quarta-feira, 25 de março de 2026

A colaboração interna e externa é um fator de grande importância para a agilidade empresarial

Quando os profissionais da central de serviços trabalham em regime de colaboração com os vendedores, o resultado é aumento da efetividade das vendas.

A colaboração interna entre as unidades de negócios e a organização de TIC evita a implantação de sistemas incompatíveis e reduz ou elimina os atrasos.

O compartilhamento limitado de informações, recursos e conhecimento entre as unidades de negócios gera falhas no ciclo de planejamento, desenvolvimento e entrega dos produtos e serviços e atrasos nas soluções de TIC.

 

A colaboração permite o correto desenvolvimento da infraestrutura de TIC e habilita o aumento da velocidade da organização para comercializar os seus produtos e serviços.

 

Com a colaboração, a taxa de crescimento da lucratividade é mais alta, pois aumentam as vendas de novos produtos e serviços.

 

A colaboração interna entre as equipes multifuncionais aumenta a velocidade de melhoria da agilidade empresarial.

Os vendedores que trabalham de forma colaborativa com as pessoas de operações e de tecnologia de informações e comunicações são mais eficazes.

Nestes casos, vendas incríveis acontecem.

Diversas empresas que fizeram um esforço extensivo de colaboração melhoraram a sua agilidade empresarial.

A colaboração interna entre os diferentes gestores aumenta a troca de informações sobre as mudanças no ambiente de negócio e estimula a geração de ideias para: (i) melhorar a eficiência da organização, (ii) explorar as oportunidades, (iii) aumentar a participação da empresa no mercado.

terça-feira, 17 de março de 2026

Na era da incerteza, a máxima eficiência operacional impede a criação da reserva de recursos que é utilizada para flexibilizar a operação

A agilidade de uma organização é a capacidade de ela mudar rapidamente a estratégia e as táticas empresariais, ou seja, é a capacidade da empresa de antecipar, adaptar e reagir aos eventos do ambiente de negócio.

 

Na era da incerteza, um corte nos custos da empresa pode inibir a capacidade de resposta rápida da organização para as mudanças no ambiente de negócio.

 

A agilidade exige uma visão clara da irrelevância de manter o foco corporativo apenas no custo e na eficiência.

 

Na era da incerteza, a máxima eficiência operacional (em geral exige o corte da força de trabalho e de outros custos), impede a criação da reserva de recursos que é utilizada tanto para flexibilizar a operação, quanto para responder as mudanças imprevistas, quanto para explorar as oportunidades de crescimento do negócio.

 

Em outras palavras, na era da incerteza, as empresas devem conquistar e manter um nível de eficiência bom o suficiente para gerar lucro.

 

Quando a empresa adota a estratégia de liderança em custo do mercado, ela não consegue em geral, usar a eficiência conquistada para gerar lucros, pois em diversos casos, os seus fornecedores, parceiros, clientes e concorrentes estão em nível mais baixo de eficiência operacional.

 

Na era da incerteza, a capacidade de resposta rápida e efetiva para as mudanças dos clientes é a fonte geradora de lucros.

 

Existem mais formas de usar a responsividade para atrair os clientes do que existem maneiras de usar a eficiência e preço baixo para atrair os clientes.

 

Agilidade e flexibilidade não são palavras sinônimas, pois a agilidade é a capacidade de adaptação da empresa para as mudanças ocorridas no ambiente e a flexibilidade é a capacidade da empresa para responder aos requisitos dos clientes, ou seja, ela ocorre dentro de parâmetros previamente estabelecidos.

 

A flexibilidade é projetada em processos e sistemas da organização para lidar com as mudanças previsíveis através de respostas predeterminadas.

 

Para a empresa maximizar o valor agregado e mitigar as ameaças competitivas de forma eficaz, o plano estratégico da organização deve tratar a agilidade empresarial considerando todos os aspectos do negócio.

 

Trabalhar as unidades da corporação como se fossem ilhas dentro da empresa dificulta a agilidade empresarial.

 

Um plano estratégico que trata a agilidade empresarial considerando todos os aspectos do negócio, pode criar vantagens competitivas.

 

As vantagens competitivas só acontecem quando as capacidades para a agilidade empresarial estão presentes em todos os departamentos da empresa.

 

Basicamente a agilidade é o resultado da soma da capacidade de resposta com a gestão do conhecimento, ou da soma da flexibilidade com a velocidade.

 

A inovação é a superfície que permeia todas as partes de uma organização que adotou a filosofia de agilidade nos negócios.

 

A empresas precisam inovar tanto para encontrar novos negócios, quanto para assegurar que o seu portfólio de produtos e serviços enderece as mudanças das preferências dos consumidores, quanto para atender a demanda dos mercados emergentes, quanto para acompanhar as tendências globais.

 

A gestão da inovação está intimamente conectada com o processo de planejamento para o futuro realizado pelas empresas.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Serviços de valor agregado de TI

A segunda década do século XXI, foi marcada pelo surgimento de diversos novos modelos de negócio. Foi criado um forte ciclo de evolução dos empreendimentos digitais.

 

O resultado da digitalização dos negócios, foi o forte crescimento do nível de interdependência, complexidade e amplitude dos processos de negócio nas empresas.

 

Na era da comunicação instantânea, as empresas economicamente viáveis são aquelas em que os serviços de valor agregado de TI automatizam a operação.

 

O diferencial competitivo das empresas passou para o lado das tecnologias sociais, ou seja, como a tecnologia digital é utilizada pela empresa.

 

Os serviços de valor agregado de TIC passaram a fazer parte da rotina diária dos executivos de negócio, pois eles habilitavam as transformações dos processos para vender e conquistar novos mercados e clientes.

 

A inteligência artificial pode resolver diversos problemas de comunicação empresarial, desde que ela tenha sido bem treinada e que ela seja aperfeiçoada em um processo de melhoria contínua.

 

Casos de otimização digital

 

O negócio remoto descentralizou o estoque localizado em um armazém central para estoques menores localizados em armazéns regionais. O sistema inteligente de gerenciamento do estoque otimizou a operação.

 

Exemplo:

 

DIAS DE ESTOQUE

 

O gerenciamento dos dias de estoque permite a operação sustentável da empresa no menor nível possível do estoque. O deslocamento do custo do investimento no estoque para outros ativos geradores de lucro maximiza o resultado operacional, pois gera lucro adicional.

O aumento da acuracidade das previsões das vendas e planejamento da produção habilitado pelo serviço de valor agregado resulta em redução do nível do estoque.

 

O serviço de excelência do ponto de vendas permite que o planejamento da produção seja oportuno, consistente e preciso. O processo é disparado pela demanda.

 

Em geral o nível elevado de dias de estoque é causado pela falta de informação, ou seja, as informações melhores e mais rápidas sobre a demanda do serviço de excelência do ponto de vendas eliminam as redundâncias do processo.

 

A inteligência do sistema elimina de forma sistemática e permanente os erros, desperdícios, perdas e roubos. A melhor interpretação das necessidades do consumidor aperfeiçoa o planejamento da produção, estoque e logística.

 

O conhecimento da demanda reduz o prazo de entrada da matéria-prima e saída dos produtos para os clientes. A redução do nível de estoque é um benefício recorrente, pois a produção no modelo “BUILD TO ORDER” reduz o impacto dos produtos em produção e da matéria-prima no custo total.

terça-feira, 3 de março de 2026

Colaboração Coletiva

Um dos melhores exemplos de colaboração coletiva é o quarto gol do Brasil na final contra a Itália da copa do mundo de 1970. Neste gol o Tostão que estava de costas para o gol defendido pela Itália sinalizou para o Pelé que o Carlos Alberto estava vindo detrás dele e o Pelé deu o passe para o capitão do Brasil sem olhar e o Carlos Alberto fez o gol (https://www.youtube.com/shorts/HCCOt-3kVxg, acessado em 03/03/2026).

 

Este nível de colaboração só ocorreu porque todas as partes envolvidas confiavam umas nas outras. A palavra-chave aqui é confiança.

 

Nas últimas décadas, foram colocados em prática pelas corporações diversos projetos de colaboração e a maioria deles fracassaram. Em alguns casos foram usados softwares específicos de colaboração como por exemplo a intranet.

 

O resultado alcançado foi pífio porque nenhum destes projetos tratou com a ênfase correta a questão da confiança entre as partes. Problemas de elevada rotatividade dos funcionários, problemas de etarismo nas organizações e problemas de “roubar” ideias alheias foram as causas mais comuns dos fracassos da colaboração coletiva.

 

Muitas destas iniciativas eram baseadas em um software de colaboração (alguns muito bons) e não existiam regras claras e explicitas de competição entre os funcionários ou times.

 

O comportamento individual de ganhar as disputas no curto prazo prevaleceu nas corporações no Brasil e gerou o problema de falta de confiança entre as partes envolvidas.

 

O foco foi a tecnologia física (o software de colaboração) e não a tecnologia social (aumentar o nível de confiança entre as partes). A confiança vem com o relacionamento de longo prazo, com a consistência das ações e com a estabilidade dos times.

 

Alguns tentaram o uso de metas coletivas para fomentar a colaboração coletiva e fracassaram. O problema das metas coletivas em ambiente de baixo nível de confiança é que elas ficam apenas nas intenções e na primeira oportunidade de curto prazo elas são abandonadas, pois inexistem compromissos entre as partes.

 

A elevada rotatividade dos funcionários e o etarismo nas corporações são barreiras gigantescas contra os relacionamentos de longo prazo e a criação de ambiente focado na confiança.

 

Se o Tostão não tivesse sinalizado para o Pelé sobre a corrida do Carlos Alberto, possivelmente não aconteceria o gol. Se o Carlos Alberto não confiasse na sinalização do Tostão e passe do Pelé o gol não aconteceria.

 

Na era do conhecimento a confiança é um fator crítico de sucesso para os projetos colaborativos. Será que alguém participará do processo de colaboração diante da incerteza do emprego no futuro? (Empresa demite 4.000 por causa da IA e ações disparam 20%, https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2026/03/empresa-demite-4000-por-causa-da-ia-e-acoes-disparam-20.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo).

 

 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Resultados prometidos

Um dos grandes desafios da organização de TI no Brasil é a demonstração dos resultados entregues. Em geral as promessas são grandiosas e as corporações de todos os tamanhos enxergam resultados minúsculos.

 

O problema dos resultados entregues não é uma exclusividade da organização de TI no Brasil. Infelizmente é um problema bem mais amplo que abrange diversos setores da sociedade.

 

Em 2019, a reforma da previdência foi prometida como uma solução de crescimento do PIB e de contenção do déficit orçamentário. No entanto em 2025, as despesas ultrapassaram a casa de 8% do PIB e o governo federal aportou mais de R$ 320 bilhões, ou seja, crescimento de R$ 17 bilhões em relação ao ano de 2024.

 

As previsões de envelhecimento da população e expectativa de vida dos brasileiros estavam subestimadas na reforma de 2019 e a nova previsão é de que o número de aposentados dobre nos próximos 30 anos e a quantidade de pessoas que pagam a contribuição previdenciária permaneça a mesma, ou seja, uma nova reforma previdenciária será necessária apenas seis anos após a reforma de 2019.

 

Um outro caso emblemático é a reforma trabalhista de 2017. Um dos resultados prometidos era a redução da judicialização trabalhista. Em 2018 realmente ocorreu uma redução de 36,06% na quantidade de ações trabalhista em relação ao mesmo período do ano de 2017.

 

No entanto desde o ano de 2021, o crescimento de novos processos tramitando na Justiça do Trabalho é de 50%, ou seja, a promessa de 2017 não foi entregue.

 

Citei estes dois casos, mas poderia citar outros milhares, pois é extremamente comum no Brasil termos promessas de resultados que não são entregues.

 

A causa raiz dos erros é sempre o mesmo, estimativas pobres e irrealistas das promessas. Infelizmente a organização de TI embarcou neste barco há muito tempo e não consegue apresentar promessas de resultados realistas. Por isto, é comum encontrar situações onde a gestão de tecnologia tem que trabalhar com recursos insuficientes para a execução das suas atividades e iniciativas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Gerenciamento de problemas

O artigo “Gestão de Problemas: a diferença entre o burocrático e o dia a dia pragmático” (https://www.4hd.com.br/blog/2026/02/04/gestao-de-problemas-a-diferenca-entre-o-burocratico-e-o-dia-a-dia-pragmatico/, acessado em 11/02/2026) escrito pelo principal evangelizador do service desk no Brasil é bastante interessante e deve ser levado à categoria de leitura obrigatória para o ecossistema de tecnologia.

 

No entanto, é importante destacar que o foco do conteúdo é sobre algo que deveria funcionar e parou de funcionar. Nem sempre a dinâmica do dia a dia corporativo é sobre algo que deveria e parou de funcionar.

 

Vou usar um exemplo de caso real que aconteceu comigo para ilustrar que o gerenciamento de problemas deve ter uma amplitude muito maior do que muitos pensam.

 

Recentemente, a minha operadora de energia elétrica solicitou a atualização dos meus dados cadastrais porque eles eram muito antigos (não sou caso único).

 

Existiam diversos campos obrigatórios e um deles era o telefone fixo (que saiu do foco das operadoras de telefonia) com dois dígitos para o DDD e oito dígitos para o número do telefone.

 

Como não tenho mais telefone fixo graças a operadora de telefonia e não sou caso único (maiores detalhes na postagem “Não pode ser verdade”, https://itgovrm.blogspot.com/2025/08/nao-pode-ser-verdade.html), então eu preenchi o campo telefone fixo com 22 1234-5678, pois era impossível finalizar a atualização do cadastro com este campo em branco.

 

Eu escolhi resolver o problema com uma informação fictícia, no entanto, milhares ou milhões de clientes optaram por entrar em contato com a operadora e abrir um chamado que depois virou um incidente e posteriormente um problema por causa da grande quantidade de incidentes sobre a mesma situação.

 

Uma das regras básicas do gerenciamento de problemas (não é explicitada em diversos frameworks) é o bom senso, ou seja, se o custo de resolução de um problema é maior do que o custo do impacto do problema em uma organização então o processo de identificação e solução é abortado e a corporação deve conviver com o problema.

 

O caso contrário determina que o problema deve ser identificado e corrigido. O bom senso serve para empresas de todos os tamanhos e portes (mei, micro, pequeno, médio, grande e gigantesco porte).

 

Não é de bom senso automatizar o processo de gerenciamento de problemas e executar procedimentos que não agregam valor para o sistema produtivo.

 

No livro “Governança dos Novos Serviços de TI na Copa” publicado em 2012 foi explicitado na página 193 o que são os Serviços de valor agregado de TI. Fiquei muito contente ao perceber o surgimento do conceito do “Digital Product and Service Management” apenas 14 anos depois da explicitação dos serviços de valor agregado de TI.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Imprevisibilidade e mercado de trabalho em TI

“Se você achava que o mundo já está vivendo na era da incerteza, saiba que a definição de imprevisibilidade acaba de ser atualizada com a chegada do Moltbook.”. Fonte: A rede social em que humanos não entram, https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2026/02/a-rede-social-em-que-humanos-nao-entram.shtml, acessado em 02/02/2026.

 

O Ronaldo Lemos revelou no artigo “A rede social em que humanos não entram” que o nível de imprevisibilidade na sociedade e economia está aumentando.

 

As recentes atualizações dos frameworks de TI e de negócios não são capazes de atuar com efetividade nas empresas porque o grau de previsibilidade dos negócios está caindo dramaticamente.

 

É evidente que organizações mais conservadoras como poder judiciário, forças armadas etc. tem elevado nível de previsibilidade por conta da estrutura hierárquica e por isto podem se beneficiar dos frameworks de TI.

 

O artigo “Uso da IA nas empresas vai reduzir número de vagas para iniciantes, diz pesquisa” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/uso-da-ia-nas-empresas-vai-reduzir-numero-de-vagas-para-iniciantes-diz-pesquisa.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo) revelou que aproximadamente 60% dos CEOs brasileiros entrevistados pela consultoria PwC afirmaram que vão precisar de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos devido ao uso da inteligência artificial na organização.

 

É mais uma pedra colocada na muralha da crise do emprego para os recém-formados nas áreas de tecnologia, engenharia, direito etc. Para evitar um grave problema futuro é preciso agir agora. As universidades precisam atualizar urgentemente os currículos para que os recém-formados entrem no mercado oferecendo conteúdo relevante para as corporações.