Salve a indústria brasileira. Salve a indústria do Rio Grande do Sul. Direcionaremos (dentro do possível) as nossas compras para indústria do Rio Grande do Sul. Que ela e os gaúchos se recuperem rapidamente dos desafios climáticos.
Nos
próximos dias, diversos encontros discutirão com especialistas em inteligência
artificial, as oportunidades e desafios criados por esta tecnologia.
O Brasil
é um país estranho, pois são raros os especialistas que conhecem em detalhes os
algoritmos e os processos de treinamentos dos sistemas inteligentes disponíveis
no mercado nacional.
Chamar de
especialista quem desconhece em detalhes os algoritmos dos dispositivos
inteligentes é algo que causa espécie, mas tal fenômeno já ocorreu com a
introdução do microcomputador nas corporações e aparentemente ocorrerá na
transformação dos processos habilitada pelos sistemas inteligentes na indústria
nacional.
É
evidente que não é preciso conhecer o funcionamento dos componentes de um carro
para poder dirigir, no entanto, o melhor motorista do mundo só pode ser
considerado como um especialista se estamos falando sobre como usar um carro
nos passeios, viagens, deslocamentos etc.
Não vale
a pena divagar sobre o uso do termo especialista no momento da introdução da
inteligência artificial na indústria, pois já existem casos em que o
conhecimento superficial é tratado como conhecimento especialista.
O artigo
“ChatGPT inventa casos que não existem após advogado usar IA em processo contra
companhia aérea” (https://www.terra.com.br/byte/chatgpt-inventa-casos-que-nao-existem-apos-advogado-usar-ia-em-processo-contra-companhia-aerea,60a894454731aad1e66e332014335cd3aqy0u1kr.html, acessado em
24/05/2024) revelou a criação de fatos falsos pela inteligência artificial.
É fácil
perceber que saber usar um sistema inteligente, não fez da pessoa um
especialista na tecnologia. A falta de conhecimento do advogado sobre o
algoritmo e o processo de treinamento da inteligência artificial gerou o uso de
fatos falsos no processo e perdas financeiras e de reputação.
A
indústria brasileira que já enfrenta o enorme desafio de maquinário obsolescente
(Foi revelado máquinas obsolescentes e superação do tempo de uso, “Produtividade
da indústria não acompanha aumento dos salários, aponta Fiesp”, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/05/produtividade-da-industria-nao-acompanha-aumento-dos-salarios-aponta-fiesp.shtml) não pode cair no
canto da sereia propagandeado por alguns.
É preciso
ter um mínimo de conhecimento dos algoritmos e processo de treinamento para
detectar quando o sistema inteligente entrou no modo alucinação e gerou
resposta com fatos falsos.
Mais
ainda, os especialistas precisam entender como foi o processo de treinamento do
sistema inteligente, pois a maioria das bases de conhecimento usadas no
processo de treinamento das inteligências artificiais são dados e informações
da indústria dos Estados Unidos.
A
realidade da indústria brasileira e dos Estados Unidos é muito diferente e um
sistema inteligente treinado com bases de conhecimento norte americano, pode
gerar resultados que são impossíveis de serem alcançados pela realidade
brasileira.
Por
exemplo, a indústria brasileira trabalha com máquinas obsoletas de 15 anos e
quase 40% já ultrapassaram o tempo de uso recomendado pelo fabricante.
O nível
de obsolescência da indústria dos Estados Unidos é muito diferente do nível
encontrado na indústria brasileiro, ou em outras palavras, um sistema
inteligente treinando dentro dos paramentos da indústria norte americana
provavelmente gerará respostas incompatíveis com a realidade nacional.
Para que
a indústria brasileira explore as oportunidades e mitigue as ameaças geradas
pela inteligência artificial, é preciso que ela trabalhe com especialistas que
entendam sobre tanto os algoritmos, quanto o processo de treinamento do sistema
inteligente.
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