segunda-feira, 25 de maio de 2026

Lições aprendidas

Recentemente eu presenciei algo que acreditava que estava extinto na organização de tecnologia e comunicações. A funcionária do caixa de uma cafeteria famosa estava reclamando na semana passada que o sistema do caixa mudou e ela não recebeu o treinamento para usar o novo sistema.

 

Este tipo de erro era comum no começo da segunda década do século XXI e existiu a proposta de “varrer do mapa” este erro com a adoção de uma das melhores práticas de TI disponíveis no mercado.

 

Tanto o gerenciamento das mudanças, quanto o das publicações exigem a participação dos usuários no processo de publicação de uma mudança.

 

Neste momento, eu quero destacar o desafio da produtividade corporativa. A mudança do sistema sem a participação dos usuários gerou um caos em diversas lojas da cafeteria (ou em todas. Eu presenciei em duas).

 

A perda de produtividade dos funcionários foi gigantesca e foi causada pelo uso de um processo de mudança e publicação fracassado.

 

O investimento realizado no novo sistema de caixa foi jogado no lixo porque a alta administração não foi capaz de exigir da organização de tecnologia a adoção de processos robustos e consistentes.

 

Considerando que o ocorrido foi em uma das maiores e melhores redes de cafeteria no Brasil, fica claro que as lições dos projetos anteriores fracassados não foram entendidas pela alta administração de algumas corporações.

 

O artigo “Brasil, o país que abre mão do desenvolvimento” (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2026/05/brasil-o-pais-que-abre-mao-do-desenvolvimento.shtml, acessado em 25/05/2026) revela um outro exemplo de lição não aprendida no território nacional.

 

No artigo citado acima, foi revelado que o russo Boris Davidovitch explorou a extração de monazita no Brasil de forma predatória e com isto virou multibilionário.

O artigo também revelou que o Brasil voltou a exportar monazita bruta em 2026 e novamente não investe em qualificação para dominar o processo de produção de óxido de térbio.

 

O valor de mercado da monazita bruta é de dez dólares por quilo e o valor de mercado do óxido de térbio é de mil dólares o quilo, ou seja, estamos repetindo o padrão das capsulas de café em que a Suíça ganha bilhões com o café produzido no Brasil.

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