Hoje em dia estão circulando em diversas cidades ônibus e taxis elétricos e muita gente está perguntado se tem sentido pagar a mesma tarifa de um veículo movido à combustível fóssil em um deslocamento feito em um veículo elétrico?
Estamos
falando de situações de infraestrutura operacional de custos fixos e variáveis completamente
diferentes. Certamente, alguém está embolsando os ganhos de produtividade e este
alguém não é a sociedade brasileira.
Ao não
repassar para o preço o ganho de produtividade habilitado por uma tecnologia
nova, é criado um regime de ganha e perde, ou seja, para alguém lucrar mais é
preciso que alguém perca dinheiro.
Quando o
perdedor é a sociedade, o vencedor conquista apenas uma vitória de curto prazo,
pois em breve aparecerão as pressões para rever as tarifas do transporte
publico em função da nova matriz energética.
Situação similar
está acontecendo com o uso da inteligência artificial nas empresas e nas
atividades dos profissionais liberais. Todos estão vendo que existe uma forte
redução do custo em algumas atividades usando os agentes inteligentes.
Os clientes
dos escritórios de advocacia, de central de serviços etc. já perceberam que
estão sendo atendidos por robôs e por isto estão exigindo uma parte dos ganhos
de produtividade na forma de redução do preço.
Muitos ainda
não perceberam que o jogo da automação, não é uma partida única. É um campeonato
onde as ações geram reações e por isto os ganhos de produtividade devem ser
compartilhados antes que a mão forte do mercado o faça de forma dura.
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