quinta-feira, 24 de junho de 2021

Recordar é viver

 


 

Na terça-feira, 18 de dezembro de 2018 eu publiquei a postagem “A república dos mercadores de tolices e o poço da burrice eterna” (http://itgovrm.blogspot.com/2018/12/a-republica-dos-mercadores-de-tolices-e.html?m=0, acessado em 24/06/2021).

 

Na postagem eu fiz a seguinte afirmação: “A cultura do atraso levou o Brasil na direção de incontáveis fracassos. A fábrica da Ceitec S.A foi inaugurada em 2010 para produzir chips (Estatal do chip de R$ 500 mi está parada, https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0909201004.htm). Em 2018 é retumbante o fracasso da empresa. Os gestores de tecnologia qualificados foram ignorados na política de contratações. O resultado foi prejuízo em cima de prejuízo. Passados 8 anos qual é a relevância da Ceitec no mercado mundial de chips?”

 

Em dezembro de 2020, foi publicado o decreto de liquidação da Ceitec.  Foi mais de uma década de prejuízo em cima de prejuízo. Alguns estão tentando salvar a empresa falando em elevado capital intelectual.

 

Na prática, este capital intelectual não gerou riqueza. Não adianta nada ter à disposição o melhor recurso do planeta se não existir um plano que permita a exploração correta do recurso.

 

Em 2018, o fracasso da empresa era retumbante, mesmo assim foram preciso mais alguns anos para perceber que a alta administração da Ceitec era incapaz de traçar um rumo na direção da lucratividade.

 

A empresa era irrelevante em 2018 e continuou irrelevante até a morte do CNPJ. Foram bilhões de reais jogados no lixo. Nenhum resultado positivo foi gerado. Em momento algum a empresa foi buscar o conhecimento do mercado.

 

Empresas competentes criam ecossistemas envolvendo comunidades e pessoas de elevado saber. A Ceitec nunca procurou com os especialistas em Tecnologia de Informações e Comunicações onde estão os nichos mercado não explorados. Onde estão as oportunidades.

 

O elevado capital intelectual não pode ser medido apenas por títulos e diplomas. É preciso que o capital intelectual técnico seja complementado pelo conhecimento do mercado.

 

Tais caminhos não foram buscados pelos governos brasileiros entre 2010 e 2020. Um criou um elefante branco e outro resolver liquidar o elefante banco. Em nenhum momento foi cogitado transformar o elefante banco em uma máquina de fazer dinheiro. Triste realidade brasileira.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Golpe do celular furtado

A mídia tradicional está divulgando com bastante intensidade os casos em que os celulares são roubados e as contas das vítimas são limpas. Os criminosos encontraram uma forma para burlar a segurança do smartphone e acessar as contas.

 

Por causa da rapidez da invasão nas contas bancárias, as vítimas de furto ou roubo ou troca (não subestime esta alternativa) de celulares devem comunicar o caso primeiro aos bancos e operadoras de cartões de crédito para bloquear as suas contas.

 

Em seguida é preciso bloquear o chip e o aparelho de forma remota. A terceira fase é desconectar as contas dos aplicativos via um computador e mudar todas as senhas. A quarta etapa é o registro de um boletim de ocorrência.

 

Como medida preventiva é muito importante bloquear as notificações de todos os aplicativos de mensagens (SMS, WhatsApp, Telegram etc.). As notificações desbloqueadas são visualizadas na tela do celular e podem permitir a recuperação de senhas pelos criminosos. Também é recomendável a ativação do bloqueio de PIN do seu chip.

 

É importante destacar neste momento que as senhas de redes sociais, e-mail etc. não devem ser salvas no seu celular. Eu sei que tudo fica mais trabalhoso e chato. Mas é melhor assim do que perder todas as economias para um criminoso.

 

Eu gosto de segurança em camadas, por isto eu recomendo o uso de um aplicativo do tipo Norton App Lock para impedir que os criminosos acessem as informações que estão registradas no celular.

 

Os criminosos vão gastar algum tempo para burlar a segurança do Norton App Lock. Estes minutos gastos pelos malfeitores são precisos, pois é o tempo necessário entrar em contato com o banco e operadora de cartão de crédito e bloquear todas as contas.  

 

Quanto mais difícil for burlar a segurança do seu celular maior será o seu tempo para impedir que a sua conta seja limpa. Alguns perderam quase R$ 70 mil.

 

Os criminosos também estão usando a técnica de phishing em que eles fingem ser o banco e enviam um e-mail para a vítima com um link malicioso para obter mais informações. Em outros casos eles fingem ser a vítima e entram em contato com o banco reclamando de alguma falha no sistema de segurança.

 

É bastante preocupante a informação dada pelos especialistas em segurança de que não está claro qual é a brecha de segurança explorada pelos criminosos para invadir as contas bancárias das vítimas. Os invasores estão neste caso vários passos na frente dos especialistas de segurança brasileiros.

 

Neste momento é importante que todo o ecossistema entre em regime de colaboração, por isto recomendo que os bancos tirem provisoriamente dos seus aplicativos as opções de visualizar a senha do cartão do banco ou recuperar a senha.

 

Caso o criminoso descubra a senha do internet banking ele é capaz de mudar a senha do cartão do banco e limpar a conta corrente, fazer empréstimos etc.

 

O caso do grupo de medicina diagnóstica Fleury que foi atacado e ficou com os seus sistemas indisponíveis é mais um caso em que a segurança digital não está tendo a prioridade correta para a operação do negócio.

 

As perdas podem chegar à casa de milhões de reais. Um investimento sério em segurança é capaz de impedir tais perdas. Infelizmente esta porta já foi arrombada.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

A lógica dos sem lógica

O Brasil definitivamente virou um país sui generis. Todos viraram especialistas em todos os assuntos.

 

Todo mundo tem opinião sobre tudo e na realidade paralela dos sem lógica a sua opinião está sempre correta.

 

Esta semana cai na besteira de entrar em um debate sobre o voto impresso da urna eletrônica.

 

Os defensores do mito da cloroquina alegam que as urnas eletrônicas podem ser invadidas e que o voto impresso permite a auditoria do voto.

 

É bastante óbvio que se uma urna eletrônica for invadida a veracidade do voto impresso também será comprometida.

 

O software que lê o teclado e grava o voto na memória da urna é o mesmo que lê o teclado e imprime o voto. Uma invasão na urna eletrônica compromete tanto o voto digital como o impresso.

 

A única possibilidade em que o voto impresso não está comprometido ocorre quando a invasão da urna é feita depois do término da votação. Neste caso o invasor consegue modificar apenas os votos digitais armazenados no equipamento.

 

No entanto fazer uma invasão em um equipamento fora de uma rede pública e com todos os fiscais de olho no equipamento é uma tarefa digna do filme missão impossível.

 

Após o encerramento da eleição a urna envia os votos para o computador central após uns poucos minutos. O invasor teria que invadir remotamente uma urna fora de uma rede pública de telecomunicações e modificar os votos armazenados em alguns poucos segundos.

 

O pior dos sem lógica é a falta de raciocínio estruturado. Os votos impressos têm que ser coletados da urna, transportados para um local seguro e armazenados por diversos meses.

 

É muito mais fácil invadir a instalação e trocar os votos impressos do que invadir a urna eletrônica.

 

Se depois de seis meses a contagem dos votos impressos for diferente dos votos digitais então quem vai conseguir garantir que a contagem dos votos impressos foi honesta.

 

O interessado na mudança da votação pode ter entrado no cofre dos votos impressos e trocado as urnas plásticas em que os votos impressos estão armazenados.

 

Quem será capaz de afirmar que os votos impressos estão corretos ou que os votos digitais estão corretos?

 

Mesmo um sistema de vigilância com diversas câmeras pode ser invadido e criar uma brecha para a troca das urnas plásticas dos votos impressos.

 

Um outro aspecto do festival dos sem lógica é o custo desta armazenagem. Existem milhares de urnas plásticas dos votos impressos que precisam ser guardadas e vigiadas no regime 24 horas por dia. São sistemas eletrônicos e humanos que vigiarão o local.

 

É fácil perceber que quando somamos os custos de vigilância com os custos de segurança infraestrutura (proteção contra roubos, incêndios, enchentes, umidade etc.) chegaremos ao valor de dezenas de bilhões de reais por ano.

 

Não seria mais fácil usar a tecnologia NFT em que um voto vira um token único e indelével?

 

O eleitor escolheria o seu candidato e criaria um token não fungible que seria registrado no livro-razão do Blockchain.

 

O candidato que receber mais tokens dos eleitores seria eleito. O livro razão público indelével permite a auditoria da votação.

 

Mais simples, mais lógico mais seguro e mais barato do que imprimir comprovantes dos votos e armazenar por anos em cofres de segurança máxima.

 

O resultado da lógica dos sem logica pode ser visto na métrica a renda média per capita do trabalho. No primeiro trimestre de 2021 ela foi de R$ 995. É uma renda abaixo do salário-mínimo. As opiniões dos sem lógica está inviabilizando o trabalho no Brasil. Fonte: Renda média no Brasil cai abaixo de R$ 1 mil pela 1ª vez em 10 anos, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/06/desigualdade-bate-recorde-na-pandemia-e-renda-media-cai-a-pior-nivel-desde-2012.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail&origin=folha, acessado em 17/06/2021.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

A miséria das métricas

As métricas estão presentes na nossa vida neste universo desde o nascimento (teste do pezinho) até a morte (atestado de óbito). As métricas têm comportamentos diferentes.

 

Por exemplo, a medida da altura, peso etc. é feita uma única vez em um determinado período. Apenas uma medição resolve o problema. A medida da pressão arterial, glicose etc. é feita várias vezes em um período.

 

Não faz muita diferença se a altura medida é 1,70 ou 1,72. Mas faz muita diferença se a pressão arterial é 14 por 8 ou 16 por 10. Por isto são feitas várias medições. O formato da medição das métricas está diretamente relacionado com a utilização da informação será utilizada.

 

Tal afirmação vale para a central de serviços, para a economia, para a saúde etc. No Brasil temos milhões de exemplos sobre como não devemos fazer para medir as métricas.

 

Os erros mais crassos vêm da economia (com exceção do plano real). Os planos de estabilização econômica mediam erradamente e geravam resultados pobres.

 

Mais recentemente tivemos afirmações que a desoneração da folha de pagamentos geraria mais empregos e o resultado foi mais desemprego.

 

Também foi afirmado que o cadastro positivo compulsório iria reduzir os juros para os consumidores. Não reduziu em nada. Foi a queda da taxa Selic que fez os juros caírem.

 

No atual governo, tivemos diversas afirmações estapafúrdias. A reforma da previdência prometia aumento da taca de crescimento do PIB. Crescimento nunca veio. Alguns vão falar que no primeiro trimestre de 2021 o crescimento chegou. É verdade. Ele consequência direta do aumento da renda das commodities. Nenhuma relação com a reforma da previdência.

 

 

Outra afirmação foi sobre o marco regulatório do gás aumentar a concorrência e reduzir o preço do gás para a dona de casa. O preço do gás disparou para as alturas.

 

Todos estes exemplos revelam que as métricas só funcionam quando elas estão conectadas com o objetivo da medição e existe um sistema operacional sustentável formado por um conjunto balanceado de indicadores.

 

No caso da central de atendimento eu já presenciei diversas situações em que o tiro saiu pela culatra. O uso da métrica de redução da quantidade de incidentes gerou o aumento da taxa de chamados abandonados e aumento de custos.

 

Nem sempre é economicamente viável resolver um incidente. Existem diversos casos em que o beneficio gerado pela solução do incidente é menor que o custo para resolver o incidente.

 

O uso da métrica de resolução no primeiro chamado resultou em usar o ligar e desligar o computador para todos os chamados com nível de complexidade acima do elementar e aumento da taxa de reincidência de um mesmo chamado.

 

A meta de reduzir o tempo médio de espera na fila de chamados levou em diversos casos para o caos. É possível ter um tempo médio de 5,5 minutos tanto com uma demora de um minuto e outra de dez minutos, como com uma demora de seis minutos e outra de cinco mitos.

 

A diferença está em que no caso de 1 e 10 minutos o sistema está fora de controle e qualquer iniciativa de melhoria não gerará resultado positivo. Só aumento de custos.

 

No caso de 6 e 5 minutos o sistema está sob controle e com isto uma iniciativa de redução do tempo na fila de espera vais gerar um resultado positivo.

 

Para não cair nos truques da miséria das métricas é preciso ter em mente que um modelo é uma simplificação da realidade e que existem erros nele. O conjunto de métricas deve ser escolhido em função do modelo e dos objetivos da central de atendimento.

 

 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

PIB x Produtividade

Ainda existem muitas pessoas que não enxergam o relacionamento que existe entre a Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC), a produtividade e o PIB.

 

A recente divulgação do PIB do primeiro trimestre de 2021 escancarou este relacionamento.  O IBGE revelou que a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 4,6% no primeiro trimestre, em relação ao trimestre anterior. A expansão foi de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Os investimentos foram realizados por causa: (i) crescimento da demanda e consequente aumento na produção de bens de capital, (ii) desenvolvimento de softwares para atender o crescimento do comercio eletrônico e (iii) alta da construção civil.

 

Em outras palavras, as restrições de mobilidade causadas pela epidemia do novo coronavírus acelerou as mudanças culturais nas empresas e criou processos poupadores de tempo, trabalho e capital.

 

Os ganhos de produtividade em diversos setores da economia brasileira foram habilitados pelos investimentos em equipamentos e em tecnologia de informações e comunicações.

 

É bastante nítido que os ganhos não foram distribuídos uniformemente pela sociedade brasileira. Alguns ganharam muitos mais do que outras. Alguns perderam.

 

Basta ver que o consumo das famílias caiu 0,1% no período e que o setor de serviços cresceu apenas 0,4% no período. A agropecuária cresceu 5,7% (forte influência da alta das commodities agrícolas) e a indústria cresceu 0,7%.

 

A agropecuária cresceu com tamanha força porque é um setor que está investindo de força intensa em TIC. O Brasil é o líder mundial em receitas com a exportação de soja, milho e algodão. Como consequência o mercado de adubos está em forte alta e está batendo recorde em cima de recorde.

 

Uma outra consequência é a falta de semicondutores no mercado. O consumo de TIC pelo agronegócio nacional é tão intenso que a fila de espera pelas máquinas inteligentes é de mais de seis meses.

A automação do agronegócio e da indústria gera riqueza, mas não gera empregos para os mais pobres. Pelo contrário, ela reduz estes empregos. As máquinas autônomas e inteligentes geram empresas para os trabalhadores do conhecimento.

 

Por isto o crescimento do PIB não reduziu o desemprego no Brasil. O setor de serviços que é responsável por mais de 70% do PIB brasileiro e emprega mais de 30% da população brasileira cresceu apenas 0,4% e está quase 10% do patamar pré-crise. É um setor que tradicionalmente investe pouco ou nada em TIC e capital intelectual.

 

É fácil perceber como os ganhos de produtividade do agronegócio habilitados pela TIC são consequência direta de um capital intelectual superior e de uma central de serviços atuante e funcional.

 

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

A nobre e boa produtividade

Em 1980, a produtividade do brasileiro em relação aos Estados Unidos era de 0,83. Em 1990 caiu para 0,60. Em 2000 subiu para 0,65. Em 2010 caiu para 0,60. Em 2015 caiu para 0,54 e em 2019 caiu mais ainda para 0,50.

 

Entre 2019 e 1980 a produtividade do brasileiro em relação aos Estados Unidos despencou. Este tema já foi abordado no blog em diversos momentos.

 

Como 2021 é um ano bastante comprometido em termos de desempenho da economia brasileira e o ano de 2022 será ainda mais comprometido é importante retomar o tema produtividade.

 

A produtividade do brasileiro caiu ao mesmo tempo em que a informatização cresceu nos Estados Unidos e no resto do mundo. É fácil perceber que as duas variáveis (produtividade e informatização) andaram lado a lado nas últimas décadas.

 

Em 1987 o Robert Solow (Prêmio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel em 1987) afirmou “We see computers everywhere except in the productivity stastics” no artigo publicado no New York Times Book Review de 12 de julho de 1987 (“We’d Better Watch Out”).

 

Os Estados Unidos acordaram e trabalharam as causas relacionadas com a produtividade e Tecnologia de Informações e Comunicações (TIC). O Brasil como sempre ficou dormindo em berço esplendido e vendo o problema aumentar ano após ano.

 

No Brasil, a central de serviços (helpdesk) é uma das principais causas da ausência de produtividade dos brasileiros após a introdução da TIC no ambiente de negócios.

 

A escolha de capital intelectual inadequado para a central de serviços fez com que as pessoas pedissem ajuda para os seus colegas nas infinitas falhas sistêmicas da tecnologia.

 

Isto paralisava o trabalho de duas ou mais pessoas para um único problema. A introdução do autoatendimento pelos mercadores de falácias para os usuários de TIC faziam com que as pessoas parassem de trabalhar nas atividades operacionais da empresa e gastassem seu tempo em infinitos formulários inúteis.

 

Foram milhares de presepadas cometidas pela organização do helpdesk no Brasil que geraram o resultado medíocre da produtividade.

 

É evidente que o preconceito contra o cabelo branco (pratica em que as atividade de TIC deveriam ser realizadas por jovens) contribuiu em muito para o atual estado de mediocridade da central de serviços.

 

A inteligência artificial amplificou o efeito negativo das perdas, pois a programação dos robôs e dos assistentes digitais raramente resolvem o problema específico do usuário.

 

São centenas de milhões de reais que são jogados no lixo anualmente, por causa da ausência de capital intelectual. No resto do mundo, as empresas buscam competências e capacidades por isto elas estão contratando em home office os profissionais mais experientes (Brasileiros trabalham de casa para startups no exterior e mercado teme apagão de mão de obra Movimento impulsionado pela pandemia leva a aumento de salários no setor, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/05/brasileiros-trabalham-de-casa-para-startups-no-exterior-e-mercado-teme-apagao-de-mao-de-obra.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail, acessado em 26/05/2021).

 

Enquanto alguns apoiam um mito que afirmou que o trabalho remoto não é trabalho, outros mais civilizados e inteligentes estão contratando mão de obra qualificada com baixo custo por causa da desvalorização cambial da moeda brasileira.

 

Tem muita gente que fala que os números brasileiros estão comprometidos pelo chamado custo brasil. Por isto a produtividade vem caindo ano após ano.

 

Quando comparamos o custo da produção nos Estados Unidos com o custo da produção do mesmo produto no Brasil antes dos impostos percebemos que o custo no Brasil é mais de 50% maior. Em alguns casos é mais que o dobro.

 

Ou seja, não é um problema de impostos, encargos sociais, penduricalhos etc. é um problema de produtividade.

 

Muitos afirmam que o problema da produtividade vem da educação do brasileiro. A questão é quanto um americano pode ser mais inteligente que um brasileiro.

 

Se exagerarmos e afirmarmos que o americano é 50% mais inteligente que o brasileiro não conseguiremos explicar a diferença de custos da produção. É fácil perceber que a educação é parte do problema, mas não é o seu todo.

 

Mesmo com a suprema ignorância das lideranças nacionais em relação ao mundo em que vivemos em 2021, o Brasil avança em áreas bem definidas.

 

O agronegócio é um setor que vem crescendo em produtividade ano após ano. Apesar do mito ter afirmado que a agricultura ignorou o novo corona vírus e foi trabalhar, o que mais aconteceu foi a automação e automatização das principais safaras.

 

O uso de inteligência artificial e de equipamentos remotos permitiu que agricultura nacional crescesse durante a pandemia do novo corona vírus de forma segura e com distanciamento social. O artigo “Covid-19 provoca atraso na entrega e alta de preços de máquinas agrícolas” (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2021/05/covid-19-provoca-atraso-na-entrega-e-alta-de-precos-de-maquinas-agricolas.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail&origin=folha) deixa bem claro o crescimento das maquinas inteligentes nas principais safras brasileiras (soja, cana, laranja, milho etc.).

 

O artigo “Algoritmos têm se mostrado códigos de preconceito Uma questão relevante é saber quem os programa, como e com que motivação” (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-cristina-rosa/2021/05/algoritmos-tem-se-mostrado-codigos-de-preconceito.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail) revela com clareza como a falta de capital intelectual impacta as análises feitas no Brasil.

 

Os algoritmos são na pratica a expressão analítica do modelo da realidade da inteligência artificial (por exemplo equação da esfera usada para representar uma bola). Os algoritmos são sempre uma realidade simplificada, pois não é viável introduzir todas as variáveis existentes no mundo real em um computador.

 

Um algoritmo não tem a capacidade de ser preconceituoso. Se assim fosse ele não seria um modelo da realidade. É o treinamento da inteligência artificial que gera o preconceito. Por exemplo, se uma inteligência artificial para seleção de profissionais de tecnologia for treinando com a atual base de dados dos profissionais existentes, ela terá viés de gênero, pois existem muito mais profissionais homens trabalhando no mercado de TIC.

 

O treinamento deve ser feito para compensar os problemas que existem na realidade existente. Confundir treinamento com algoritmo revela que a pessoa não sabe o que está falando.

 

O Brasil precisa encarar de frente, sem choro nem vela, que o real problema da produtividade nacional está relacionado com os aspectos culturais nacionais.

 

Se inexistir o entendimento que um funcionário lendo ou fazendo o planejamento das suas atividades é parte do trabalho, o Brasil vai amargar índices cada vez piores de produtividade. Se os preconceitos contra a capacitação e a competência não forem eliminados o país regredirá para o clube dos países pobres.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Copo meio cheio ou meio vazio

 A economia dos Estados Unidos entrou em ciclo de crescimento graças ao sucesso da vacinação. Lá a competência, capacidade e honestidade prevaleceu em relação a incompetência, incapacidade e desonestidade.

 

É fácil perceber que eles estão na curva de retomada em V tão falada pelo Paulo Guedes. Um fenômeno econômico interessante está acontecendo. As vagas de emprego estão aparecendo em diversos setores da economia, mas as empresas não estão conseguindo contratar os profissionais.

 

Muitos culpam o pacote de estímulo do governo como responsável. Para eles as pessoas estão recebendo os auxílios governamentais e não querem trabalhar.

 

Os analistas de mercado mais pragmáticos discordam. Eles afirmam que as pessoas que perderam seus empregos encontraram formas de renda online ou offline durante a pandemia e agora estão buscando um retorno maior para o seu dia de trabalho.

 

Existe no meio empresarial uma anedota que expressa com propriedade o que está acontecendo nos Estados Unidos. Um dia o patrão manda um funcionário seu comprar uma Ferrari e lhe dá mil reais.

 

O funcionário passa meses procurando a Ferrari e um dia volta é diz que não existem Ferraris à venda no mercado Brasileiro. O patrão sabe que o que realmente não existe é uma Ferrari por mil reais.

 

Dito isto diversos empregadores dos Estados Unidos enxergaram o real problema e estão aumentando o salário oferecido.

 

O Brasil viveu situação semelhante na área de TI. Muitos afirmavam que faltavam profissionais qualificados no mercado e que existiam milhares de vagas abertas. Alguns falavam em 300 mil vagas não preenchidas.

 

Foram criados centenas de cursos de TI com base na promessa de milhares de vagas. Até hoje, mais de uma década passou e ninguém viu abertura destas vagas.

 

É muito fácil perceber quando o mercador de falácias profetiza uma fake News e quando existe realmente um fenômeno econômico ocorrendo.

 

Quando as vagas são reais existe um aumento no salário oferecido (caso Estados Unidos, Inglaterra e França). Quando as vagas não são reais existe o preconceito contra cabelo branco, contra obesos etc. e nunca existe o aumento no salário oferecido.

 

Como já temos notícias ruins demais no Brasil é importante destacar uma iniciativa positiva realizada aqui no Brasil.

 

O grupo “Liga Labora” está rompendo com o preconceito contra cabelo branco e está trabalhando para que profissionais acima de 50 anos consigam trabalhar.

 

É uma pena que nenhuma das empresas tradicionais de recursos humanos está participando desta empreitada. A ausência mostra o tamanho do atraso nacional em relação ao capital intelectual e produção de riqueza.

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Banco Central e Anvisa entram na campanha contra os golpes digitais

No capítulo 22 do livro Vazamento de dados e os 40 golpes digitais, foi descrito como os criminosos estão usando o PIX para perpetrar os seus golpes digitais.

 

No capítulo 17 do mesmo livro foi descrito como os golpistas fingem ser funcionários do Banco Central para aplicar diversos golpes contra as pessoas, empresas e governos.

 

O Banco Central e diversas instituições financeiras fizeram uma campanha nas suas redes sociais para mostrar como os criminosos estão pedindo dinheiro para os contatos das vítimas. Fonte: Golpes financeiros antigos são replicados com Pix, alerta Banco Central. Autoridade monetária faz campanha de conscientização contra fraudes que utilizam o novo sistema, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/04/golpes-financeiros-antigos-sao-replicados-com-pix-alerta-banco-central.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail, acessado em 05/05/2021.

 

São enviados links falsos para pedir informações, senhas bancárias, simular uma compra etc. as armadilhas são as mesmas de sempre. A única mudança é a roupagem do golpe.

 

Infelizmente, é comum a situação em os golpistas fingem ser funcionários dos bancos, operadoras de telefonia etc. e informarem para a sua vítima que ela tem um problema de segurança. Elas pedem que a vítima informe o código enviado para o celular dela.

 

Com esta informação elas sequestram a conta do aplicativo de mensagens e atacam os contatos da vítima com solicitações emocionais de dinheiro. Em alguns casos são oferecidos ganhos extraordinários de investimento.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária também entrou na campanha contra os golpes digitais e alertou a população sobre o golpe do agendamento de uma falsa vistoria para checar medidas de prevenção contra a Covid-19. Fonte: Anvisa alerta para golpe com falso agendamento de vistoria sobre covid-19, https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/04/30/anvisa-alerta-para-golpe-com-falso-agendamento-de-vistoria-sobre-covid-19.htm.

 

Os golpistas entram em contato por uma mensagem e enviam um link para que as pessoas façam agendamento. A mensagem é assinada pela Equipe municipal de combate ao Covid-19.  

 

A Anvisa também alertou recentemente sobre um golpista que finge ser um servidor da agência e oferece vantagens na análise de processos de registro de produtos. As vítimas são as empresas do setor de saúde que mantêm relações com a Anvisa. Fonte: Anvisa alerta para uso do nome da agência em golpes de estelionato, https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2021/03/01/anvisa-alerta-para-uso-do-nome-da-agencia-em-golpes-de-estelionato.htm.


quarta-feira, 28 de abril de 2021

Home Office de novo? Essa não. Segunda Situação

Na segunda situação, os falsos profetas travestidos como especialistas e profissionais de tecnologia de informações e comunicações causaram enormes malefícios para a economia brasileira.

 

No começo dos anos 1980, o Brasil estava entre os 50 países com maior PIB per capita. Em 1990, o país caiu para a 60ª posição. No ano de 2000, ele caiu mais ainda e passou a ocupar a 67ª posição dos maiores PIBs per capita do mundo.

 

Na primeira década do século XXI, o desempenho da economia brasileira estava em um patamar abaixo da média mundial e o país caiu para a 78º no ranking do PIB per capita.

 

Na segunda década do século XXI, o Brasil continuou com a sua tradição de queda permanente e passou a ocupar a 85ª posição n ranking dos maiores PIBs per capita.

 

O ranking é comporto por 195 países e o PIB per capita do Brasil é inferior ao Chile, Argentina e México.

 

Os números mostram que o desempenho da economia brasileira vem despencando desde o começo dos anos 1980s. neste momento, é muito importante relacionar um outro fato histórico ao contexto.

 

A chamada revolução do microcomputador começou no final dos anos 1970s. A partir dos anos 1980s o uso do computador passou a ser disseminado nas atividades empresariais no mundo inteiro.

 

No primeiro momento, os computadores foram utilizados para automatizar as atividades repetitivas. Como consequência desta automatização, o custo marginal unitário das atividades repetíveis caiu para praticamente zero.

 

É o custo marginal unitário da automação que explica por que o PIB per capita do Brasil caiu tanto após a introdução do computador no dia a dia dos negócios.

 

Como no Brasil existia a lei da reserva da informática que restringiu fortemente o uso da automação no país, os brasileiros executavam atividades repetíveis com custo muito maior que os outros países. Em outras palavras, o custo Brasil era muito caro e diversas empresas foram embora do país e muitos CNPJs sucumbiram diante da concorrência feita pela competência, capacidade e honestidade.

 

No começo dos anos 1990s, o Brasil desistiu da reserva de mercado para a indústria de informática e os computadores finalmente chegaram aos negócios.

 

Neste momento, surgiu um problema que existe até hoje nas atividades empresariais. As constantes falhas nos sistemas computacionais estão derrubando a produtividade dos trabalhadores.

 

As falhas são frutos da baixa qualidade dos softwares desenvolvidos no Brasil e da péssima atuação da central de serviços. A desorganização do Help Esquece ou do Service Esquece vem causando enormes prejuízos na geração de riqueza no Brasil.

 

Quer seja, por problemas de gerenciamento, quer seja por problemas de qualificação a central de serviços criou situações em que as empresas ficam sem vendas por causa de falhas nos sistemas computacionais.

 

A péssima gestão da fila de atendimento e as métricas medíocres escolhidas para medir o desempenho do Service Esquece, impediram a criação de valor agregado nos negócios. A tradução desta frase é que a riqueza não é gerada e por isto o Brasil está despencando no ranking do PIB per capita mundial.

 

Os chamados não são priorizados conforme o seu impacto no negócio, porque a baixa qualificação dos profissionais da central de serviços impede que eles consigam avaliar qual chamado eles devem atender em primeiro lugar.

 

A falta de bases de conhecimentos nas empresas terceirizadoras do Help Desk é a prova cabal da inoperância intelectual destas firmas. Eles só conseguem oferecer baixo custo e erros, erros e mais erros.

 

Para que uma empresa terceirizada priorize de forma correta o atendimento dos chamados, ela precisa entender o negócio dos seus clientes. O uso da mão de obra dos pejotinhas faz com que a terceirizada não conheça sequer o funcionamento do seu negócio.

 

Em relação ao atendimento técnico, a duração para a solução dos chamados é muito maior no Brasil do que em outros países, porque os profissionais que realizam este atendimento têm enormes dificuldades com as tecnologias atualmente utilizadas.

 

Muitos tem dificuldades com a sua língua mãe e sequer entendem o que o usuário está solicitando. Se o analista não entende o que foi pedido é obvio que a sua entrega será pobre.

 

Para resolver os problemas da renda do brasileiro em um cenário de crise econômica causada pela pandemia é preciso urgentemente qualificar os analistas da central de serviços tanto em temos técnicos, como em termos do ensino básico do segundo graus.

 

Em 2021, o Brasil tem cerca de 220 milhões de habitantes. Cerca de 60% dos brasileiros (125,6 milhões) não estão comendo em quantidade e qualidade ideal desde a chegada do novo coronavírus.

 

É muita gente passando fome. Este governo que gosta tanto de passar a boiada, passar a manada, precisa fazer passar a manada para a competência, capacidade e honestidade dos analistas do Service Desk com urgência.

 

É possível estacar a perda de riqueza pelos erros, falhas e inconsistências dos sistemas computacionais. O Brasil está vivenciando com a pandemia um cenário muito parecido ao que iria ocorrer com a Inteligência Artificial.

 

Problemas que seriam vistos apenas em 2022, viraram realidade em 2021. Espero que as autoridades tenham desta vez um senso de urgência melhor que tiveram com a compra de vacinas da Covid-19. A qualificação dos profissionais de tecnologia é algo que precisa ser feito para ontem.

 

Corremos o risco de destruir a economia brasileira por causa da incompetência, incapacidade e desonestidade. Centenas de milhões de reais estão todos os dias sendo consumidos em golpes digitais, spam, indisponibilidade de sistemas etc.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Home Office de novo? Essa não. Primeira Situação

No Brasil, existem muitos debates em torno da intangibilidade. Os argumentos raramente são baseados em fatos e números. Muitos dos falsos profetas ou negam os fatos (já vi gente negando os números do PIB da China e acreditando em teorias em que a NASA tem acesso a uma tecnologia extraterrestre de projeção de imagens) ou simplesmente inventam estudos usando o nome de universidades famosas (conheço uma pessoa que inventou um estudo da universidade de Michigan que dizia que as máscaras eram inúteis contra as doenças respiratórias, ou seja, novo coronavírus).

 

É evidente que é impossível debater de forma produtiva com pessoas que negam os números e inventam os fatos. A conversa com os falsos profetas é na pratica uma perda do tempo e dinheiro.

 

Existem no mínimo duas situações em que é muito claro os malefícios causados pelos falsos profetas. Na primeira situação, os falsos profetas viraram especialistas do home office e cantam aos quatro ventos que as empresas de tecnologia estão investindo em espaços físicos.

 

É fato que o home office é uma atividade que aumenta a produtividade do trabalho realizado. Também é fato que o home office exige determinadas competências e capacitações das pessoas e empresas.

 

Em outras palavras, o home office não é para todo mundo. Empresas que contratam funcionários despreparados que precisam da ajuda de outros para fazer o seu trabalho vão fracassar se adotarem o home office para este perfil profissional.

 

O home office exige profissionais que saibam trabalhar com independência ao mesmo tempo em que integram as suas decisões e ações ao trabalho coletivo da empresa. É preciso bom senso e capacidade analítica para trabalhar desta forma.

 

A empresa CVC revelou que apenas 2% dos seus funcionários permanecerão o dia todo no escritório. É o pessoal que cuida da operação, da tecnologia e da segurança. O espaço físico do escritório será reduzido para 30% do espaço original. Seis prédios serão concentrados em um só.

 

É uma meta bastante ambiciosa que exige um perfil profissional bastante específico para funcionar corretamente. É preciso contar com competência, capacidade e honestidade dos funcionários.

 

Muitos falsos profetas estão usando o artigo “Por que gigantes de tecnologia agora rejeitam trabalho remoto em tempo integral” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/04/por-que-gigantes-de-tecnologia-agora-rejeitam-trabalho-remoto-em-tempo-integral.shtml, acessado em 21/04/2021) nas suas argumentações contra o home office.

 

O Jack Dorsey, cofundador do Twitter, foi muito claro quando ele afirmou que os funcionários do Twitter poderiam trabalhar de casa o tempo todo se desempenharem um papel que possa ser executado em casa e estiverem em uma situação que as atividades possam ser realizadas.

 

Existem condicionantes para o trabalho remoto e as empresas de tecnologia do vale do silício estão descobrindo o que funciona e o que não funciona. Este é o motivo por que elas estão investindo em espaços físicos e olhando o home office com os olhos do pragmatismo.

 

Na segunda situação ... (aguarde pela parte 2 da postagem)

terça-feira, 13 de abril de 2021

O poder do conhecimento

O artigo “Como foi o golpe com falsos investimentos no day trade em que Madson caiu” (https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/04/13/como-foi-o-golpe-que-fez-madson-ex-santos-perder-dinheiro-na-internet.htm, acessado em 13/04/2021) revelou que mais de 1.500 pessoas foram vítimas de uma fraude financeira.

 

O artigo descreve o modelo operacional do golpe. Ele é exatamente igual ao modelo descrito no capítulo “Golpes nos apps de namoro” do livro “Vazamento de dados e os 40 golpes digitais”.

 

O golpe no qual o Madson foi vítima é uma versão de um golpe que estava sendo investigado pela Interpol no começo do ano de 2021.

O golpe original usava os apps de namoro como plataforma para as fraudes financeiros.

 

Nos dois casos, o golpista apresentava um negócio imperdível e enviava um link de uma corretora falsa. A plataforma falsa era usada para que o investidor acompanhasse a rentabilidade dos seus investimentos e pudesse fazer novas aplicações.

 

Os relatórios de retorno do investimento eram sempre falsos e os valores investidos pelos investidores eram na realidade depósitos que eram feitos nas contas dos golpistas.

 

O esquema movimentou mais de 150 milhões de reais e milhões de pessoas caíram no golpe. Este é motivo por que as pessoas precisam com urgência aprender sobre os golpes digitais.

 

Com um nível mínimo de informação é possível discernir o que é realidade do que é falsidade e não cair na lábia dos criminosos. É muito fácil hoje em dia clonar um site e criar contas falsas. Em geral o dinheiro perdido não é recuperado.

 

Apesar de todos os avisos anunciados através da imprensa e mídias sociais, os brasileiros continuam caindo no golpe do boleto falso. O artigo “E-mail falso da Claro tenta roubar R$ 489,90 através de boleto” (E-mail falso em nome da Claro é enviado com o nome completo dos remetentes e o boleto de uma suposta fatura em atraso, https://tecnoblog.net/410668/e-mail-falso-da-claro-tenta-roubar-r-48990-atraves-de-boleto/) revela uma nova versão do golpe do boleto falso.

No capítulo “Golpe da venda falsa” do livro “Vazamento de dados e os 40 golpes digitais” foi descrito o modelo operacional do golpe do boleto falso.

 

O caso do e-mail falso em nome da Claro, Vivo e outras operadores de telecomunicações, TV a cabo, energia elétrica, gás encanado etc. é uma versão do golpe do boleto falso em que os golpistas usando as informações do vazamento de dados do fim do mundo no Brasil  (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2021/01/o-vazamento-de-dados-do-fim-do-mundo.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail&origin=folha) para gerar um pdf cujo código de barras remete para uma conta acessada pelos golpistas.

 

É uma versão atualizada de um golpe praticado em 2019. É mais um caso em que o conhecimento tem o poder de livrar as pessoas das garras dos golpistas.