Recentemente eu presenciei algo que acreditava que estava extinto na organização de tecnologia e comunicações. A funcionária do caixa de uma cafeteria famosa estava reclamando na semana passada que o sistema do caixa mudou e ela não recebeu o treinamento para usar o novo sistema.
Este tipo
de erro era comum no começo da segunda década do século XXI e existiu a
proposta de “varrer do mapa” este erro com a adoção de uma das melhores práticas
de TI disponíveis no mercado.
Tanto o
gerenciamento das mudanças, quanto o das publicações exigem a participação dos
usuários no processo de publicação de uma mudança.
Neste
momento, eu quero destacar o desafio da produtividade corporativa. A mudança do
sistema sem a participação dos usuários gerou um caos em diversas lojas da
cafeteria (ou em todas. Eu presenciei em duas).
A perda
de produtividade dos funcionários foi gigantesca e foi causada pelo uso de um processo
de mudança e publicação fracassado.
O investimento
realizado no novo sistema de caixa foi jogado no lixo porque a alta
administração não foi capaz de exigir da organização de tecnologia a adoção de
processos robustos e consistentes.
Considerando
que o ocorrido foi em uma das maiores e melhores redes de cafeteria no Brasil,
fica claro que as lições dos projetos anteriores fracassados não foram
entendidas pela alta administração de algumas corporações.
O artigo “Brasil,
o país que abre mão do desenvolvimento” (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2026/05/brasil-o-pais-que-abre-mao-do-desenvolvimento.shtml,
acessado em 25/05/2026) revela um outro exemplo de lição não aprendida no
território nacional.
No artigo
citado acima, foi revelado que o russo Boris Davidovitch explorou a extração de
monazita no Brasil de forma predatória e com isto virou multibilionário.
O artigo
também revelou que o Brasil voltou a exportar monazita bruta em 2026 e novamente
não investe em qualificação para dominar o processo de produção de óxido de
térbio.
O valor
de mercado da monazita bruta é de dez dólares por quilo e o valor de mercado do
óxido de térbio é de mil dólares o quilo, ou seja, estamos repetindo o padrão
das capsulas de café em que a Suíça ganha bilhões com o café produzido no
Brasil.