segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Mercado de trabalho de Tecnologia no Brasil

O mercado de trabalho de TI no Brasil está sendo pressionado em duas frentes em 2026. A primeira é o já conhecido etarismo em que as empresas acreditam que as pessoas acima de 40 anos não aprendem tecnologia, têm menor produtividade e são incapazes de se adaptar as mudanças e a segunda é a dos recém-formados onde as empresas clientes das empresas de TI estão exigindo que a inteligência artificial (IA) faça o trabalho realizado pelos recém-formados.

 

Nos Estados unidos, a pressão pelo uso da IA  nos escritórios de advocacia e nas empresas de TI é muito forte e já existe um elevado desemprego entre os recém formados (Unemployment Crisis: Why College Graduates Are Struggling In 2025, https://www.forbes.com/sites/garthfriesen/2025/10/23/unemployment-crisis-why-college-graduates-are-struggling-in-2025/, acessado em 20/01/2016) (Adeus aos salários de R$ 500 mil por ano: formados em computação encaram desemprego nos EUA, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/adeus-aos-salarios-de-r-500-mil-por-ano-formados-em-computacao-encaram-desemprego-nos-eua.shtml), (Nos EUA, Fed acusa inteligência artificial de derrubar geração de empregos a quase zero, https://convergenciadigital.com.br/mercado/nos-eua-fed-acusa-inteligencia-artificial-de-derrubar-geracao-de-empregos-a-quase-zero/).

 

Os dados dos EUA mostram que os jovens entre 22 e 25 anos em ocupações expostas à IA sofreram queda de emprego de cerca de 13% desde 2022.

 

A inteligência artificial está restringindo as oportunidades dos recém graduados e se a tendência se consolidar, os jovens encontrarão menos portas abertas porque parte do seu conhecimento foi absorvida pelos algoritmos.

 

Existe o risco de maior desemprego entre os recém-formados e de erosão do processo de aprendizado no trabalho dos jovens por causa do etarismo e da IA.

 

O Brasil precisa urgentemente incentivar as aplicações que fortaleçam o aprendizado dos recém-formados, atualizar os currículos escolares para incluir as novas competências demandadas pelo mercado e apoiar a realocação dos trabalhadores afetados.

 

Aqui no Brasil, o fenômeno do desemprego dos recém graduados está ganhando força e em breve será um problema grave se nada for feito.

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