terça-feira, 27 de janeiro de 2026

impacto da IA no mercado de trabalho

Recentemente, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que “Estamos entrando em um mundo em que tarefas de engenheiros de software júnior e talvez muitas das tarefas de engenheiros mais seniores começam a ser feitas em grande parte por sistemas de IA”. Fonte: CEO da Nvidia diz que boom da IA criará mais empregos para encanadores e eletricistas, https://www.infomoney.com.br/business/ceo-da-nvidia-diz-que-boom-da-ia-vai-criar-empregos-para-encanadores-e-eletricistas/?utm_source=whatsapp&utm_medium=social, acessado em 27/01/2026.

 

A Leila Hoteit, Boston Consulting Group, afirmou que um cenário possível para a IA é onde os ganhos de produtividade são capturados por algumas poucas empresas com um número cada vez menor de funcionários. Fonte: Quase 30% dos empregos serão profundamente transformados pela IA, estima OCDE, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/quase-30-dos-empregos-serao-profundamente-transformados-pela-ia-estima-ocde.shtml.

Os números do emprego entre os recém-formados nos Estados Unidos revelam um crescente aumento do desemprego entre os mais jovens nos últimos anos, ou seja, a IA ainda não está eliminando postos de trabalho, mas está claramente eliminando a criação de novos empregos.

 

É fácil perceber nas estatísticas dos Estados Unidos que os ganhos de produtividade mais intensos estão capturados por algumas poucas empresas e elas estão reduzindo drasticamente o seu custo operacional.

 

Menor custo, significa maior competividade que significa maior participação no mercado e, portanto, aumento do grau de concentração empresarial.

 

No Brasil, já vemos alguns casos semelhantes aos Estados Unidos, mas ainda não estamos observando um ciclo de redução da criação de novas vagas de emprego.

 

O histórico brasileiro na área de tecnologia, sinaliza que mais cedo ou mais tarde, o país operará um ciclo similar aos Estados Unidos no tocante à contração de recém-formados em algumas áreas.

 

Os alunos que entraram nas universidades e faculdades em 2026 poderão ter que conviver com desemprego ou terão que aceitar salários mais baixos quando formados?

 

Os dados recentemente divulgados pelo Ministério do Trabalho revelam que as demissões voluntárias em 2025 superando a casa de 9 milhões de trabalhadores, ou seja, taxa de rotatividade de 36%.

 

Os números mostram que os trabalhadores estão buscando e conseguindo melhores salários e é possível que uma parte dos ganhos salariais esteja sendo bancada pela substituição de postos de trabalho humano por inteligência artificial.

 

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