O mercado de trabalho de TI no Brasil está sendo pressionado em duas frentes em 2026. A primeira é o já conhecido etarismo em que as empresas acreditam que as pessoas acima de 40 anos não aprendem tecnologia, têm menor produtividade e são incapazes de se adaptar as mudanças e a segunda é a dos recém-formados onde as empresas clientes das empresas de TI estão exigindo que a inteligência artificial (IA) faça o trabalho realizado pelos recém-formados.
Nos
Estados unidos, a pressão pelo uso da IA
nos escritórios de advocacia e nas empresas de TI é muito forte e já
existe um elevado desemprego entre os recém formados (Unemployment Crisis: Why
College Graduates Are Struggling In 2025, https://www.forbes.com/sites/garthfriesen/2025/10/23/unemployment-crisis-why-college-graduates-are-struggling-in-2025/,
acessado em 20/01/2016) (Adeus aos salários de R$ 500 mil por ano: formados em
computação encaram desemprego nos EUA, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/adeus-aos-salarios-de-r-500-mil-por-ano-formados-em-computacao-encaram-desemprego-nos-eua.shtml),
(Nos EUA, Fed acusa inteligência artificial de derrubar geração de empregos a
quase zero, https://convergenciadigital.com.br/mercado/nos-eua-fed-acusa-inteligencia-artificial-de-derrubar-geracao-de-empregos-a-quase-zero/).
Os dados
dos EUA mostram que os jovens entre 22 e 25 anos em ocupações expostas à IA
sofreram queda de emprego de cerca de 13% desde 2022.
A
inteligência artificial está restringindo as oportunidades dos recém graduados
e se a tendência se consolidar, os jovens encontrarão menos portas abertas
porque parte do seu conhecimento foi absorvida pelos algoritmos.
Existe o
risco de maior desemprego entre os recém-formados e de erosão do processo de
aprendizado no trabalho dos jovens por causa do etarismo e da IA.
O Brasil
precisa urgentemente incentivar as aplicações que fortaleçam o aprendizado dos
recém-formados, atualizar os currículos escolares para incluir as novas
competências demandadas pelo mercado e apoiar a realocação dos trabalhadores
afetados.
Aqui no
Brasil, o fenômeno do desemprego dos recém graduados está ganhando força e em
breve será um problema grave se nada for feito.
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