As soluções de TIC deixaram de ser ferramentas de apoio administrativo para se tornarem infraestruturas estratégicas do estado moderno.
No setor
público, o valor agregado de TIC aparece quando a tecnologia melhora a
capacidade de formular políticas, de entregar serviços, de integrar dados, de
ampliar a transparência, de reduzir os custos, de fortalecer a participação
social e de aumentar o grau de confiança da população nas instituições.
O
contexto brasileiro de governo digital, precisa endereçar simultaneamente as
necessidades de serviços centrados no cidadão, de integração federativa, de
segurança da informação, de governança dos dados e de inclusão digital.
As
tecnologias só produzem valor público quando elas são combinadas com a
estratégia, com a gestão, com as capacidades institucionais e com os resultados
sociais.
No setor
privado, a adoção de TIC costuma ser associada aos ganhos de produtividade, aos
novos modelos de negócio, a redução de custos e a ampliação de mercados.
No setor
público, esses benefícios também são relevantes, mas não bastam para explicar o
valor agregado da tecnologia. A administração pública existe para produzir
valor público (direitos garantidos, serviços acessíveis, políticas eficazes,
uso responsável dos recursos, transparência, equidade e confiança
institucional).
Assim, as
soluções de TIC agregam valor no setor público quando elas melhoram a
experiência do cidadão, simplificam as obrigações, reduzem os deslocamentos,
eliminam as redundâncias, integram os órgãos, aceleram as decisões, apoiam a
fiscalização, ampliam a rastreabilidade dos processos e permitem que o estado
responda de forma rápida e precisa às necessidades da sociedade.
A
transformação digital do setor público não é a digitalização de formulários.
Ela é uma mudança no desenho dos serviços e na forma de funcionamento das
organizações públicas.