O livro Governança da nova TI: a Revolução abordou na página 420 [CASO TELETRABALHO (2002)] uma solução para as perdas do trânsito. Infelizmente nada foi feito e passados doze anos um novo estudo contabilizou que as perdas nos trinta e nove municípios da região metropolitana de São Paulo estão se aproximando da casa dos R$ 70 bilhões ao ano (Firjan: congestionamentos no Rio e em São Paulo custaram R$ 98,4 bi em 2013, http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/07/28/congestionamentos-no-rio-e-em-sao-paulo-custam-r-984-bilhoes-diz-firjan.htm, acessado em 07/08/2014).
A região metropolitana perdeu 7,8% do seu PIB em 2013 devido aos congestionamentos médios de 300 km por dia. Enquanto os políticos discutem sem embasamento algum o plano diretor da cidade e a ampliação do rodízio, o município vem perdendo cada vez mais dinheiro. Não é a toa que falta dinheiro para a educação, saúde e segurança. O desperdício segundo a pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) é enorme e crescente.
Como o óbvio não vem sendo, é o momento de falar novamente do trivial do trivial. Antes de pintar centenas de quilômetros de faixas caras inúteis para o transito (velocidade média do ônibus passou de 15 km/hora para 16 km/hora no pico da tarde, Faixas elevam velocidade de ônibus, mas prejudicam carros em SP, http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/06/1464713-faixas-elevam-velocidade-de-onibus-mas-prejudicam-carros-em-sp.shtml, acessado em 07/08/2014) ou gastar milhões em estudos para a ampliação do rodízio de carros é preciso fazer o elementar. Ou seja, acabar com os carros estacionados nas ruas, avenidas e etc.
Todos os vultosos investimentos realizados no sistema viário devem ser direcionados para que os carros, ônibus, motos e etc. andem. O lugar de carro estacionado é no estacionamento. A péssima escolha do prefeito Fernando Haddad de aumentar a zona azul na cidade (Gestão Haddad acelera criação de vagas de Zona Azul, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/178334-gestao-haddad-acelera-criacao-de-vagas-de-zona-azul.shtml, acessado em 07/07/2014) só aumentou o desperdício e as perdas causadas pelo trânsito.
O segundo aspecto obvio é a questão do deslocamento casa-trabalho-casa na cidade de São Paulo. Durante décadas a gestão municipal vem incentivando o deslocamento das sedes das empresas do bem servido (em termos de transporte público) centro da cidade para os caros bairros da zona sul. Como é muito caro morar perto dos centros empresariais, a distância percorrida pelos trabalhadores vem aumentando cada vez mais e os carros, ônibus, motos e etc. ficam mais tempo nas ruas fazendo com que os congestionamentos sejam cada vez maiores. A solução óbvia de deslocar para o centro da cidade os centros empresariais foi completamente ignorada no novo plano diretor.
O sistema viário da cidade foi planejado assumindo os principais centros empresariais localizados no centro do município, por isto o transporte público tem grande investimento realizado no centro da cidade. O desenho de todo o investimento viário na cidade é o de deslocamento do bairro para o centro e não entre bairros. Este é o principal motivo do gigantesco desperdício de dinheiro público do deslocamento empresarial para a cara zona sul. O centro pode e deve ser utilizado para moradias, pois isto permite que a região tenha vida após o horário comercial. No entanto, é preciso que a região assuma o seu papel de centro empresarial e governamental para que a cidade sofra menos perdas com o transito.
Uma vez que o centro tenha consolidado o seu papel empresarial é possível criar nos bairros mais pobres centros empresariais regionais de menor porte que funcionariam como centrais de teletrabalho. Desta forma o centro é resgatado como região do trabalho, família e lazer. As pessoas que vão ocupar as casas e apartamentos novos ou reformados vão poder trabalhar perto e também vão gerar um novo ciclo econômico para a vida noturna da região.
A cidade pode neste modelo explorar todo o potencial do investimento realizado no sistema viário e de transporte público. É possível não inflacionar o centro e atender as necessidades das pessoas e empresas com a criação das centrais compartilhadas regionais de teletrabalho onde as pessoas podem realizar as suas atividades profissionais e pessoais com o menor deslocamento físico possível. A digitalização dos negócios já permite o desenvolvimento de inúmeras atividades de presença virtual.
Estas centrais são melhores no primeiro momento do que o deslocamento físico das empresas para a periferia, porque elas permitem o compartilhamento dos recursos entre diversas empresas minimizando assim os riscos e capital necessário. A dinâmica destas centrais vai gerar na regional um fluxo adicional de negócios por conta das necessidades de alimentação, transporte, segurança e educação. O volume envolvido do fluxo justifica o investimento na periferia em serviços públicos como telefonia, banda larga, saneamento e energia. A região vai se desenvolver e com isto vai gerar um ciclo de atenção para sub-regionais. A cidade de São Paulo pode com este modelo de recuperação do centro da cidade resgatar um ciclo desenvolvimentista que beneficie toda a população do município sem exclusões, violências e conflitos.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
O desperdício do trânsito
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TI IMPORTA?
O atual momento dos modelos de previsões é de baixa. Os erros recentes nas previsões do último Super Bowl e Copa do Mundo de Futebol de 2014 elevaram o tom dos questionamentos. O aumento do nível de desconfiança é muito saudável, mas não pode ser usado como argumento para desacreditar todas as previsões. Uma das previsões mais famosas para a área de TI foi a do Nicholas Carr publicada no artigo “IT Doesn’t Matter” em Maio de 2003.
Todos os novos artigos e livros do Carr apontaram que o futuro da TI estava na direção da sua transformação para commodity e utility tal qual a energia elétrica ou água. Após apenas uma década as previsões do Carr viraram realidade no formato que eu chamo de Serviço de Valor Agregado de TI. Em 2014 é possível comprar TI como utility ou serviço de valor agregado de TI nas lojas virtuais da Salesforce, Amazon, Google, Apple e etc. A realidade corporativa do que é chamado pelo mercado de Bring Your Own App (BYOA) é a prova material de que os serviços de valor agregado de TI vieram para ficar.
É bastante claro que os usuários estão adquirindo estes serviços conforme as suas necessidades. Eles não precisam entender a infraestrutura e software que suportam os serviços. Basta conhecer e entender as funcionalidades e facilidades. Este é o motivo pelo qual os usuários não precisam da área técnica de TI para decidir pela compra. A chamada Shadow IT ou TI invisível é a principal consequência deste fenômeno.
É impossível não reconhecer o acerto do Carr em relação à velha e ultrapassada Tecnologia de Informações e Comunicações (TI ou TIC). O mundo como estamos vivendo em 2014 é baseado na nova TI. A Tecnologia de Informações e Comunicações de serviços de valor agregado adiciona conteúdo ao negócio. É evidente que o perfil profissional do departamento de tecnologia mudou. A nova TIC exige capacitações que explorem os recursos de Tecnologia de Informações e Comunicações para transformar e habilitar negócios.
Os profissionais precisam trabalhar como engenheiros que desenvolvem inovações com base nas peças básicas do lego formado pelos serviços de valor agregado. Um perfil de saber profundo é necessário. É preciso avaliar os custos e benefícios para identificar a opção de mais valia. Em alguns momentos será melhor trabalhar com a elasticidade e custo variando conforme o uso e em outros será melhor escolher um modelo de custo fixo devido ao elevado nível de utilização. Mais do que fazer meras contas, a engenharia de TIC precisa estabelecer modelos confiáveis para prever a demanda futura.
Quanto melhor for esta inteligência corporativa de TI, maior será a capacidade do negócio de operar no ponto de menor custo e máximo lucro. Os profissionais do Service Desk vão desempenhar neste contexto um papel fundamental na engenharia da nova Tecnologia de Informações e Comunicações. Eles vão capturar as informações deste Big data e estabelecer o contexto adequado. Esta ação é fundamental para o estabelecimento do modelo de previsão do uso de TI e escolha das peças do lego que vão formatar o negócio digital.
É evidente que a central de serviços vai ser formada por profissionais formados em escolas de qualidade com muita experiência de vida. É um perfil muito diferente do que vemos atualização nos Help Desks que insistem em serem chamados erradamente de Service Desks. Na central de serviços da nova TIC, os profissionais vão ser valorizados pela sua capacidade de comunicação, inteligência e experiência. Eles vão ocupar posições com visão de longo prazo dando fim ao ciclo de contratações de iniciantes formandos em escolas duvidosas com elevada rotatividade. A nova TIC prevista pelo Nicholas Carr chegou em 2014 com os serviços de valor agregado.
Todos os novos artigos e livros do Carr apontaram que o futuro da TI estava na direção da sua transformação para commodity e utility tal qual a energia elétrica ou água. Após apenas uma década as previsões do Carr viraram realidade no formato que eu chamo de Serviço de Valor Agregado de TI. Em 2014 é possível comprar TI como utility ou serviço de valor agregado de TI nas lojas virtuais da Salesforce, Amazon, Google, Apple e etc. A realidade corporativa do que é chamado pelo mercado de Bring Your Own App (BYOA) é a prova material de que os serviços de valor agregado de TI vieram para ficar.
É bastante claro que os usuários estão adquirindo estes serviços conforme as suas necessidades. Eles não precisam entender a infraestrutura e software que suportam os serviços. Basta conhecer e entender as funcionalidades e facilidades. Este é o motivo pelo qual os usuários não precisam da área técnica de TI para decidir pela compra. A chamada Shadow IT ou TI invisível é a principal consequência deste fenômeno.
É impossível não reconhecer o acerto do Carr em relação à velha e ultrapassada Tecnologia de Informações e Comunicações (TI ou TIC). O mundo como estamos vivendo em 2014 é baseado na nova TI. A Tecnologia de Informações e Comunicações de serviços de valor agregado adiciona conteúdo ao negócio. É evidente que o perfil profissional do departamento de tecnologia mudou. A nova TIC exige capacitações que explorem os recursos de Tecnologia de Informações e Comunicações para transformar e habilitar negócios.
Os profissionais precisam trabalhar como engenheiros que desenvolvem inovações com base nas peças básicas do lego formado pelos serviços de valor agregado. Um perfil de saber profundo é necessário. É preciso avaliar os custos e benefícios para identificar a opção de mais valia. Em alguns momentos será melhor trabalhar com a elasticidade e custo variando conforme o uso e em outros será melhor escolher um modelo de custo fixo devido ao elevado nível de utilização. Mais do que fazer meras contas, a engenharia de TIC precisa estabelecer modelos confiáveis para prever a demanda futura.
Quanto melhor for esta inteligência corporativa de TI, maior será a capacidade do negócio de operar no ponto de menor custo e máximo lucro. Os profissionais do Service Desk vão desempenhar neste contexto um papel fundamental na engenharia da nova Tecnologia de Informações e Comunicações. Eles vão capturar as informações deste Big data e estabelecer o contexto adequado. Esta ação é fundamental para o estabelecimento do modelo de previsão do uso de TI e escolha das peças do lego que vão formatar o negócio digital.
É evidente que a central de serviços vai ser formada por profissionais formados em escolas de qualidade com muita experiência de vida. É um perfil muito diferente do que vemos atualização nos Help Desks que insistem em serem chamados erradamente de Service Desks. Na central de serviços da nova TIC, os profissionais vão ser valorizados pela sua capacidade de comunicação, inteligência e experiência. Eles vão ocupar posições com visão de longo prazo dando fim ao ciclo de contratações de iniciantes formandos em escolas duvidosas com elevada rotatividade. A nova TIC prevista pelo Nicholas Carr chegou em 2014 com os serviços de valor agregado.
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
Copa das Copas? Para quem?
A copa do
mundo de futebol de 2014 acabou. Muita gente vem alardeando o resultado positivo da
organização brasileira do evento porque não ocorrem as catástrofes que estavam no
imaginário de alguns poucos. Durante a copa acontecerem rigorosamente as mesmas
coisas que acontecem no dia a dia nacional. Obras civis caíram na cabeça das
pessoas, cidadãos foram roubados, drogas foram vendidas à céu aberto, ilegalidades
diversas ocorreram por falta de policiamento, preços subiram para a
estratosfera e gargalos e congestionamentos ocorrem nos restaurantes, estádios
e ruas.
Em outras
palavras, foi uma copa mais cara que a da África do Sul em 2010 e um pouco
melhor organizada e muito mais cara e pior organizada que a da Alemanha em
2006. Claramente o termo “Copa das Copas” não é realista, para os brasileiros, para
a organização da copa no Brasil em 2014.
Dentro do
campo, muitos consideraram a derrota do Brasil contra a Alemanha como uma
vergonha, humilhação ou tragédia nacional.
Será que uma simples derrota esportiva é merecedora de tal adjetivo?
Será que esta derrota é diferente da derrocada do Brasil diante da Rússia na
final da medalha de ouro nos jogos de Londres em 2012? Naquela ocasião, o Brasil
estava com uma mão na vitória e sofreu uma virada histórica.
Nesta
copa, o Brasil foi contundentemente derrotado e humilhado fora do campo por um
adversário que o país finge ignorar ou não suspeita existir. A organização que
foi muito similar à copa das confederações foi incapaz de perceber e realizar o
real potencial de ganho do megaevento copa do mundo de futebol.
Para
entender melhor esta critica tão contundente à organização do evento é preciso
analisar o seu resultado financeiro. A prefeitura da cidade de São Paulo
revelou que o turismo da Copa injetou R$ 1 bilhão na economia paulistana e
gastou de forma direta e indireta R$ 460 milhões (R$ 420 milhões em créditos
tributários mais 40 milhões como custo operacional do evento) com a copa.
Considerando que a carga tributária brasileira representa 36,27% do PIB e
assumindo ERRADAMENTE que
todos os tributos da arrecadação do turismo na copa na cidade de São Paulo foram
endereçados apenas para o município, ou seja, nada para o governo estadual e
federal fica claro que o resultado final é uma perda de R$ 97,3 milhões
(arrecadação de apenas R$ 362, 7 milhões contra despesa total de R$ 460
milhões). Em outras palavras a população pobre de São Paulo pagou do seu
minguado bolso para que a entidade máxima do futebol mundial tenha um lucro
bilionário.
Quando
pensamos que algo é tão ruim que não pode ser piorado, podemos facilmente
perceber que a perda mencionada é apenas a pontinha visível do iceberg. Os
números do volume trafegado nas redes sociais como
Facebook, Twitter, Google e etc. revelaram que a copa gerou uma enorme movimentação. O volume de
interações foi facilmente traduzido pelos empresários americanos em venda de
publicidade. Em outras palavras as redes sociais arrecadaram varias centenas de
milhões de dólares sem a necessidade de investir um único centavo na copa. O evento
paulistano da copa foi praticamente pago apenas pelos pobres da cidade de
São Paulo.
É
evidente que os impostos gerados pelas vendas nas redes sociais foram
arrecadados pelo governo americano e não o brasileiro. Nada tenho contra o
investimento realizado na copa em São Paulo, mas fazer o evento sem investir um
único centavo na construção de uma rede social foi de uma pobreza de gestão
incomensurável. Se existiu alguma humilhação na copa no Brasil, esta foi fazer
os pobres paulistanos pagarem para o enriquecimento dos ricos estrangeiros.
Tenho
certeza de que alguns vão alegar que o retomo do investimento vai ocorrer com o
aumento futuro do turismo pela divulgação da cidade de São Paulo no mundo
inteiro. Até acredito que nos próximos 60 meses a cidade recupere o
investimento realizado. O meu ponto de discordância veemente é porque esperar CINCO ANOS para capitalizar o evento se
o mesmo poderia ter sido feito de forma imediata?
É
possível fazer a mesma conta realizada para a cidade de São Paulo para cada uma
das outras onze sedes. O resultado é sempre o mesmo. Perdas e mais perdas para
os mais pobres. Eu não tenho dúvida que a copa no Brasil de 2014 foi à copa das
copas para os ricos empresários do Facebook, Twitter, Google e etc.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
A falácia da satisfação do usuário
O grande problema das profecias
proferidas pelos falsos profetas é que elas começam com algumas verdades e umas
poucas falácias e em pouco tempo aquilo vira uma bola neve em que as verdades
iniciais desapareceram na gigantesca nuvem das falácias. Basicamente este
fenômeno é o resultado da minúscula capacitação dos falsos profetas que
precisam propagandear novas falácias para cobrir os furos, inconsistências e
incoerências das falácias anteriores.
O último grito da moda é opor a
satisfação dos usuários com o SLA (Service Level Agreement) para justificar os benefícios
inexistentes do autoatendimento e autosserviço. Alguns apelam (para passar a
imagem de intelectuais especialistas) para textos internacionais para justificar
os seus argumentos via usabilidade da interface de comunicação do aplicativo de
autoatendimento e autosserviço. Estes falsos profetas argumentam com base nas
pesquisas de satisfação que é preciso automatizar. Eles dizem que existem
conflitos entre o custo, qualidade e satisfação.
Infelizmente eles e os seus seguidores
mais uma vez mostram desconhecimento e despreparo. Toda e qualquer pesquisa de
satisfação deve ser conduzida em função dos parâmetros dos termos do acordo do
nível do serviço. O custo é um parâmetro da qualidade entregue. Em alguns
casos é o parâmetro de maior peso. Isto
significa que não existe oposição entre o custo e respectivo SLA e a satisfação
do usuário. Se os especialistas de negócio da empresa optaram por
contratar uma banda larga de 10M não tem sentido algum que a pesquisa de
satisfação realizada pelo fornecedor aponte que os usuários querem 20M de banda
larga. O fornecedor deveria estar fazendo o seu trabalho e avaliar a satisfação
das suas entregas.
Na verdade este é o real pano de fundo
para esta falácia. Os falsos profetas querem cobrir sobre o manto da satisfação
direcionada ao autoatendimento e autosserviço as deficiências dos fornecedores para
entregar dos termos do acordo do nível de serviço. Muitas das empresas terceirizadoras
e de consultoria acharam que apenas mudando o nome de Help Desk para Service Desk (SD) elas estariam aptas para competir
no mercado profissional da nova TI. Como já ficou claro que estas são
absolutamente incapazes de entregar os termos do SLA dos contratos para a
abertura e acompanhamento dos chamados, elas apelaram para mais uma falácia para
ver se é possível salvar alguma coisa.
É absolutamente impressionante como o
cenário degringolou após o batismo para Service Desk de um Help Desk medíocre. Os falsos profetas não
dizem por conveniência que as pesquisas de satisfação apontam um profundo
desagrado com as entregas do SD. Telefones sempre ocupados, atendimento
absolutamente padronizado e sem relacionamento com a realidade,
explicações sem nexo algum e profundas inconsistências nas afirmações.
Este é um aspecto muito crítico, pois cada um dos analistas fala de uma
realidade completamente diferente. Uma nova chamada para a central gera uma
resposta completamente diferente para o mesmo problema ou chamado.
A insatisfação dos usuários com a
central não esta relacionada com uma demanda por autoatendimento ou
autosserviço, mas sim com a profunda incapacidade do SD de entregar os termos
explicitados no SLA. A tentativa dos falsos profetas de mudar o foco para o
custo e SLA é pífia. Ela apenas revela que vendas falaciosas foram realizadas e
que no mercado brasileiro de TI existem centenas de ilusionistas e iludidos.
Muitos fornecedores nacionais de terceirização dizem que não conseguem entregar
o SLA do contrato. A pergunta que não quer calar é porque eles ofereceram
este preço para o SLA solicitado na Request For Proposal do cliente? Em geral, eles respondem
que era o único caminho para ganhar o contrato. É fácil perceber por que o
mercado profissional vem excluindo os amadores que contratam os “derrotinhas de
TI”.
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
O GIGANTESCO CUSTO DO AUTOSSERVIÇO
É
consenso há alguns anos que no Brasil os profissionais qualificados de TI estão
em falta. Em contrapartida existe uma enorme vastidão de falsos profetas que
gritam aos quatros ventos os diversos benefícios inexistentes do
autoatendimento e autosserviço. Em geral estas pessoas não são capazes sequer de
enumerar as diferenças o autosserviço do autoatendimento. Elas apenas espalham
falácias. A moda delas agora é gerar barulho sobre a automatização do runbooks.
Para os profissionais despreparados a automatização é condição necessária e
suficiente para a redução do custo. Na lógica dos exploradores de falácias, a eternização
do desperdício de dinheiro resultante da automatização de uma cara solução ruim
e pobre é apenas um detalhe.
Recentemente
a Anatel divulgou uma nova regulamentação para as operadoras de
telecomunicações. O artigo “Cancelar serviço de tele será automático” (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/153197-cancelar-servico-de-tele-sera-automatico.shtml, acessado em
20/03/2014) revelou que as operadoras estarão obrigadas a oferecer por
autoatendimento (não é autosserviço) o cancelamento de serviços de
telecomunicações. As operadoras lutaram com extrema força e intensidade contra
esta automatização.
As
perguntas que não querem calar são: “Porque as operadoras não querem os benefícios
de redução dos custos do autoatendimento propagandeados pelos falsos profetas?”;
“Porque é preciso uma intervenção da agência reguladora para automatizar o
processo de cancelamento dos serviços se existem as enormes vantagens afirmadas
pelos defensores do autoatendimento e autosserviço?”.
A
resposta para estas duas perguntas é uma só. Existe um gigantesco aumento de
custo com o autoatendimento para o cancelamento de um serviço. O fato dos
falsos profetas terem dificuldades com os conceitos de autoatendimento e
autosserviço e em fazer contas elementares em nada muda esta realidade. É
provável neste momento que os leitores queiram saber como o custo das
operadoras aumenta com o autoatendimento do cancelamento dos serviços pelo
usuário contratante. A resposta é bem simples e óbvia para todos os que já
solicitaram o cancelamento de um serviço via central de atendimento de uma
corporação. Uma das primeiras perguntas que é feita para o usuário é o motivo
do cancelamento. A resposta para esta pergunta direciona a política comercial
da operadora. Por exemplo, existem muitos casos onde a operadora de crédito estorna
a necessidade de pagamento da anuidade do cartão de crédito em função da
solicitação de cancelamento pelo usuário. Em outros casos as operadoras de
telecomunicações oferecem vantagens e descontos para o usuário para evitar o
cancelamento. Em todos estes casos as operadoras estão trabalhando com o custo
da perda de um cliente. Este é o real motivo das operadoras quererem o
atendimento humano para o cancelamento dos serviços.
No
Service Desk de TI existe o mesmo fenômeno de custo superior para as
solicitações e reclamações dos usuários. A existência de organizações internas
e terceirizadoras de Service Desk absolutamente incapazes de trabalhar na realidade
da segunda metade do século XXI revela porque tantos defendem falácias. São
empresas que vivem eternamente da busca de milagres para resolver o seu
problema de falta de capacitação. No passado o problema era o custo dos
encargos trabalhistas. Veio a lei da desoneração da folha de pagamento e nada
mudou para estas companhias. Elas eram fracassadas e continuaram sendo. Agora
eles buscam o milagre da automatização do runbooks e autoatendimento e
autosserviço para resolver o seu problema de capacitação. Novamente é um caso aonde
do fracasso elas vieram e no fracasso elas permanecem. São empresas que não
entenderam ainda que precisam contratar os profissionais formados nas boas
escolas de engenharia e não os “derrotinhas de TI”.
É
simplesmente impossível revolver problemas de capacitação e éticos com pessoas
despreparadas e sem valores. Não importa o estado da arte da tecnologia em uso.
Seguir as falácias dos falsos profetas como resposta aos problemas é apenas uma
escolha fácil e inútil. As operadoras de telecomunicações também querem o
atendimento humano e não automatizado para o cancelamento dos serviços porque
elas sabem o alto valor deste canal de comunicação. As informações oferecidas
pelas pessoas no ato do cancelamento são usadas para direcionar os
investimentos delas. O Service Desk de TI precisa da humanização do atendimento
das requisições, reclamações e cancelamentos para identificar os lugares onde a
organização de TI precisa investir e onde deve desinvestir.
O
gerenciamento do ciclo de vida dos serviços é feito com base nas novas
solicitações, cancelamentos e reclamações. É evidente que é preciso ter
profissionais no Service Desk adequadamente capacitados para realizar esta
tarefa. Muitas empresas terceirizadoras oferecem apenas um HELP DESK com o nome
de SERVICE DESK. Elas formam o chamado mercado das falácias onde ilusões são
vendidas e compradas. Muitas empresas com enormes deficiências éticas e de
capacitação sustentam os mercadores das falácias. Normalmente, as empresas
terceirizadoras de baixa qualidade e preço usam o estratagema do falso Service
Desk nas vendas. Quando questionados tanto os vendedores como os compradores
das falácias se defendem com a famosa desculpa perpetuada pelo “molusco mor
brasileiro” do não sabia ou com a tradicional desculpa da cultura nacional.
Na
pratica a maioria dos que buscam os milagres dos falsos profetas apenas não tem
capacidade para fazer. Eles usam as muletas das falácias para não fazer e para
impedir os capacitados e éticos de fazer, pois se os formados nas boas escolas
fizerem do Service Desk uma organização preparada e lucrativa vai ficar clara a
incompetência deles. Em resumo os mercadores de falácias não fazem e não querem
que os outros façam porque isto evidenciaria a precariedade intelectual deles. Lamentavelmente
tal postura é dominante no Brasil e o resultado é um Service Desk que emprega
apenas jovens inexperientes de baixo salário e produtividade e não oferece
perspectiva alguma de carreira. As empresas perdem milhões de Reais anuais com
tal escolha. É muito fácil perceber a diferença existente de Service Desk pela
comparação entre a realidade dos Estados Unidos e do Brasil. Basta olhar o
público presente no congresso do HELP DESK INSTITUTE. Nos Estados Unidos é comum
uma presença em massa de cabelo branco nos congressos. Isto significa que os
profissionais desenvolvem a sua carreira dentro da organização do Service Desk.
No Brasil, a presença de cabelo branco na plateia é extremamente limitada e
quase nula. Mesmo entre os palestrantes é rara. Este é o maior indicador de
falta de plano de carreira e profissão de iniciantes. Enquanto nos EUA a
central de serviços gera lucro, no Brasil é um centro de custo. É bastante
óbvio que o estratagema americano de qualificação de longo prazo tem um
resultado muito melhor do que o brasileiro. Infelizmente muitos não querem
enxergar o óbvio e instem no enxugamento do gelo dos “derrotinhas de TI”. Para
eles só resta o bordão: “Que venham as falácias”.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Controle de qualidade para o prazo de um projeto de TI
Um caminho para avaliar
se o controle do prazo do projeto é bom é a comparação com um padrão de
mercado. Os consultores em gerenciamento de projetos de TI e os gerentes do escritório
de gerenciamento de projetos sabem que os controles do prazo dos projetos tem
enorme peso na variação na qualidade da iniciativa. Não é obrigatório que um
gerente de projetos certificado com vários anos de experiência saiba
desenvolver um bom cronograma para os projetos. A avaliação do cronograma pode
ser muito subjetiva se não existir um conjunto de critérios objetivos.
Todas as organizações
com um escritório de projetos bem estruturado tem um conjunto de princípios
gerais da qualidade para o cronograma. A revisão dos prazos com base nas
diretrizes evita uma grande parte do impacto dos defeitos nas entregas do
projeto (nunca deve ser esquecido que o prazo de um projeto é um modelo que
estima os acontecimentos futuros e ele deve refletir a realidade o máximo
possível). O Defense Contract Management Agency (DCMA) oferece uma lista de 14 pontos que pode ser
utilizada para a avaliação da qualidade dos prazos do projeto. O DCMS faz parte
do Department of Defense (DoD) do governo
federal dos E.U.A e trabalha com os fornecedores para gerenciar o tempo, custo,
e desempenho dos projetos.
O calculo da qualidade
dos controles das métricas de prazo leva em conta todas as atividades, o prazo
real das tarefas completadas, as ações incompletas, as estimativas de
comparação e as dependências do cronograma. O controle da lógica do prazo
avalia se as todas as tarefas precedentes para a execução de uma atividade
foram realizadas e finalizadas. Em um projeto existe uma cadeia logística
de atividades que deve ser realizada em uma determinada sequência, por isto um
bom projeto não deve ter tarefas órfãs. Em geral todas as atividades tem no
mínimo uma ação prévia ou sucessora. Um bom controle de qualidade do prazo
ocorre quando até 5% das atividades são tarefas do tipo “lógica ausente”.
O Controle das
estimativas dos prazos precisa que os valores sejam os mais realistas possíveis.
Trabalhar com um colchão de segurança para o prazo de cada uma das atividades
impacta o caminho crítico do projeto e impede o desenvolvimento de soluções
inteligentes. As margens de segurança do prazo devem ser trabalhadas se
necessário depois da identificação do caminho crítico real. O controle da
margem de folga dos prazos das atividades do cronograma é feito para minimizar o
impacto no caminho crítico planejado do projeto. Um cronograma de boa qualidade
tem menos de 5% das tarefas com folgas planejadas.
O controle dos tipos de
relacionamento é feito para validar 90% das tarefas com relacionamento do tipo
fim - início. O uso relacionamento tipo fim - início para as atividades
permite o estabelecimento de um fluxo lógico para o cronograma. O controle das
restrições é feito para todas as atividades com relacionamento do tipo precisa
terminar antes, precisa começar antes, precisa começar até uma data específica
e precisa terminar antes de uma data específica. A gestão das restrições faz
com que a administração do cronograma do projeto seja dinâmica e possa ser facilmente
atualizada. O controle das restrições identifica as tarefas incompletas que tem
restrições de prazo. Um cronograma de qualidade não tem mais de 5% de suas
tarefas com restrições.
O controle de altas
flutuações nos prazo identifica todas as tarefas com variação total acima de 44
dias úteis. Uma tarefa com alta variação no prazo normalmente indica que esta
faltando uma atividade predecessora ou sucessora. A porcentagem de tarefas com
alta variação no prazo deve ser menor que 5%. O controle de flutuação negativa
identifica todas as tarefas com flutuação menor que zero. Este controle
identifica as tarefas que podem atrapalhar a conclusão de outras atividades
dentro do prazo. Não pode existir no cronograma tarefas com flutuação negativa.
O controle de duração
das atividades identifica as tarefas da base de comparação com prazo maior que
44 dias. Os bons gerentes de projeto sabem que estas tarefas devem ser
quebradas em atividades com prazo menor. O correto é que no máximo 5% das
tarefas tenham duração acima de 44 dias. O controle dos dados invadidos
identifica as tarefas com início ou fim antes do começo do projeto ou começo ou
fim depois do encerramento do projeto. A estimativa do início e fim das
atividades deve ser feita depois do cronograma geral do projeto. O
acompanhamento do cronograma do prazo não pode permitir datas futuras para as
tarefas realizadas. Nenhuma atividade realizada pode ter data futura em um
cronograma de qualidade.
O controle dos recursos
identifica todas as tarefas que não têm os recursos humanos ou custos
atribuídos. Um cronograma de qualidade tem todos os recursos para a execução
das tarefas. O controle das tarefas perdidas é usado para identificar todas as
tarefas que estão planejadas para terminar pelo acompanhamento do prazo
realizado do projeto depois da data planejada para o encerramento da
iniciativa. Durante o acompanhamento dinâmico das realizações do projeto é
possível que existam tarefas que estão atrasadas. O gestor precisa assegurar o
realinhamento do cronograma com os prazos da base de comparação.
O controle do caminho
crítico avalia a integridade do cronograma usando o caminho crítico. O
resultado esperado de um atraso de 1000 dias no caminho crítico é um atraso de
mil dias na entrega do projeto. O cronograma passa pelo teste do caminho
crítico se a data de encerramento do projeto é compatível com o atraso
introduzido na duração do caminho crítico. O índice de comprimento do caminho
crítico determina se a data de encerramento do projeto é realista em relação à
data de entrega planejada. O índice do comprimento do caminho crítico precisa
ser maior que 1.0 para passar no teste. O índice de realização da base de
comparação compara a quantidade de atividades para data ao número de tarefas
completadas em uma determinada data com as atividades planejadas para estar
completadas nesta data. O índice deve ser maior que 1.0.
Resumo
Estes controles podem
ser utilizados como um sistema de qualidade para avaliar e melhorar o
cronograma do projeto. Os critérios podem ajudar na avaliação da
capacidade do fornecedor de desenvolver e entregar um cronograma robusto. Os
bons gerentes de projeto sabem que existem péssimos cronogramas no mercado
brasileiro. Os critérios do DCMA são uma ferramenta poderosa para medir a
qualidade e utilidade do cronograma que elimina a subjetividade das análises.
Marcadores:
cronograma,
estimativa,
métricas,
prazo,
projeto,
qualidade,
TI,
TIC
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Muitos
pequenos produtores independentes de conteúdo precisam viabilizar
economicamente os trabalhos para permitir a sua evolução e melhoria continua. É
possível criar um catálogo próprio de produtos e serviços no Flipboard. A
revista do seu blog pode virar uma fonte de descobertas de novas oportunidades.
Com o Flip It bookmarklet é possível publicar à venda de produtos e
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publicados na revista tem o preço anunciado permitindo que os leitores tomem
decisões de compra. Lembre que é apenas um anúncio e os leitores vão realizar a
compra no site de comércio eletrônico. É possível misturar os anúncios com
artigos, fotos, vídeos e áudios criando
uma estória atraente. É fácil compartilhar o conteúdo com anúncios nas
redes sociais e criar a cultura de uma nova revista semanal ou mensal. É
simples trabalhar neste contexto com uma revista sazonal com conteúdo para a
temporada de férias de verão. É uma nova direção para desenvolver um modelo de
negócio novo sem custo algum e oferecer dicas excelentes para a sua comunidade.
A importância do usuário
Infelizmente ainda
existem muitos que optam por ignorar as necessidades dos usuários nos projetos
de TI. São milhares de casos de fracassos nos negócios por conta desta postura
inadequada. O Black Friday
do Brasil de 2013 é um exemplo claro onde necessidades foram ignoradas e
negócios foram perdidos. Não é um caso único. É mais uma repetição de um erro
que vem sendo cometido por décadas.
O final do ano é o
momento onde o alto escalão das empresas está pensando nas decisões que vão
favorecer os seus clientes. É um momento de virada onde as organizações estão
pensando no que elas estão fazendo de errado e buscando alternativas. As
companhias precisam respeitar o que os seus clientes sentem sobre a tecnologia
utilizada, pois as pessoas com boas experiências falam com 15 pessoas e os com
experiências ruins falam com 24 pessoas sobre o atendimento real e virtual.
O CIO precisa estar
atento, pois os clientes internos tem o mesmo comportamento dos externos. Eles
também falam sobre a sua experiência com a organização de TI. Eu tenho visto
diversos casos onde o desenvolvimento de nova ferramenta para o usuário ignora
totalmente as suas necessidades diárias. Os códigos estão sendo escritos, os
prazos estão sendo cumpridos, mas ninguém está levando em conta a experiência
que o usuário vai ter com a aplicação.
Todos sabem que os
usuários não são os únicos influenciadores. Em um projeto existem vários
influenciadores e patrocinadores que direcionam os resultados da iniciativa. Alguns
deles podem demitir o gerente do projeto. Isto significa que é preciso um
gestor com grande poder de orquestração e comunicação para caminhar com sucesso
entre os diversos grupos. O gerenciamento das expectativas dos usuários passa
por este equilíbrio. A organização de TI deve responder as necessidades dos
usuários com facilidades que resolvam os desafios do negócio. Como os
profissionais de TI não são os usuários da aplicação, eles tem uma dificuldade
natural para capturar todas as necessidades dos requisitos. Por isto é tão
comum eles ignorarem algumas e criar uma experiência do usuário horrível. De
nada adianta desenvolver um produto tecnicamente funcional sem usabilidade
prática. Por este motivo é fundamental escutar e envolver os usuários.
Para evitar o problema
da comunicação é importante que o CIO pense como um usuário por algum tempo
diariamente. Os desenvolvedores precisam
levantar da cadeira e visitar os outros departamentos para sentirem na pele as
necessidades dos usuários e entender como eles usam e pretendem usar as
ferramentas. O testemunho é um excelente caminho para aprender os requisitos. O
gerente do projeto precisa ser capaz de entender a rotina da área onde a
ferramenta estará sendo utilizada para compreender as necessidades sem precisar
de um intérprete. É preciso Ir além dos detalhes técnicos para traduzir as
necessidades dos usuários em projetos viáveis. São raros os profissionais com
tais capacitações, por isto é importante reter estes talentos.
O gestor precisa fazer
reuniões face a face com os influenciadores e impactados. É preciso superar
possíveis medos e interagir olho no olho. Os encontros com os outros
departamentos não podem ser oportunidades isoladas e únicas. Muitos projetos
morrem porque existe uma única oportunidade para o usuário. O fale agora ou
cale para sempre não funciona no desenvolvimento de aplicativos. Empresas como
o Google trabalham o tempo todo com o público interno para encontrar o ponto de
viabilidade de um projeto de projeto. É preciso explicar claramente o impacto
de cada desejo para evitar rebuliços. As considerações sobre as prioridades da
alta administração devem ser utilizadas para oferecer a perspectiva real do
projeto para o usuário.
Para entender o ponto
de vista dos usuários é importante pesquisar a satisfação dele com o processo
de desenvolvimento. Em alguns casos as respostas dolorosas são de elevada
utilidade no aprendizado do caminho do sucesso. Apenas não repetir erros anteriores
faz com que o projeto de software melhore muito. A pesquisa é uma forma de
valorizar e facilitar a participação do usuário no projeto. A pesquisa precisa
ser honesta e sincera para gerar bons resultados de aprendizado e participação.
O usuário não quer responder perguntas que são projetadas para respostas
positivas. Nunca devem ser perguntadas na forma de sim ou não, as questões
sobre os relacionamentos ou entregas. Peça sempre maiores esclarecimentos sobre
estas respostas. Elas serão muito úteis nas próximas etapas do projeto.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Runbooks - Solução ou Problema?
Eu não tenho nenhuma estatística
oficial, mas na maioria das organizações de TI que visitei no Brasil nos
ultimos dois anos, o runbook vem sendo utilizado da forma mais medíocre
possível. Os conceitos são mal entendidos, arquitetados e efetivados. O seu uso
pode ser incrivelmente melhorado se existir o entendimento que é preciso menos falácia
e modismo e mais planejamento e ação. Não é porque a organização de TI tem
acesso a um novo martelo que tudo deve ser visto como prego. Não tem sentido
algum usar um runbook quando a central de serviços precisa de um roteiro.
Não é porque esta sendo utilizado um
runbook que acabou a necessidade de documentação. A base de
conhecimento e inteligencia coletiva exige documentaçao. Eu conheço vários
casos de pessoas que estão escrevendo runbooks que são apenas uma lista de ações para criar um operador virtual
do sistema. Se por qualquer motivo existir uma falha não prevista e o processo fracassar
não existe espaço para uma decisão humana. O pensamento inteligente pode evitar
o aumento da gravidade e impacto do problema. O runbook está sendo utilizado nestes
casos apenas um roteiro que esta sendo lido e executado por uma máquina sem
inteligencia alguma.
Tipicamente os roteiros exigem a
inteligencia de uma pessoa para que as coisas não vão de mal à pior. Quando um
trem sai dos trilhos, as decisões e escolhas precisam da inteligência humana. As
tecnologias são desenvolvidas para que as pessoas sejam mais produtivas. Não
tem sentido algum converter uma açao mecânica que pode ser facilmente realizada
por um script ou programa simples em uma tarefa informatizada que precisa de
novos dispositivos. Não existe relação favorável entre o custo e o beneficio.
A automação do runbooks é um estratagema
viável economicamente para a automatização do Service Desk quando os alertas de exceção explodem nos olhos de uma
pessoa e as decisões são processadas por um cérebro humano e apoiadas pela
infraestrutura. É evidente que os técnicos da central vão perder com o runbooks
uma parte da execução de suas atividades desejadas do trabalho diário. Em
alguns mais críticos vão aparecer problemas para reter os talentos mais
proeminentes pela transformação de enfrentar um desafio profissional de solução
de uma necessidade do negócio em um mero apertar de um botão. É de fato um
problema motivacional concreto que muitas organizações de TI vão ter que
enfrentar nos próximos anos. Em vários casos, o estratagema de manter a inteligência
do processo e posicionar decisões no lugar correto é a melhor solução.
Isto significa que a automatizaçao
dos processos da central precisa ser planejada com a visão da engenharia que
endereça a necessidade dentro do prazo. A atuação de supetão que quer enfrentar
um problema estrutural durante uma crise sem planejamento algum faz o negócio
perder dinheiro e clientes. À improvisação em cima de improvisação nas crises
gera blecautes graves, pois a falta de planejamento e documentação fazem com
que o time de operadores não exerguem as soluções simples e fáceis. São
diversos casos de fracassos onde o óbvio não foi feito e a recuperação
automatizada não minimizou o impacto dos erros.
O sistema de monitoraçao dos
processos precisa ser inteligente e dizer o que está errado. As exceções pela
dificuldade dos computadores de contextualizar as informações derivadas de uma
mudança do perfil do desempenho das aplicaçoes precisam de tratamento manual.
Um exemplo clássico deste tipo de situação é a variação do número de visitantes
em uma página de internet de um dia para outro. As visitas na página podem
crescer centenas de vezes de um dia para outro por causa de uma reportagem no
jornal ou televisão. É evidente que o tempo de resposta será completamente
diferente. Apenas a capacidade de análise de um ser humano será capaz de
capturar corretamente o entendimento da diferença de desempenho, compreender os
motivos e trabalhar em um caminho eles de controle de danos. Todas as medidas
da automação do runbooks vão ser ineficientes e ineficazes neste tipo de
situação porque não foram previstas na automatizaçao destes processos.
Isto significa que em todas as
monitorações são necessários olhos humanos, pois as pessoas conseguem ler os
gráficos de desempenho muito melhor que os computadores. É a capacidade
analitica delas de descobrir porque as coisas estão ocorrendo de forma
diferente do planejado que gera a vantagem competitiva da monitoração
assistida. As melhores monitorações da infraestrutura de TI são feitas pela
vigilância das metricas de negócio como vendas projetadas ou quantidades de
entregas. As metricas de baixo nível dos sistemas dificilmente conseguem
explicar a totalidade do fenômeno e não servem como indicadores de previsão.
Infelizmente existem milhares de
casos onde o runbook foi erradamente interpretado e desenvolvido. Sem a correta
integração dos processos de negócio com o sistema de monitoração a utilidade da
automação é muito baixa. As respostas do runbook precisam da inteligência humana
para formar um poderoso sistema de compreensão dos problemas. Este caminho
permite que os engenheiros da operação fiquem focados em descobrir o
desconhecido do desconhecido em vez de gastar tempo em fazer o óbvio. Cada vez
em que são descobertos os critérios de desempenho que sinalizam corretamente um
problema é possível usar um runbook para monitor as condições automaticamente. Os
modelos estatísticos podem ser usados para as análises de regressão e previsão
para apresentar as alternativas do esforço de solução.
Os sistemas precisam adquirir urgentemente
a capacidade de auto recuperação. É preciso que cada componente dos sistemas
estejam integrados com a arquitetura de alta disponibilidade para que os
administrativos e engenheiros construam uma infraestrutura correta sem
repetição dos erros e fracassos passados. Em outras palavras o esforço do
desenvolvimento de um código mais confiável do sistema exige ações que
assegurem que o problema nunca aconteça. É evidente que existem falhas de
prevenção difícil, por isto o começo deve ser com as falhas que podem ser
fácilmente descobertas onde o sistema pode ser recuperado com muita
traquilidade de forma automática. Em geral é o caso onde a maioria dos fatores
e variáveis estão sob controle. Para os casos de causas complexos das falhas
vai ser preciso estabelecer um processo interativo de melhoria continua entre
correções e problemas para corrigir todas as falhas e eliminar todos os erros.
Basicamente é um estratagema onde são eliminadas em primeiro lugar as situações
onde ocorrem os problemas e depois é feito um esforço para eliminar os erros.
Um sistema com indisponibilidade baixa para 80% dos casos tem disponibilidade
total maior que um sistema com disponibilidade de 100% para 60% dos casos.
Este tipo de situação mostra que a
central de serviços efetiva é capaz de escolher o melhor local para disputar as
suas batalhas. Em todas as organizações de TI existem pendências e soluções de
contorno para a causa raiz do problema.
As pessoas precisam ser motivadas para manter a operação para o usuário
usando sempre que necessário uma fita adesiva e grampo nas soluções seguras. Não
é errado trabalhar ao redor de uma situação específica para resolver de forma
segura e estável e sustentável um problema. É sem sombra de dúvida um estratagema
válido para manter a aplicação disponível. O problema em sí pode ser tratado em
outra oportunidade com melhor relação entre o custo e o benefício.
A maioria das pessoas não acredita
na idéia de sistemas com autorecuperaçao das falhas. Infelizmente existem
muitos gestores que acreditam que a sua infraestrutura de TI é tão evoluída que
as indisponibilidades por causas óbvias nunca vão acontecer com eles. Na
prática não existe tal situação de evolução. Isto significa que a engenharia
precisa ser criativa para manter o menor nível possível de indisponibilidade. A
realidade dos erros e falhas é expressa no SLA formal ou informal. É o melhor
mecanismo para comunicar a expectativa do nível de qualidade de um serviço.
É preciso entender que o controle
das aplicações passa pelo usuário. Um exemplo clássico ocorre na plataforma do
servidor da rede IIS da Microsoft plataforma. Existem situações de erros no
gerenciamento das aplicaçoes porque o clássico ASP não é perfeito na liberaçao
dos recursos utilizados se a codificaçao não for absolutamente precisa. Muitas
vezes não é possível controlar o código dos programas adquiridos de terceiros,
no entanto é possível monitorar os programas e reiniciar o gerenciamento das
aplicaçoes quando os erros específicos na liberação dos recursos começarem a
aparecer.
Vários sistemas operacionais, como
Solaris e Windows resolvem automaticamente os erros. Sempre que um serviço
falha ele é reiniciado. Se ele falha mais do que X vezes o serviço é
indisponibilizado para que o administrador intervenha. É uma óbvia solução para
alta disponibilidade. A automatizaçao da limpeza ou uso de técnica de
otimização dos registros mais antigos do sistema de arquivo quando ele esta
próximo da sua capacidade máxima é uma forma inteligente de usar o runbook para
o autodiagnostico e antecipação da resolução do problema da grande quantidade
de informações do volume. Também é possível trabalhar com tentativas
controladas e automatizadas para subir os serviços que falharam por problemas
na rede ao invés de esperar por uma nova tentativa no boot de amanhã.
A automação é muito útil quando é preciso
explorar a facilidade das aplicações de registrar as mensagens de erro
específicas no log e automaticamente identificar a falha e o problema e
conseguir consertar e iniciar o serviço sem a intervenção humana.
Todas as organizações de tecnologia
têm falhas comuns e repetitivas na sua infraestrutura. Nem todas estas falhas
vão causar indisponibilidades especialmente se a infraestrutura é de alta disponibilidade.
Por causa disto é preciso ser prático e realista e nunca fingir que as
aplicações são perfeitas. A boa gestão não se ilude com o pensamento que a
reinicialização da aplicação que falhou é uma solução boa o suficiente para
resolver o problema. É preciso pensar e entender o que ocorreu. O runbook é muito bom para automatizar a solução de contorno, mas
não deve ser entendido como resposta definitiva. Tipicamente o runbook é muito útil para a organização de TI
e Service
Desk para assegurar a correta execução do plano de contingência, orientar
e coordenar as pessoas nas urgências, pois a automatização faz com que todos conheçam
as suas responsabilidades pessoais, os níveis de escalaçoes e os limites em
cada nível e para facilitar o entendimento dos processos dinâmicos com tantas
variáveis que a documentaçao completa de todas as situações exige um esforço
monumental do time. Em geral a completa automatizaçao é uma atividade que dura
alguns anos nestes casos.
Os runbooks devem conter somente os conteúdos relevantes para ajudar
as pessoas pela evolução da comunicação. Tudo o que foi documentado pode ser
traduzido em códigos. Os códigos sem erros do runbooks permitem um comportamento da infraestrutura mais
previsível e controlado. É uma clara situação de melhoria do Controle,
Transparência e Previsibilidade (CTP) do ambiente.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Gerenciamento de Serviços de TI
O CIO pós-PC precisa priorizar tarefas, tomar
decisões sobre os prazos com base em evidências reais. Ele também precisa cumprir
as promessas, gerenciar os riscos, ser persuasivo, empreender soluções para os problemas
e não ter medo de inovar. Os projetos de IT Service Management (ITSM) exigem que o CIO tenha menos orgulho da complexidade
tecnológica existente e realize mais ações de simplificação. É fundamental para
o sucesso de um projeto de ITSM o entendimento que ele é menos relacionado com
a tecnologia e mais com os processos. É preciso entender um conceito que é
óbvio, mas que é largamente ignorado. Se o gerenciamento de incidentes não
funciona no papel, não é a tecnologia que vai resolver. Antes de baixar um
pacote de melhores práticas como o ITIL é preciso fazer a lição de casa e
envolver os influenciadores e as pessoas impactadas no desenho do projeto. Caso
por qualquer motivo, o processo apresente falhas, o envolvimento e participação
das pessoas, vai fazer com que seja possível identificar a causa raiz e
encontrar uma solução de contorno. A inteligência coletiva vai permitir uma rápida
evolução do processo e início de ciclo de melhoria contínua para cada interação.
Falsos profetas
Como em todos os projetos vão existir forças de
resistência. Muitas pessoas não vão colaborar e várias vão ter medo das
novidades. Aprender a lidar com o medo do novo e dissonância cognitiva é fácil.
A comunicação honesta e transparente gera o alinhamento político pelo
entendimento. Membros da equipe que fingem adesão e tem atitude em relação ao
projeto pautada apenas pelo sucesso ou falhas precisam ser reavaliados.
É preciso ter um time orgulhoso com a mudança
proposta. Um projeto de ITSM pode ser extremamente difícil se membros da equipe
entenderam que é melhor deixar as coisas como estão. É comum encontrar os caçadores
de culpados que assumem que tudo o que foi descrito nos livros de melhores
práticas deve ser seguido rigidamente para os novos processos e os problemas
são sempre causados pelos usuários.
É preciso evitar a contratação para a equipe do
projeto de profissionais sem capacidade de comunicação. Em geral, eles incapazes
de manter o foco na tarefa programada. Também devem ser evitadas as pessoas que
tradicionalmente mantêm uma agenda oculta em relação à iniciativa. Estes
profissionais apenas pareceram que estão do lado do projeto. As incertezas em
relação às motivações destas pessoas geram problemas que em geral são
insolúveis. Também existem as pessoas que insistem que o projeto é apenas um
truque de modismo ou marketing.
O perfil de membros da equipe que oscilam
facilmente de posição conforme o sucesso ou falhas normalmente são a primeira
causa da sabotagem da sustentabilidade de longo prazo da iniciativa de ITSM.
Como todos nós sabemos, estas forças fazem parte da cultura organizacional das
empresas. É este cultura que faz com que pequenas mudanças sejam sempre mal entendidas
pela interpretação errônea.
Muitas vezes apenas os conceitos envolvidos
criam tanta discussão e comentários que a ideia é inviabilizada. O tempo do CIO
não pode ser monopolizado para responder perguntas como: Quando será feito? Porque
ninguém o discutiu o assunto comigo? Quem vai decidir sobre as mudanças nos
perfis profissionais? Estas situações causam danos graves aos trabalhos do
projeto. O equilíbrio cultural de uma organização passa pelas pequenas coisas
conquistadas diariamente pelas mudanças e ideias. As ondas de perturbação
causadas pelas mudanças são dissipadas rapidamente pelo canal de comunicação permanentemente
aberto. A colaboração coletiva das pessoas para os assuntos de ITSM fazem com
que cada problema do processo de mudança seja seriamente entendido e resolvido.
TI oculta
É muito comum encontrar CIOs afirmando que
existem sistemas ocultos rodando no ambiente suportado. Entregar qualidade
comprovada para o desconhecido é muito difícil e é a causa raiz do fracasso de
milhares de projetos de ITSM. Os usuários não querem saber se são sistemas
ocultos que rodavam na infraestrutura sem o conhecimento do suporte ou se são
programas identificados e plenamente conhecidos. Eles querem qualidade de
entrega. Não são admitidas perdas com o projeto.
Isto significa que é preciso perguntar sobre
todos os sistemas em uso no gerenciamento de configurações no início do projeto
para que não existam interrupções nos sistemas porque foi adotada uma melhor
prática. Um bom estratagema para evitar o problema da TI oculta é conversar com
os donos dos serviços de negócio e descobrir quais sistemas estão sendo
utilizados pela empresa em todos os locais. Redes de varejos precisam
considerar as pequenas lojas também.
Uma vez identificados todos os sistemas é
possível usar os padrões da ISO/IEC 20000 para determinar se a qualidade
proposta endereça a necessidade. Se sim, o processo é formalizado. Se não, é
desenvolvido um projeto de transição para o processo. Este é caminho mais
efetivo para construir a confiança no projeto diante das incertezas da TI oculta.
É preciso considerar tudo o que está trabalhando bem, endereçado as metas e
satisfazendo os usuários no projeto de ITSM. Isto inclui a SHADOW IT.
Resistências
É preciso enfrentar as resistências contra o
projeto ativamente. O principal objetivo deste trabalho é vencer o desafio de
comunicar com clareza todos os aspectos do projeto e criar um balanceado nível
de entendimento das motivações e resultados. É fundamental que os colegas percebam
que o diálogo franco e direto é o melhor caminho e que o CIO está escutando com
muito cuidado todas as observações. Todos na organização precisam descobrir
pela coerência dos propósitos que o projeto não é uma ameaça para o seu
emprego. O CIO precisa trabalhar com vigor para assegurar que o projeto endereça
as expectativas e sentimentos de todos os impactados e influenciadores. Para
fazer isto é preciso escutar com atenção todas as conversas. Sempre é bom deixar claro que todos estão no mesmo barco.
Gestão das sugestões
É muito provável que o CIO receba
várias opiniões sobre o gerenciamento dos serviços de TI. O CIO deve ser capaz
de escutar, mas precisa ter em mente que ele será cobrado pelo prazo de entrega
do projeto e que todos vão cobrar o cumprimento do cronograma. Isto inclui os
que fizeram sugestões. Nunca esqueça que a empresa em todas as esferas quer o
projeto entregue. Existem razões diferentes, mas todos querem um final feliz. Isto
significa que o suporte para os donos dos serviços e processos precisa ser
planejado e entregue com todos lendo a mesma página do trabalho. As sugestões
para a adoção do ITSM devem ser bem vindas, no entanto a chave para levar o
projeto para o sucesso depende da habilidade de filtro e negociação para que as
principais expectativas dos influenciadores sejam entregues dentro da proposta
de orçamento, cronograma e qualidade.
Controle, Transparência e Previsibilidade (CTP)
É fundamental que o CIO seja claro
e honesto com o projeto. É melhor ser honesto sobre os reais propósitos da
iniciativa e não agradar a todos do que enfrentar um verdadeiro turbilhão de
pressão das pessoas durante a execução do projeto. Nunca ceda à tentação de
falar sim para tudo. Sempre use dados reais e confiáveis para tomar decisões.
Usar a intuição para decidir vem comprometendo o sucesso de diversas
iniciativas de ITSM. Busque sempre advogar as decisões com coerência, honestidade
e transparência. O escopo e Service Level Agreement (SLA) proposto pelo projeto só pode ser alterado via
gerenciamento de mudanças. O projeto não é uma receita de bolo ou conjunto de
instruções ou corpo de conhecimento. Não faz parte do âmbito da iniciativa
manter um esforço de flexibilidade pleno para o escopo. As alterações do escopo
e gols devem ser feitas dentro do possível desde que não exista comprometimento
da qualidade do projeto.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
ERROS COMUNS NO DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE
Fuga da realidade
O gerente e time do projeto precisam ser
capazes saber dizer sim e não para as solicitações de mudança do escopo. Em
vários casos é preciso negar à mudança do escopo e colocar ela na fila da
próxima versão ou atualização. É preciso entender que mudanças contantes no
escopo mantam um projeto. A soma de diversas solicitações gera o problema do estouro.
O conjunto de inocentes pequenas mudanças sem novos recursos e aprovações
ampliam sobremaneira os requisitos do projeto e impactam o prazo, custo e
qualidade. Mudanças contantes levam o prazo de entrega para muito longe do
requisito inicial e aumentem fortemente os custos. Muitas vezes a qualidade do
software é negligênciada pela falta de tempo para os testes.
Universo das mudanças
O primo problemático das mudanças contantes do
escopo é a sua amplitude. Existem muitos projetos que são grandes demais e tem
escopo com amplitude de cobertura demasiada. Em geral é melhor nestes casos
escolher projetos de menor porte que avançam em passos menores até que o
portfólio dos projetos entregue o escopo amplo desejado. É importante que o
escopo trabalhado seja bem definido e fácilmente gerenciavel. Desta força é
possível definir com clareza as tarefas necessárias para as entregas e
estabelecer pontos para a passagem de bastão para o próximo projeto entregar o incremento
do escopo total desejado. Em diversos casos os projetos massivos de dados como
o big data fracassam pela complexidade ou pela dificuldade do usuário final de
absorver tamanho volume de conhecimento. Em vários casos, as pessoas que cuidam
do dia a dia da iniciativa não tem condições de aprender simultaneamente o
software e as mudanças do negócio.
Comunicação pobre
Existem boas razões para não convidar todos os
membros para todas as reuniões do projeto. No entanto, não existe justificativa
para não comunicar com clareza as decisões tomadas. A maioria dos projetos de
software fracassado passa por decisões discutidas e tomadas sem o conhecimento
de todos os membros do projeto. O desconhecimento das decisões tem com como
resultado um produto que não endereça os requisitos. Não tem sentido algum em
manter requisitos secretos.
Foco na forma
Muitos projetos fracassam dramaticamente porque
a funcionalidade real da aplicação é tratada com menos ênfase que o formato do
painel de instrumentos. É muito fácil errar no endereçamento dos requisitos
quando o formato do painel de instrumentos é desenvolvido antes da finalização
de todas as funcionalidades requeridas pelo projeto. É evidente que se o alvo
do projeto for desenvolver o formato de um painel de instrumentos, este
objetivo deve ser entendido como a funcionalidade requerida.
Capital intelectual jogado no lixo
As falhas da gestão em escutar o capital
intelectual colaborativo já levaram milhares de projetos de software para o
fracasso. Muitos gerentes preferem fuzilar os mensageiros que querem ajudar na
solução dos problemas enfrentados pelos desenvolvedores do que resolver o
cenário descrito no conteúdo da mensagem. São pessoas que entendem que
desconhecer o problema é o melhor caminho. Todos os gestores que pensam sabem
que quanto mais cedo um problema for enfrentado, a sua solução será mais fácil
e barata. A escolha de caminho não funcional para o gerenciamento limita o
projeto do desenvolvimento do software. A demora excessiva para corrigir os
erros encarece fortemente o custo total.
Alocação falha de recursos
Muitas vezes nos projetos fracassados, as
pessoas contratadas para uma determinada atividade são desviadas para trabalhar
em iniciativas completamente desvinculadas da proposta. Não é preciso ser um
gênio em gestão de projetos que este desvio desnecessário gera atraso e aumento
do custo.
Promessas exageradas
Prazos irrealistas e promessas otimistas ao
excesso dos vendedores são duas das principais causas dos fracassos nos
projetos de software. Muitos profissionais falam “sim” para todos os pedidos
dos usuários sem pensar nas conseqüências de médio e longo prazo. Este é o
caminho mais rápido para a insatisfação, frustração e decepção. Projetos
conduzidos irresponsavelmente rapidamente naufragam. Em geral. Nestes casos, o time
de desenvolvedores passa a gastar todo o seu precioso tempo justificando os prazos
pouco realistas.
Tecnologia errada
Muitos desenvolvedores ávidos por novidades
escolhem tecnologias inadequadas para os projetos de software. Bons programadores
conseguem equilibrar as ações e resultados com as novidades. A nova tecnologia
oferece vantagem relevante para o projeto? Esta sendo adotada uma tecnologia
que já apresentou problemas em outros países? Não é fácil escolher o estado da
arte correto da tecnologia de um projeto de software. Este é o principal motivo
pelo qual é preciso selecionar um time experiente formado nas boas escolas de
engenharia para levar o projeto para o sucesso. Muitos desenvolvedores
inexperientes ou despreparados escolhem para os seus projetos de software
tecnologias em estado beta lançada no mês passado para não ter custo de
licenças. Em todos os casos este estratagema é o caminho mais rápido para o
fracasso.
Fazer ou comprar
Muitos desenvolvedores preferem projetar e
desenvolver as suas próprias ferramentas de gestão e bibliotecas de rotinas
padrões. Uma das principais desvantagens de reinventar a roda em relação aos frameworks
e biblioteca padrões é a perda da inteligencia coletiva do mercado. Ferramentas
de gestão e bibliotecas de rotinas padrões de mercado são otimizadas no
desempenho e qualidade. É possível economizar muito tempo e dinheiro em
desenvolvimento e testes com a utilização de soluções prontas de mercado. O
desenvolvedor que não reinventa a roda e foca o seu tempo na essência do
software gera um resultado melhor e mais barato. Os engenheiros experientes
formados nas boas escolas de engenharia são excelentes desenvolvedores porque eles
têm a mente de empreendedores na execução das tarefas dos projetos. Eles não
perdem tempo. Eles usam sempre que possível rotinas otimizadas de alta
qualidade.
Protótipo errado
É algo óbvio, mas infelizmente é um erro comum.
O time de desenvolvimento que esta trabalhando no protótipo de uma aplicação
precisa escrever funcionalidades iguais ao sistema do projeto real. A línguagem
e tecnologia do protótipo podem ser diferentes do sistema que está sendo
projetado, no entanto, as funcionalidades precisam ser iguais para que o
trabalho não seja jogado fora. O protótipo é sempre uma imagem virtual do
produto real que está sendo desenvolvido. Não tem sentido algum usar uma
estrutura de banco de dados diferente no protótipo. Isto é apenas tempo e
dinheiro jogado no lixo. Para fácilitar o protótipo é válido usar um banco de
dados diferente do produto desde que seja possível fazer a sua migração de
forma fácil e transparente. É um estratagema que reduz ao mínimo o trabalho no
protótipo é permite maior velocidade na sua entrega para os usuários. As pessoas
vão poder com isto realimentar o projeto com as suas impressões e com isto fazer
ajustes e correções no escopo, nas funcionalidades e nas facilidades dentro do
cronograma e orçamento previsto.
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terça-feira, 29 de outubro de 2013
O datacenter é nosso. Com brasileiro não há quem possa.
Na última semana de Outubro de 2013 a
Câmara dos deputados deve iniciar a votação do marco civil da internet. Depois
do Snowden foi incluído no projeto um dispositivo para que os dados dos
brasileiros sejam armazenados no Brasil. Foi revelado que o deputado federal Molon
afirmou no dia 18 de setembro de 2013 que o governo do PT pretende obrigar o
armazenamento dos dados dos brasileiros no Brasil pelas grandes empresas multinacionais
de internet porque essa é a única língua que os Estados Unidos entendem (Relator
do Marco Civil da Internet defende pressão financeira contra espionagem, http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2013/09/1343807-entrevista-com-alessandro-molon.shtml,
acessado em 29/10/2013).
Grandes empresas de redes sociais como
Google, Facebook, LinkedIn e etc. serão afetadas com a medida, pois poderão ser
obrigadas a construírem no Brasil datacenters. Em função da pressão contra as
inconsistências da justificação, foi criada uma nova interpretação para justificar
a medida polemica. A argumentação da necessidade de segurança jurídica
para o armazenamento dos dados dos brasileiros no Brasil (foi revelado que os partidários
da exigência da instalação de centros de dados dentro do país entendem que é a
forma de fazer com que as grandes empresas internacionais de internet cumpram a
legislação nacional. Fonte: Com marco civil, governo vai insistir em
armazenamento local de dados da internet, http://tecnologia.uol.com.br/noticias/reuters/2013/10/28/governo-vai-insistir-em-armazenar-dados-da-internet-localmente.htm,
acessado em 29/10/2013) cai por terra quando olhamos as argumentações
utilizadas pelo grupo de artistas “Procure Saber” para querer a censura nas
biografias no Brasil.
Os artistas do grupo “Procure Saber” justificam
a sua solicitação de manutenção da censura das biografias não autorizadas pela
demora da justiça brasileira em julgar e condenar as inverdades que
eventualmente fossem publicadas. Qual o sentido de postular mais uma atribuição
para uma justiça brasileira que é extraordinariamente lenta? Lembro que a clara inconstitucionalidade do
plano Collor do começo dos anos 1990 não foi julgada pelo Supremo em 2013.
A base governista ainda não entendeu
que a ausência destes datacenters no Brasil está relacionada com a fraca
competitividade e produtividade nacional. Foi revelado que na opinião da
Brasscom, o mercado de datacenters no Brasil vai crescer naturalmente pela
evolução da competitividade (Armazenamento local de dados: a nova batalha no
Marco Civil, http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2013/10/25/armazenamento-local-de-dados-a-nova-batalha-no-marco-civil/,
acessado em 29/10/2013).
O Brasil perdeu para o Chile o
primeiro datacenter da empresa Google na América Latina por estes dois
motivos. Claramente o ambiente de negócios nacional é uma barreira para a
indústria do conhecimento. Foi revelado que o Calegari afirmou que o mercado
chileno de tecnologia de informações é bem mais maduro que o brasileiro (Google
escolhe Chile para seu primeiro data center na América Latina, http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2012/09/06/google-escolhe-chile-para-seu-primeiro-data-center-na-america-latina/,
acessado em 29/10/2013).
É muito fácil observar este fenômeno
na comparação entre a indústria de manufatura automotiva e a do conhecimento.
Tanto para datacenter como para automóveis a indústria enfrenta problemas de
impostos elevados e outras barreiras tributárias do Brasil em relação ao Chile.
No entanto, estas limitações não impediram que os gigantes do setor
automobilístico como a Mercedes escolhessem o Brasil para as suas
fábricas. Estas empresas fizeram tal escolha porque elas podem
automatizar todos os processos e usar a mão de obra nacional apenas para as
atividades operacionais.
No caso do datacenter a mão de obra
precisa gerenciar a estrutura com conhecimento e inteligência para que os
serviços oferecidos sejam de alta qualidade dentro do padrão mundial de
empresas como a Google. A grande vantagem do Chile é que ele conta com engenharia
forte e qualificados profissionais de TIC. O Brasil com engenharia moribunda e foco
em certificados elementares não é competitivo em termos de qualificação. Este é
o real motivo pelo qual as grandes empresas de redes sociais são resistentes em
instalar um datacenter no território nacional. Elas sabem com clareza das
limitações da qualificação da mão de obra nacional.
A Câmara deveria olhar holisticamente
o fenômeno e fazer as mudanças necessárias na indústria brasileira de
educação. As empresas como Facebook, Google LinkedIn e etc. vão em função
da fraca competitividade e produtividade do setor de TI nacional escolher
fechar a sua representação no Brasil e operar no seu modo inicial aqui no
Brasil. Foi revelado que o Garotinho disse que o Magrani afirmou que a
exigência de armazenamento dos dados no país inviabiliza a operação atual do
Facebook no Brasil (Facebook teme mudanças na lei, diz deputado Anthony
Garotinho, http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/10/1361363-facebook-teme-mudancas-na-lei-diz-deputado-anthony-garotinho.shtml,
acessado em 29/10/2013).
Para as grandes empresas de internet a
mudança para o modo sem escritório de representação não é tão grande assim. É bastante
claro que o grande perdedor desta disputa será o brasileiro. A Brasscom e a
camara-e.net entendem que a obrigatoriedade no armazenamento dos dados dos
brasileiros no Brasil impactará negativamente a competitividade do país durante
algumas décadas (Armazenamento local de dados: a nova batalha no Marco Civil, http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2013/10/25/armazenamento-local-de-dados-a-nova-batalha-no-marco-civil/,
acessado em 29/10/2013).
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