Nos últimos dias este bloguista escutou de diversos membros e entidades da sociedade brasileira que o atual governo permitiu (e até mesmo incentivou) a invasão chinesa no Brasil.
Tenho
profundas restrições aos últimos governos brasileiros, mas não consigo
encontrar argumentos racionais para justificar que a invasão chinesa na economia
nacional foi patrocinada pelo governo federal.
Já que
estamos falando de racionalidade eu vou abrir um espaço para replicar a
sabedoria do evangelizador supremo do Service Desk no Brasil (O fim do SLA como
era conhecido, https://www.4hd.com.br/blog/2026/10/01/o-fim-do-sla-como-era-conhecido/,
acessado em 01/10/2026).
Qualquer
que seja o nome utilizado “Qualidade de Atendimento” ou etc. o Managed Service
Provider (MSP) ou Provedor de Serviços Gerenciados (PSG) precisa de um critério
objetivo para custear a entrega do serviço e para definir o seu preço.
Quando é
afirmado que o significado do SLA mudou e agora o MSP deve buscar “prestar um
bom serviço”, o aspecto econômico do empreendimento fica perdido.
Um bom
serviço é entendido de uma forma pelo usuário A e de outra pelo usuário B e
assim sucessivamente, ou seja, mesmo peso com diversas medidas. É impossível precificar
um serviço com tal nível de subjetividade.
Aproveitando
a introdução da subjetividade na postagem, vou voltar para a invasão chinesa.
Recentemente
fiz uma compra na plataforma de comércio eletrônico de uma das farmácias
gigantes do Brasil. Eu só cito o nome de quem trabalha direito, por isto me arrependi
de não ter feito a compra na Panvel (é padrão classe mundial).
Em um
determinado momento o aplicativo informou que a compra chegou. Fui verificar na
portaria e nada havia chegado. Voltei para o app e fui informado para verificar
de novo, pois a entrega foi realizada com sucesso (caso típico de SLA
implantado de forma errada).
Fiz a
portaria parar o seu serviço e procurar a entrega já que na opinião da
plataforma a entrega ocorreu sem sombra de dúvida (trabalhar com opinião é
sempre m do m, pois não reflete a realidade).
Depois de
tantas idas e vindas consultei o rastreamento do pedido para ver quem o recebeu.
Descobri que a encomenda foi entregue em um outro endereço.
A diferença
entre o endereço que informei no pedido e o endereço em que o pedido foi
entregue é abissal. Apenas uma pessoa sem capacidade de leitura cometeria tal
erro.
Algumas
plataformas estão contatando analfabetos para fazer as entregas e por isto o
meu caso não é único. Existem milhares de casos semelhantes no Brasil.
Quando eu
finalmente falei com um operador humano eu recebi a seguinte afirmação que o
pedido foi entregue no local designado pelo cliente. Mandei um “print” da tela
do endereço do meu pedido e do endereço onde a entrega foi realizada e
perguntei é o mesmo endereço? A resposta do atendente foi desculpe pela falha e
precisa de algo mais (deixa para sair de fininho sem admitir a realidade)?
A Amazon
destruiu duas gigantes em pouco tempo, apenas não cometendo os erros básicos feitos
pelas empresas brasileiras.
O Mercado
Livre e as chinesas vão entrar no curto prazo no segmento das farmácias e vão
explorar as deficiências das entregas de diversas plataformas.
Não é o
governo que está facilitando a invasão chinesa. São as empresas com qualidade
inferior que estão facilitando a entrada de competidores chineses e argentinos (eles
fazem o básico corretamente).