do prazo. Não pode existir no cronograma tarefas com flutuação negativa.

O controle de duração das atividades identifica as tarefas da base de comparação com prazo maior que 44 dias.  Os bons gerentes de projeto sabem que estas tarefas devem ser quebradas em atividades com prazo menor. O correto é que no máximo 5% das tarefas tenham duração acima de 44 dias. O controle dos dados invadidos identifica as tarefas com início ou fim antes do começo do projeto ou começo ou fim depois do encerramento do projeto.  A estimativa do início e fim das atividades deve ser feita depois do cronograma geral do projeto. O acompanhamento do cronograma do prazo não pode permitir datas futuras para as tarefas realizadas. Nenhuma atividade realizada pode ter data futura em um cronograma de qualidade.

O controle dos recursos identifica todas as tarefas que não têm os recursos humanos ou custos atribuídos. Um cronograma de qualidade tem todos os recursos para a execução das tarefas. O controle das tarefas perdidas é usado para identificar todas as tarefas que estão planejadas para terminar pelo acompanhamento do prazo realizado do projeto depois da data planejada para o encerramento da iniciativa. Durante o acompanhamento dinâmico das realizações do projeto é possível que existam tarefas que estão atrasadas. O gestor precisa assegurar o realinhamento do cronograma com os prazos da base de comparação.

O controle do caminho crítico avalia a integridade do cronograma usando o caminho crítico. O resultado esperado de um atraso de 1000 dias no caminho crítico é um atraso de mil dias na entrega do projeto. O cronograma passa pelo teste do caminho crítico se a data de encerramento do projeto é compatível com o atraso introduzido na duração do caminho crítico. O índice de comprimento do caminho crítico determina se a data de encerramento do projeto é realista em relação à data de entrega planejada. O índice do comprimento do caminho crítico precisa ser maior que 1.0 para passar no teste. O índice de realização da base de comparação compara a quantidade de atividades para data ao número de tarefas completadas em uma determinada data com as atividades planejadas para estar completadas nesta data. O índice deve ser maior que 1.0.

Resumo

Estes controles podem ser utilizados como um sistema de qualidade para avaliar e melhorar o cronograma do projeto.  Os critérios podem ajudar na avaliação da capacidade do fornecedor de desenvolver e entregar um cronograma robusto. Os bons gerentes de projeto sabem que existem péssimos cronogramas no mercado brasileiro. Os critérios do DCMA são uma ferramenta poderosa para medir a qualidade e utilidade do cronograma que elimina a subjetividade das análises. 

A importância do usuário

Infelizmente ainda existem muitos que optam por ignorar as necessidades dos usuários nos projetos de TI. São milhares de casos de fracassos nos negócios por conta desta postura inadequada. O Black Friday do Brasil de 2013 é um exemplo claro onde necessidades foram ignoradas e negócios foram perdidos. Não é um caso único. É mais uma repetição de um erro que vem sendo cometido por décadas.

O final do ano é o momento onde o alto escalão das empresas está pensando nas decisões que vão favorecer os seus clientes. É um momento de virada onde as organizações estão pensando no que elas estão fazendo de errado e buscando alternativas. As companhias precisam respeitar o que os seus clientes sentem sobre a tecnologia utilizada, pois as pessoas com boas experiências falam com 15 pessoas e os com experiências ruins falam com 24 pessoas sobre o atendimento real e virtual.

O CIO precisa estar atento, pois os clientes internos tem o mesmo comportamento dos externos. Eles também falam sobre a sua experiência com a organização de TI. Eu tenho visto diversos casos onde o desenvolvimento de nova ferramenta para o usuário ignora totalmente as suas necessidades diárias. Os códigos estão sendo escritos, os prazos estão sendo cumpridos, mas ninguém está levando em conta a experiência que o usuário vai ter com a aplicação.

Todos sabem que os usuários não são os únicos influenciadores. Em um projeto existem vários influenciadores e patrocinadores que direcionam os resultados da iniciativa. Alguns deles podem demitir o gerente do projeto. Isto significa que é preciso um gestor com grande poder de orquestração e comunicação para caminhar com sucesso entre os diversos grupos. O gerenciamento das expectativas dos usuários passa por este equilíbrio. A organização de TI deve responder as necessidades dos usuários com facilidades que resolvam os desafios do negócio. Como os profissionais de TI não são os usuários da aplicação, eles tem uma dificuldade natural para capturar todas as necessidades dos requisitos. Por isto é tão comum eles ignorarem algumas e criar uma experiência do usuário horrível. De nada adianta desenvolver um produto tecnicamente funcional sem usabilidade prática. Por este motivo é fundamental escutar e envolver os usuários.

Para evitar o problema da comunicação é importante que o CIO pense como um usuário por algum tempo diariamente.  Os desenvolvedores precisam levantar da cadeira e visitar os outros departamentos para sentirem na pele as necessidades dos usuários e entender como eles usam e pretendem usar as ferramentas. O testemunho é um excelente caminho para aprender os requisitos. O gerente do projeto precisa ser capaz de entender a rotina da área onde a ferramenta estará sendo utilizada para compreender as necessidades sem precisar de um intérprete. É preciso Ir além dos detalhes técnicos para traduzir as necessidades dos usuários em projetos viáveis. São raros os profissionais com tais capacitações, por isto é importante reter estes talentos.

O gestor precisa fazer reuniões face a face com os influenciadores e impactados. É preciso superar possíveis medos e interagir olho no olho. Os encontros com os outros departamentos não podem ser oportunidades isoladas e únicas. Muitos projetos morrem porque existe uma única oportunidade para o usuário. O fale agora ou cale para sempre não funciona no desenvolvimento de aplicativos. Empresas como o Google trabalham o tempo todo com o público interno para encontrar o ponto de viabilidade de um projeto de projeto. É preciso explicar claramente o impacto de cada desejo para evitar rebuliços. As considerações sobre as prioridades da alta administração devem ser utilizadas para oferecer a perspectiva real do projeto para o usuário.

Para entender o ponto de vista dos usuários é importante pesquisar a satisfação dele com o processo de desenvolvimento. Em alguns casos as respostas dolorosas são de elevada utilidade no aprendizado do caminho do sucesso. Apenas não repetir erros anteriores faz com que o projeto de software melhore muito. A pesquisa é uma forma de valorizar e facilitar a participação do usuário no projeto. A pesquisa precisa ser honesta e sincera para gerar bons resultados de aprendizado e participação. O usuário não quer responder perguntas que são projetadas para respostas positivas. Nunca devem ser perguntadas na forma de sim ou não, as questões sobre os relacionamentos ou entregas. Peça sempre maiores esclarecimentos sobre estas respostas. Elas serão muito úteis nas próximas etapas do projeto.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

ERROS COMUNS NO DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

Fuga da realidade

O gerente e time do projeto precisam ser capazes saber dizer sim e não para as solicitações de mudança do escopo. Em vários casos é preciso negar à mudança do escopo e colocar ela na fila da próxima versão ou atualização. É preciso entender que mudanças contantes no escopo mantam um projeto. A soma de diversas solicitações gera o problema do estouro. O conjunto de inocentes pequenas mudanças sem novos recursos e aprovações ampliam sobremaneira os requisitos do projeto e impactam o prazo, custo e qualidade. Mudanças contantes levam o prazo de entrega para muito longe do requisito inicial e aumentem fortemente os custos. Muitas vezes a qualidade do software é negligênciada pela falta de tempo para os testes.

Universo das mudanças

O primo problemático das mudanças contantes do escopo é a sua amplitude. Existem muitos projetos que são grandes demais e tem escopo com amplitude de cobertura demasiada. Em geral é melhor nestes casos escolher projetos de menor porte que avançam em passos menores até que o portfólio dos projetos entregue o escopo amplo desejado. É importante que o escopo trabalhado seja bem definido e fácilmente gerenciavel. Desta força é possível definir com clareza as tarefas necessárias para as entregas e estabelecer pontos para a passagem de bastão para o próximo projeto entregar o incremento do escopo total desejado. Em diversos casos os projetos massivos de dados como o big data fracassam pela complexidade ou pela dificuldade do usuário final de absorver tamanho volume de conhecimento. Em vários casos, as pessoas que cuidam do dia a dia da iniciativa não tem condições de aprender simultaneamente o software e as mudanças do negócio.

Comunicação pobre

Existem boas razões para não convidar todos os membros para todas as reuniões do projeto. No entanto, não existe justificativa para não comunicar com clareza as decisões tomadas. A maioria dos projetos de software fracassado passa por decisões discutidas e tomadas sem o conhecimento de todos os membros do projeto. O desconhecimento das decisões tem com como resultado um produto que não endereça os requisitos. Não tem sentido algum em manter requisitos secretos.

Foco na forma

Muitos projetos fracassam dramaticamente porque a funcionalidade real da aplicação é tratada com menos ênfase que o formato do painel de instrumentos. É muito fácil errar no endereçamento dos requisitos quando o formato do painel de instrumentos é desenvolvido antes da finalização de todas as funcionalidades requeridas pelo projeto. É evidente que se o alvo do projeto for desenvolver o formato de um painel de instrumentos, este objetivo deve ser entendido como a funcionalidade requerida.

Capital intelectual jogado no lixo

As falhas da gestão em escutar o capital intelectual colaborativo já levaram milhares de projetos de software para o fracasso. Muitos gerentes preferem fuzilar os mensageiros que querem ajudar na solução dos problemas enfrentados pelos desenvolvedores do que resolver o cenário descrito no conteúdo da mensagem. São pessoas que entendem que desconhecer o problema é o melhor caminho. Todos os gestores que pensam sabem que quanto mais cedo um problema for enfrentado, a sua solução será mais fácil e barata. A escolha de caminho não funcional para o gerenciamento limita o projeto do desenvolvimento do software. A demora excessiva para corrigir os erros encarece fortemente o custo total.

Alocação falha de recursos

Muitas vezes nos projetos fracassados, as pessoas contratadas para uma determinada atividade são desviadas para trabalhar em iniciativas completamente desvinculadas da proposta. Não é preciso ser um gênio em gestão de projetos que este desvio desnecessário gera atraso e aumento do custo.

Promessas exageradas

Prazos irrealistas e promessas otimistas ao excesso dos vendedores são duas das principais causas dos fracassos nos projetos de software. Muitos profissionais falam “sim” para todos os pedidos dos usuários sem pensar nas conseqüências de médio e longo prazo. Este é o caminho mais rápido para a insatisfação, frustração e decepção. Projetos conduzidos irresponsavelmente rapidamente naufragam. Em geral. Nestes casos, o time de desenvolvedores passa a gastar todo o seu precioso tempo justificando os prazos pouco realistas.

Tecnologia errada

Muitos desenvolvedores ávidos por novidades escolhem tecnologias inadequadas para os projetos de software. Bons programadores conseguem equilibrar as ações e resultados com as novidades. A nova tecnologia oferece vantagem relevante para o projeto? Esta sendo adotada uma tecnologia que já apresentou problemas em outros países? Não é fácil escolher o estado da arte correto da tecnologia de um projeto de software. Este é o principal motivo pelo qual é preciso selecionar um time experiente formado nas boas escolas de engenharia para levar o projeto para o sucesso. Muitos desenvolvedores inexperientes ou despreparados escolhem para os seus projetos de software tecnologias em estado beta lançada no mês passado para não ter custo de licenças. Em todos os casos este estratagema é o caminho mais rápido para o fracasso.

Fazer ou comprar

Muitos desenvolvedores preferem projetar e desenvolver as suas próprias ferramentas de gestão e bibliotecas de rotinas padrões. Uma das principais desvantagens de reinventar a roda em relação aos frameworks e biblioteca padrões é a perda da inteligencia coletiva do mercado. Ferramentas de gestão e bibliotecas de rotinas padrões de mercado são otimizadas no desempenho e qualidade. É possível economizar muito tempo e dinheiro em desenvolvimento e testes com a utilização de soluções prontas de mercado. O desenvolvedor que não reinventa a roda e foca o seu tempo na essência do software gera um resultado melhor e mais barato. Os engenheiros experientes formados nas boas escolas de engenharia são excelentes desenvolvedores porque eles têm a mente de empreendedores na execução das tarefas dos projetos. Eles não perdem tempo. Eles usam sempre que possível rotinas otimizadas de alta qualidade.

Protótipo errado

É algo óbvio, mas infelizmente é um erro comum. O time de desenvolvimento que esta trabalhando no protótipo de uma aplicação precisa escrever funcionalidades iguais ao sistema do projeto real. A línguagem e tecnologia do protótipo podem ser diferentes do sistema que está sendo projetado, no entanto, as funcionalidades precisam ser iguais para que o trabalho não seja jogado fora. O protótipo é sempre uma imagem virtual do produto real que está sendo desenvolvido. Não tem sentido algum usar uma estrutura de banco de dados diferente no protótipo. Isto é apenas tempo e dinheiro jogado no lixo. Para fácilitar o protótipo é válido usar um banco de dados diferente do produto desde que seja possível fazer a sua migração de forma fácil e transparente. É um estratagema que reduz ao mínimo o trabalho no protótipo é permite maior velocidade na sua entrega para os usuários. As pessoas vão poder com isto realimentar o projeto com as suas impressões e com isto fazer ajustes e correções no escopo, nas funcionalidades e nas facilidades dentro do cronograma e orçamento previsto.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O datacenter é nosso. Com brasileiro não há quem possa.


Na última semana de Outubro de 2013 a Câmara dos deputados deve iniciar a votação do marco civil da internet. Depois do Snowden foi incluído no projeto um dispositivo para que os dados dos brasileiros sejam armazenados no Brasil. Foi revelado que o deputado federal Molon afirmou no dia 18 de setembro de 2013 que o governo do PT pretende obrigar o armazenamento dos dados dos brasileiros no Brasil pelas grandes empresas multinacionais de internet porque essa é a única língua que os Estados Unidos entendem (Relator do Marco Civil da Internet defende pressão financeira contra espionagem, http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2013/09/1343807-entrevista-com-alessandro-molon.shtml, acessado em 29/10/2013).

Grandes empresas de redes sociais como Google, Facebook, LinkedIn e etc. serão afetadas com a medida, pois poderão ser obrigadas a construírem no Brasil datacenters. Em função da pressão contra as inconsistências da justificação, foi criada uma nova interpretação para justificar a medida polemica.  A argumentação da necessidade de segurança jurídica para o armazenamento dos dados dos brasileiros no Brasil (foi revelado que os partidários da exigência da instalação de centros de dados dentro do país entendem que é a forma de fazer com que as grandes empresas internacionais de internet cumpram a legislação nacional. Fonte: Com marco civil, governo vai insistir em armazenamento local de dados da internet, http://tecnologia.uol.com.br/noticias/reuters/2013/10/28/governo-vai-insistir-em-armazenar-dados-da-internet-localmente.htm, acessado em 29/10/2013) cai por terra quando olhamos as argumentações utilizadas pelo grupo de artistas “Procure Saber” para querer a censura nas biografias no Brasil.

Os artistas do grupo “Procure Saber” justificam a sua solicitação de manutenção da censura das biografias não autorizadas pela demora da justiça brasileira em julgar e condenar as inverdades que eventualmente fossem publicadas. Qual o sentido de postular mais uma atribuição para uma justiça brasileira que é extraordinariamente lenta?  Lembro que a clara inconstitucionalidade do plano Collor do começo dos anos 1990 não foi julgada pelo Supremo em 2013.

A base governista ainda não entendeu que a ausência destes datacenters no Brasil está relacionada com a fraca competitividade e produtividade nacional. Foi revelado que na opinião da Brasscom, o mercado de datacenters no Brasil vai crescer naturalmente pela evolução da competitividade (Armazenamento local de dados: a nova batalha no Marco Civil, http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2013/10/25/armazenamento-local-de-dados-a-nova-batalha-no-marco-civil/, acessado em 29/10/2013).

O Brasil perdeu para o Chile o primeiro datacenter da empresa Google na América Latina por estes dois motivos.  Claramente o ambiente de negócios nacional é uma barreira para a indústria do conhecimento.  Foi revelado que o Calegari afirmou que o mercado chileno de tecnologia de informações é bem mais maduro que o brasileiro (Google escolhe Chile para seu primeiro data center na América Latina, http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2012/09/06/google-escolhe-chile-para-seu-primeiro-data-center-na-america-latina/, acessado em 29/10/2013).

É muito fácil observar este fenômeno na comparação entre a indústria de manufatura automotiva e a do conhecimento. Tanto para datacenter como para automóveis a indústria enfrenta problemas de impostos elevados e outras barreiras tributárias do Brasil em relação ao Chile. No entanto, estas limitações não impediram que os gigantes do setor automobilístico como a Mercedes escolhessem o Brasil para as suas fábricas.  Estas empresas fizeram tal escolha porque elas podem automatizar todos os processos e usar a mão de obra nacional apenas para as atividades operacionais.

No caso do datacenter a mão de obra precisa gerenciar a estrutura com conhecimento e inteligência para que os serviços oferecidos sejam de alta qualidade dentro do padrão mundial de empresas como a Google. A grande vantagem do Chile é que ele conta com engenharia forte e qualificados profissionais de TIC. O Brasil com engenharia moribunda e foco em certificados elementares não é competitivo em termos de qualificação. Este é o real motivo pelo qual as grandes empresas de redes sociais são resistentes em instalar um datacenter no território nacional.  Elas sabem com clareza das limitações da qualificação da mão de obra nacional.

A Câmara deveria olhar holisticamente o fenômeno e fazer as mudanças necessárias na indústria brasileira de educação.  As empresas como Facebook, Google LinkedIn e etc. vão em função da fraca competitividade e produtividade do setor de TI nacional escolher fechar a sua representação no Brasil e operar no seu modo inicial aqui no Brasil.  Foi revelado que o Garotinho disse que o Magrani afirmou que a exigência de armazenamento dos dados no país inviabiliza a operação atual do Facebook no Brasil (Facebook teme mudanças na lei, diz deputado Anthony Garotinho, http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/10/1361363-facebook-teme-mudancas-na-lei-diz-deputado-anthony-garotinho.shtml, acessado em 29/10/2013).

Para as grandes empresas de internet a mudança para o modo sem escritório de representação não é tão grande assim. É bastante claro que o grande perdedor desta disputa será o brasileiro. A Brasscom e a camara-e.net entendem que a obrigatoriedade no armazenamento dos dados dos brasileiros no Brasil impactará negativamente a competitividade do país durante algumas décadas (Armazenamento local de dados: a nova batalha no Marco Civil, http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2013/10/25/armazenamento-local-de-dados-a-nova-batalha-no-marco-civil/, acessado em 29/10/2013).

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Espinhos do big data

Até o momento muito tem sido falado sobre as vantagens do big data. No entanto, muito pouco é dito sobre as desvantagens. Com o big data duas pessoas ou até mesmo uma mesma pessoa usando dispositivos diferentes podem ter que pagar preços diferentes para os mesmos produtos nos portais de comércio eletrônico.  Isto acontece porque o preço ao consumidor está sendo influenciado pelo perfil. Usuários da Apple em geral tem na tela dos seus computadores preços mais caros do que outras plataformas.

 O consumidor precisa estar atento com esta nova característica do comércio digital para não pagar mais caro pelos produtos ou serviços apenas porque tem um perfil de maior rendimento. O big data oferece a vantagem da  individualização dos clientes. No entanto, este benefício deveria ser utilizado pelos gestores para  aumentar vendas e não para subir preços conforme o perfil. É evidente que esta distorção gerencial vai gerar no médio e longo prazo uma oportunidade de negócio.

Se um perfil de maior renda continuar a gerar um preço maior para os mesmos produtos no comércio digital,  então os perfis de menor renda serão utilizados para as compras digitais.  Estes perfis poderão ser utilizados por intermediários para oferecer descontos nas compras para as pessoas de mais renda e usuários Apple.  Eles podem viabilizar o negócio cobrando uma ínfima parcela da diferença de preços e entregar os produtos para as pessoas de maior renda.

A continuidade deste processo vai distorcer de tal forma a vantagem da individualização do big data que em vários ele vai perder à sua serventia. Os portais de comércio digital precisam urgentemente revisitar à sua estratégia antes que o mercado responda com a inviabilização do investimento no big data. Para o momento é recomendável que os consumidores consultem os preços dos produtos e serviços utilizando computadores e perfis diferentes para que não paguem preços mais caros pelos produtos e serviços adquiridos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

FUTURO DA NUVEM

A revolução da nova TIC baseada em serviços e conexão total esta fazendo com que a internet das coisas cresça em velocidade abismal. Por volta de 2025 teremos nuvens conectando e integrando todos os objetos à nossa disposição. Isto inclui os objetos de uso pessoal como carros, relógios, roupas, sapatos, óculos e etc. De uma forma planejada ou não, as pessoas vão ser o centro do universo virtual. Tudo o que os nossos olhos veem poderão ser processados e armazenados nas nuvens por exemplo.
 
Apesar da aparência, não será uma conexão do cérebro com a nuvem. O cérebro humano vai comandar interfaces sensoriais dos diversos dispositivos através dos olhos, voz, mãos, nariz, expressões e etc. É possível afirmar que as pessoas vão comandar um exocerebro. A mão dupla da comunicação vai amplificar os sentidos humanos. As pessoas vão poder processar o que está acontecendo nas suas costas ou até mesmo escutar conversar distantes por exemplo. Isto significa que a capacidade cognitiva do cérebro humano vai ser catapultada para um nível superior pela ampliação do reconhecimento. Ao ver uma pessoa o óculo pode imprimir na tela a sua ficha e alimentar o cérebro da pessoa com várias informações.

As nuvens acelerarão a evolução da tecnologia para uma velocidade enorme. Com os bilhões de padrões para os comandos de voz armazenados nas nuvens, os engenheiros podem desenvolver interfaces de comunicação cada vez mais simples e naturais. É possível acreditar em décadas cada vez mais prosperas para as tecnologias mais promissoras. O carro inteligente é sem sombra de dúvida uma conquista bastante próxima. Até o ano de 2020 ele estará circulando nas ruas e estradas.

O nível avançando da capacidade interativa da tecnologia habilita uma intensa integração do ser humano com o exocerebro. Os segredos da linguagem corporal vão ser revelados para os interlocutores em tempo real e um observador externo poderá chegar facilmente à falsa conclusão que a tecnologia chegou ao estágio de ler mentes. Na realidade existe apenas uma técnica de Big Data para a leitura corporal. Eu não tenho dúvida que em 2018 este tipo de tópico vai ser o centro da atenção da participação do grande público.

O saber profundo recorrente da linguagem e cognição corporal vai fazer parte da hierarquia dos modelos de previsão e a nuvem vai ampliar os sentidos humanos na habilidade de comunicação. O relacionamento com coisas como lojas, produtos e serviços vai ser baseado na eliminação da distorção das informações. Os relacionamentos e conversas vão acontecer em patamar diferente, pois tudo poderá ser gravado indexado e armazenado. As facilidades de recuperação das informações vão inibir as mentiras.

A ligação em tempo real da nuvem com as pessoas vai influenciar todas as discussões. A fortificação da presença dos fatos vai destruir em segundos os achismos, ilusões e delírios. O mundo vai parecer daqui a 30 anos um lugar completamente diferente do que é agora. O esquecimento vai acabar. Ou as pessoas fazem ou deixam de fazer algo. Sempre será uma escolha. Uma Parte das manchetes filosóficas vai ter forte implicação ética. Qual será o limite da privacidade onde tudo pode ser gravado e recuperado? Qual o papel do governo? O que é previsão e o que é bisbilhotice? Certamente o mundo novo não será um lugar onde é fácil notar a diferença entre o cérebro e exocerebro que é apenas um supercomputador capaz de reagir à consciência humana.

A simplificação conceitual pode levar para distorções fascinantes. Os fundamentos sociais do exocerebro em nuvem precisam contemplar o fato que Mente humana é responsável pelas respostas da nuvem e a tecnologia é apenas um habilitador do reconhecimento milionário da natureza das coisas do mundo real. Os padrões de reconhecimento da linguagem corporal via sensores utilizados pela nuvem para descrever e revelar os processos cognitivos de várias atividades humanas permitem que o exocerebro crie um conteúdo animado do comportamento social. É preciso entender com clareza que a nuvem não é capaz de criar uma mente humana. Ela apenas oferece uma previsão de comportamento das pessoas em função do Big Data dos padrões. Na prática os computadores da nuvem estão apenas recitando para trás um alfabeto de pedaços de informações que estão armazenados.

Como existem centenas de milhares de padrões, o cérebro humano precisa do processamento do exocerebro para conectar os dados e entender as respostas. A essência da inteligência continua sendo privilégio humano. O reconhecimento de padrões com base na voz, imagem e temperatura corpórea é um trabalho para os programas que rodam em supercomputadores. É preciso combinar a análise estatística com a programação especializada. 

Não existe uma loja de conhecimento para a avaliação dos padrões. Apenas o cérebro humano que trabalha com um modelo hierárquico próprio e ainda desconhecido é capaz de entender o significado das informações e estabelecer relacionamento entre os dados entregues pelo exocerebro. A habilidade da nuvem de armazenar uma quantidade massiva de informações e estabelecer o relacionamento entre as variáveis permite o diagnostico dos padrões de reconhecimento da linguagem corporal e o envio imediatamente das diversas possibilidades. Neste contexto de consolidação das informações, A regra de aceleração do retorno vai fazer com que o cérebro humano encontre a resposta mais confiável entre as alternativas oferecidas pelo exocerebro.

Em 2020s o poder de fogo do processamento não invasivo será tão grande que a nuvem desempenhara o papel de exocerebro para armazenamento e processamento do conhecimento que a escola vai precisar ser reinventada. Toda esta capacidade extra alimentará a criatividade dos alunos ao extremo. Todos os que desenvolverem modelos mentais efetivos para a recuperação das informações em um oceano infinito de dados vão estar em enorme vantagem competitiva. É evidente que as interconexões no cérebro humano vão mudar de formato com o exocerebro da nuvem e estaremos diante de uma geração completamente diferente da anterior pré exocerebro.

Apesar do cérebro adulto já ter diversas interconexões sedimentadas por ligações químicas várias conexões redundantes vão ser desfeitas com a nuvem e o ciclo da aprendizagem adulta também será reformatado para um novo modelo com base na utilização de computadores externos. A lógica de uma loja de varejo vai mudar completamente o processamento de dados na nuvem iniciado por um smartphone. A eliminação de atividades repetitivas de cobrança e pagamento vai fazer com que os estratagemas das lojas fiquem focados no cliente e nas vendas. O exocerebro vai mudar por completo o formato do varejo.

Os óculos digitais podem ser utilizados para rastrear o produto ou serviço e informar o nome das pessoas envolvidas, as condições de trabalho, as perdas e desperdícios de energia e a preservação ambiental. Dentro de cinco anos este tipo de tecnologia será comum para todos os membros da cadeia produtiva. Os consumidores poderão os preços nas lojas próximas e internet em tempo real. As informações rápidas entregues pelo exocerebro as pessoas vão mudar comportamentos e decisões. O carro digital é outro exemplo de mudança no varejo. Ao parar no estacionamento do estabelecimento, a loja ou as lojas recebem a lista de compras do cliente e o consumidor recebe de volta no vidro frontal as resposta sobre a sua lista. Ele pode aprovar as compras dentro do carro e ficar esperando pela entrega ou pegar os produtos na loja. Se o varejo for um posto de gasolina, a loja recebe as informações sobre combustível, água, óleo e etc. E pode realizar todos os procedimentos de forma automatizada.

A nuvem vai fazer com que o oceano infinito de informações seja vasculhado pelo exocerebro com critérios bem definidos. O varejo terá mais informações do imaginou sobre os seus clientes. O processamento em tempo real vai gerar vantagens competitivas muito além do que o menor preço. Reconhecer um cliente, familiares e necessidades vai fazer toda a diferença. O grande problema do excesso de informações é que ele é um manto de invisibilidade. É o mesmo efeito que nunca ter visto. O varejo que conseguir integrar e indexador o vídeo interno da sua loja com a capacidade de pagamento do cliente e os anseios e desejos registrados na nuvem vai ser capaz de vender em 2025 muito mais que os seus concorrentes. Até mesmo o computador que projeta a música ambiente da loja pode ser programado para compor o estratagema próprio da loja. A inteligência e conhecimento vai fazer muita diferença nas próximas décadas.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O METADADO É UM AMEAÇA PARA A PRIVACIDADE?

INTRODUÇÃO

 

O mundo pós-Snowden fez o metadado sair do restrito universo da tecnologia e ganhar o foco dos holofotes da imprensa. Após varias décadas de ostracismo, muitos estão interessados nele. Até agora a maioria das pessoas desconhecia por completo o significado da palavra metadado. Foi preciso a citação pelo Presidente Obama do termo para que as luzes fossem acessas. A revelação que tanto a duração das chamadas, como os números de telefones estão sendo monitorados e rastreados para evitar atos terroristas intensificou a preocupação com a privacidade. As afirmações que os conteúdos das chamadas e nomes envolvidos não estão sendo analisados em praticamente nada contribuíram para tranquilizar as pessoas. Agora que foi entendido que o metadado do correio eletrônico e redes sociais também está sendo monitorado e rastreado, as pessoas estão alarmadas com a intensidade potencial da invasão de privacidade.

 

METADADO

 

O metadado revela as informações sobre o conteúdo trafegado. Em outras palavras são os dados sobre os dados. As informações estruturadas do metadado são um cabeçalho do conteúdo que descrevem, explicam, localizam e permitem a gestão dos dados para fácil recuperação, uso e gerenciamento das informações. O metadado descritivo é um recurso para descobrir e identificar o título, resumo, autor e palavras-chave. Ele define como os dados do conteúdo estão organizados. O metadado administrativo revela os detalhes dos dados. Por exemplo, quando e como foi criado, tipos dos arquivos e quem tem acesso. Em outras palavras, o metadado resume as informações sobre os dados para facilitar a sua identificação, localização e manipulação.

 

O metadado de um e-mail é formado pelo nome, endereço de e-mail e IP do remetente, nome e e-mail do destinatário, data, horário, fuso horário, identificador único do e-mail e e-mail relacionado, registro do login do cliente do correio com endereço IP, formato do cabeçalho do cliente do correio e assunto do e-mail. O metadado de uma ligação celular é formado pelo número do telefone do chamador, número de série dos telefones envolvidos na chamada, horário e duração da ligação, localização geográfica dos participantes e número do cartão de ligação.  O metadado do Facebook é formado pelo nome do usuário e informações do perfil como data de aniversário, local de nascimento, histórico profissional e interesses, identificador único e nome do usuário, dispositivo, assinaturas de serviços (matrículas) e localização do usuário, data, horário e fuso horário da atividade.

 

O metadado dos navegadores na internet é formado pelas atividades e páginas visitadas pelo usuário com data e horário, dados e detalhes do login do usuário como preenchimento automático, endereço IP do usuário, provedor de acesso, detalhes do hardware e sistema operacional, versão do navegador e cookies e cache dos sites visitados.

 

BIGDATA , METADADO E A PRIVACIDADE

 

O Bigdata do metadado armazenado consistentemente pode facilmente transformar os diversos pedaços de informações em um conteúdo significativo sobre a pessoa. Basta cruzar o metadado com as informações publicadas pelos usuários na internet de acesso público. A capacidade de mineração e exploração dos dados é um fator decisivo para a privacidade. Países com profissionais de TIC de primeira classe estão em clara vantagem neste tema, pois não é preciso invadir computadores ou quebrar as leis para invadir a privacidade. A combinação dos detalhes do metadado com o comportamento público nas redes sócias permite montar os pedaços de dados e projetar conclusões possíveis sobre a saúde de uma pessoa pelo volume de contato com laboratórios clínicos, médicos, operadoras de saúde, institutos especializados e etc. Não é necessário invadir as conversas para saber o assunto discutido. Os registros do metadado das chamadas podem revelar muito sobre o conteúdo das ligações. Por exemplo, é possível descobrir diversos detalhes sobre os negócios nacionais e internacionais de uma pessoa pelo número dos telefones chamados.

 

CONCLUSÕES CIRCUNSTANCIAIS

 

É preciso uma afirmação clara e precisa sobre o que está sendo feito com o metadado capturado. Como a tecnológica do Bigdata permite tirar conclusões circunstanciais sobre as ações, atividades e atitudes das pessoas, a questão da captura por atacado do metadado é um assunto muito maior do que a conceituação se ela é legal ou não. É preciso um claro e preciso entendimento sobre as conclusões são circunstanciais que em muitos casos podem não ser verdadeiras. O impacto do uso do metadado para concluir e decidir é muito alto e sério. A vida real das pessoas pode ser fortemente afetada por conclusões circunstanciais e frágeis. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O FUTURO DA ORGANIZAÇÃO DO ITAAS


O FUTURO DA ORGANIZAÇÃO DO ITAAS

 

A necessidade de reduzir o custo unitário das transações digitais está levando a organização do iT as a Service (iTaaS) na direção de melhores serviços. O departamento de tecnologia está sendo fortemente pressionado para mudar a qualidade das suas entregas. Atualmente as demandas são bastante divergentes por conta das falhas tradicionais no suporte da inovação. A organização de Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC) está reagindo ao novo mundo movimentado pela força da mobilidade. O estágio final deste processo vai resultar em um departamento de TIC bastante diferente do que é hoje em relação aos papéis e responsabilidades.

 

O surgimento e domínio da era do Chief Information Officer (CIO) que administra a tecnologia para assegurar que ela vai habilitar os valores da conquista da estrategia do negócio vai gerar um ciclo totalmente novo do desenvolvimento de aplicações onde a organização de tecnologia será vista como uma extensão da mudança contínua e crescente do negócio. O ápice do processo de reestruturação da organização de TIC vai acontecer provavelmente entre 2015 e 2016. No primeiro momento a organização da nova TIC vai exercer o papel de ser o motor do negócio. A gestão vai entregar serviços de valor agregado de TIC com preço e velocidade em situação competitiva de mercado global. É a era do fim do ciclo do “coxambro” e do mais ou menos. Competências mais elaboradas da engenharia farão parte da rotina diária. Certificados elementares perderão completamente o valor.

 

"O que aprendi é que a melhor forma de comunicação é dar instruções por escrito, combinadas com diagramas sempre que possível", diz Schaedler. "Muito se perde na comunicação verbal", diz ele.

Fonte: Sete pesadelos de terceirização e como evitá-los, http://cio.uol.com.br/gestao/2012/11/21/sete-pesadelos-de-terceirizacao-e-como-evita-los/, acessado em 30/11/2012.

 

A habilidade da comunicação escrita será enormemente valorizada. A tendência da afirmação “A habilidade de projetar soluções em nuvem é baseada em procedimentos arquitetônicos e métodos muito antigos. Caso você compreenda o que eles são e tenha experiência na utilização dessas abordagens, você não correrá o risco de reinventar a roda no mundo da computação em nuvem.” do artigo “O que faz o arquiteto de computação em nuvem?” (http://computerworld.uol.com.br/carreira/2012/11/20/o-que-faz-o-arquiteto-de-computacao-em-nuvem/, acessado em 30/11/2012) será consolidada e a experiência profissional ganhará enorme relevância. O preconceito ao cabelo branco só vai sobreviver nas empresas falidas. Tecnologias consagradas nas últimas três décadas do século XX vão ganhar novo uniforme. Quem tiver experiência e capacitação vai sair muito na frente.

 

A produtividade da monitoração da tecnologia e do desenvolvimento das aplicações de negócio vai levar o mercado brasilieiro na direção da perícia, otimização, terceirizacão classe mundial, gestão efetiva dos fornecedores e administração financeira ativa de TIC. As quatro afirmações do artigo “Sete pesadelos de terceirização e como evitá-los” confirmam que o caminho do plano de negócio e Controle, Transparência e Previsibilidade (CTP) das entregas entraram em vortex positivo crescente.

 

1.    “Quando o fornecedor de outsourcing começa a mudar pessoas em sua equipe, fazendo com que seus funcionários tenham que explicar detalhes do trabalho para os novos funcionários em vez de realizar os próprios trabalhos, é hora de se preocupar.”

2.    “O aplicativo foi adiado por mais três semanas, e ainda foi entregue cheio de problemas.”

3.    "Nossa oportunidade de publicidade se foi"

4.    "A janela para a ação de marketing foi fechada, já que outros projetos não podiam ser adiados, e tivemos que acabar desistindo do app.”

Fonte: Sete pesadelos de terceirização e como evitá-los, http://cio.uol.com.br/gestao/2012/11/21/sete-pesadelos-de-terceirizacao-e-como-evita-los/, acessado em 30/11/2012.

 

As entregas com base no ciclo contínuo de melhoria levarão a organização de TIC na direção da procura de novos caminhos para entregar as capacidades dos serviços com redução do custo unitário da transação. As variáveis das necessidades do negócio estão cada vez mais sensíveis ao custo total. O iTaaS não tem fronteiras geográficas neste novo mundo. Provedores locais vão competir com os globais. A organização de tecnologia das pequenas e médias empresas são agora unidades de lucro que oferecem serviços integrados ao negócio.

 

Cerca de 90% das iniciativas de TI não serão bem-sucedidas nos próximos três anos por causa do aumento da complexidade do ambiente de negócios.

Fonte: Líderes de TI não terão sucesso em 90% dos projetos das áreas de negócios, http://computerworld.uol.com.br/especiais/2012/10/29/cio-nao-tera-sucesso-em-90-das-entregas-os-negocios-em-3-anos/, acessado em 30/11/2012.

 

O processamento e entrega dos serviços de apoio ao negócio da empresa será completamente centralizado conforme o foco e valor da área de negócio. A perspectiva do marketing e entrega dos serviços será baseada na competitividade. A inovação (lembrando que inovação não é obrigatoriamente uma novidade) é uma ação prioritaria da organização da nova TIC. Ela é um fator chave de sucesso para que a tecnologia adicione valor real ao núcleo duro do negócio da firma. No mundo digital do Big data as informações são inseparáveis dos produtos e serviços ofertados e vendidos pela companhia. Esta aptidão está cada vez mais explícita no mundo dos negócios. A característica de inovação do novo jogo do poder social faz com que todas as pessoas e líderes do negócio façam parte da cadeia de valor da tecnologia. A liberdade individual para decidir como compartilhar as informações e colaborar com os projetos de negócio vai criar o foco de inteligência coletiva para o uso compartilhado das informações. Os serviços de valor agregado da tecnologia vêm incentivando a adoção deste novo modelo. É uma arquitetura corporativa que aumenta o princípio da pesquisa e desenvolvimento em tecnologia.