Segundo o artigo “Anatel vai exigir biometria para ativar e manter linhas de celular” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/anatel-passa-a-exigir-biometria-para-ativar-e-manter-linhas-de-celular.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo; acesso em 04/11/2026), a ativação e a manutenção dessas linhas exigirão reconhecimento facial com prova de vida.
O
cliente arcará com o custo dessa medida, seja pelo aumento das tarifas, seja
pela fragilidade dos recursos destinados a proteger o sigilo dos dados
biométricos armazenados.
O
histórico de segurança digital das grandes operadoras inspira pouca confiança.
No caso relatado em “Tim indenizará cliente que teve chip clonado”, foi
apontada a participação de um funcionário na transferência do número para outro
chip (https://www.migalhas.com.br/quentes/319287/tim-indenizara-cliente-que-teve-chip-clonado).
Outra
reportagem atribuiu a uma falha de segurança a possibilidade de um terceiro se
passar pelas vítimas (“Justiça manda Claro indenizar casal em R$ 12 mil por
chip clonado”, https://convergenciadigital.com.br/telecom/justia-manda-claro-indenizar-casal-em-r-12-mil-por-chip-clonado/).
Segundo
a notícia “Vivo deve indenizar cliente que teve o celular clonado por erro da
operadora”, o Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação da empresa a
indenizar um consumidor por clonagem decorrente de falha de segurança (https://www.jusbrasil.com.br/noticias/vivo-deve-indenizar-cliente-que-teve-o-celular-clonado-por-erro-da-operadora/2225814).
Esses
antecedentes geram dúvidas sobre a capacidade das operadoras de proteger
adequadamente os dados sensíveis usados no reconhecimento facial.
A
promessa da Anatel de combater fraudes pode não se concretizar, pois o reconhecimento
facial oferece ganhos limitados para a proteção da privacidade.
As
alegações de que as operadoras adotam as melhores práticas e aprimoram seus
procedimentos de segurança só poderão ser comprovadas com relatórios de
auditoria elaborados por especialistas altamente qualificados.
O uso
dessa tecnologia no Brasil já apresenta problemas. Segundo a reportagem “Golpe
da biometria: conheça a nova ameaça do mundo virtual e saiba como se proteger”,
a Certiface registrou no país mais de 3,6 milhões de rostos com restrições
associadas a tentativas de fraude de identidade (https://extra-globo-com.cdn.ampproject.org/c/s/extra.globo.com/google/amp/economia/noticia/2026/11/golpe-da-biometria-conheca-a-nova-ameaca-do-mundo-virtual-e-saiba-como-se-proteger.ghtml).
A
adoção em massa do reconhecimento facial não apresenta uma relação claramente
favorável entre custo e benefício. Já foram relatados casos envolvendo sósias,
dublês de idosos e contas de laranjas, entre outros.
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