terça-feira, 3 de novembro de 2026

Ganhos de produtividade

Hoje em dia estão circulando em diversas cidades ônibus e taxis elétricos e muita gente está perguntado se tem sentido pagar a mesma tarifa de um veículo movido à combustível fóssil em um deslocamento feito em um veículo elétrico?

 

Estamos falando de situações de infraestrutura operacional de custos fixos e variáveis completamente diferentes. Certamente, alguém está embolsando os ganhos de produtividade e este alguém não é a sociedade brasileira.

 

Ao não repassar para o preço o ganho de produtividade habilitado por uma tecnologia nova, é criado um regime de ganha e perde, ou seja, para alguém lucrar mais é preciso que alguém perca dinheiro.

 

Quando o perdedor é a sociedade, o vencedor conquista apenas uma vitória de curto prazo, pois em breve aparecerão as pressões para rever as tarifas do transporte publico em função da nova matriz energética.

 

Situação similar está acontecendo com o uso da inteligência artificial nas empresas e nas atividades dos profissionais liberais. Todos estão vendo que existe uma forte redução do custo em algumas atividades usando os agentes inteligentes.

 

Os clientes dos escritórios de advocacia, de central de serviços etc. já perceberam que estão sendo atendidos por robôs e por isto estão exigindo uma parte dos ganhos de produtividade na forma de redução do preço.

 

Muitos ainda não perceberam que o jogo da automação, não é uma partida única. É um campeonato onde as ações geram reações e por isto os ganhos de produtividade devem ser compartilhados antes que a mão forte do mercado o faça de forma dura.