quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Aplicações Práticas do uso da inteligência artificial na seleção de projetos e investimentos

As empresas, universidades, órgãos de fomento etc. têm adotado as soluções de IA para otimizar os processos de seleção de projetos e investimentos.

 

As plataformas inteligentes que realizam a triagem automática das propostas e os sistemas inteligentes que recomendam projetos com base nos dados históricos e os algoritmos que identificam as tendências de inovação estão sendo utilizados para aumentar a efetividade, para reduzir os custos prazos e para evoluir a objetividade do processo de seleção de projetos e investimentos.

 

É preciso analisar como a inteligência artificial influencia a seleção dos projetos e se ela contribui para o surgimento de projetos verdadeiramente inovadores ou se ela privilegia projetos que seguem os padrões estabelecidos pelo histórico da organização.

 

O atual ambiente de negócio é caracterizado por avanços tecnológicos contínuos e por um aumento crescente da competitividade entre as organizações.

 

A inovação ocupa um papel central na promoção da sustentabilidade e do crescimento corporativo, ou seja, a gestão efetiva das propostas inovadoras, a seleção criteriosa dos projetos e investimentos a antecipação das tendências emergentes são competências fundamentais para as instituições que buscam destacar-se em seus respectivos setores.

 

As plataformas de triagem automática, os sistemas de recomendação de projetos e os algoritmos dedicados à análise de tendências são ferramentas indispensáveis para os profissionais da área de inovação.

 

Plataformas inteligentes de triagem automática de propostas. A triagem de propostas constitui uma etapa essencial no processo de inovação, permitindo que organizações avaliem, priorizem e selecionem ideias com elevado potencial de impacto.

 

Tradicionalmente, era uma atividade realizada de forma manual, consumindo tempo e recursos significativos. O surgimento das plataformas de triagem automática mudou substancialmente este cenário.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Alfabetização em inteligência artificial: Conceito, Importância e Benefícios

A era contemporânea é marcada por uma presença crescente e determinante da tecnologia em todos os setores da vida humana. A inteligência artificial tornou-se um componente essencial em múltiplas atividades, interferindo desde decisões cotidianas até operações estratégicas em corporações, governos e instituições de ensino.

 

Nesse contexto, destaca-se a necessidade premente de compreender, utilizar e interagir de maneira crítica e ética com as tecnologias inteligentes. É neste cenário que emerge o conceito de “AI literacy” ou alfabetização em inteligência artificial (conjunto de competências indispensáveis para navegar com segurança, responsabilidade e discernimento no mundo digital).

 

Definição de “AI Literacy”

 

A alfabetização em inteligência artificial, refere-se à aptidão para compreender, utilizar e interagir de modo ético, crítico e refletido com os sistemas inteligentes.

 

A “AI literacy” significa entender os princípios fundamentais das tecnologias de IA reconhecer as suas aplicações e limitações e discernir sobre o impacto dessas ferramentas na vida contemporânea.

 

A alfabetização em IA não exige o domínio de programação ou o desenvolvimento de algoritmos avançados, pois ela fundamentalmente busca a criação de um olhar crítico tanto sobre a influência da IA nas decisões diárias, quanto sobre o potencial dos sistemas inteligentes para resolver os problemas por meio dessas tecnologias e quanto a identificação de riscos oriundos do uso inadequado da IA. É preciso desenvolver a capacidade de:

 

·        Perceber quando um aplicativo recorre à IA para recomendar produtos.

 

·        Distinguir entre um “chatbot” e um assistente virtual.

 

·        Questionar as decisões advindas de sistemas automatizados.

 

Importância da “AI Literacy”

 

A alfabetização em inteligência artificial consolidou-se como pré-requisito indispensável para a plena participação na sociedade digital. Com a disseminação da IA em setores como saúde, educação, transporte e entretenimento, torna-se fundamental compreender os princípios básicos dessas tecnologias para realizar escolhas conscientes e salvaguardar direitos essenciais.

 

No âmbito educacional, a AI literacy prepara os estudantes para um contexto em que a tecnologia é elemento permanente tanto no processo de aprendizagem quanto no mercado de trabalho.

 

No cenário profissional, os indivíduos alfabetizados em IA demonstram maior adaptabilidade às novas exigências, incrementando sua empregabilidade e potencial de inovação.

 

A “AI literacy” tem papel fundamental na promoção da cidadania digital. Em uma sociedade na qual algoritmos podem influenciar os processos eleitorais, determinar o acesso aos serviços e moldar as percepções, é imprescindível que todos estejam aptos para compreender e questionar o uso da inteligência artificial, contribuindo assim para uma convivência mais justa e ética.

 

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Produtividade e Engenharia

Existem diversos estudos sobre a evolução da produtividade do trabalhador brasileiro e todos eles revelam que a produtividade está estagnada desde o início dos anos 1980s.

 

A principal consequência da estagnação da produtividade é a desaceleração contínua do crescimento potencial do pais causada pelas fortes limitações em tecnologia, educação e eficiência.

 

Existem muitas explicações para a derrocada da produtividade, mas são raras as citações da decadência da engenharia no Brasil como uma das causas raiz da baixa competitividade empresarial e governamental no Brasil.

 

O marco da derrocada na engenharia no Brasil ocorreu no início dos anos 1980s, quando o engenheiro Odil Garcez Filho perdeu o emprego e abriu uma lanchonete na avenida Paulista chamada "O Engenheiro que Virou Suco".

 

As pesquisas mais atuais revelam que menos de 10% dos formandos no país são engenheiros, enquanto na China ultrapassam 30% e a média mundial é mais de 20%.

 

Recentemente, o ministério da educação divulgou a lista de ofertas de bolsas de estudo do Prouni e 13,8 mil são para os cursos de administração, 13,2 mil para direito, 11,3 mil para pedagogia e 8,6 mil para engenharia civil.

 

O censo de 2022 revelou que o Brasil tinha 2,5 milhões de advogados e apenas 518 mil engenheiros. Como uma grande parte destes engenheiros trabalham no mercado financeiro e assemelhados por conta do salário melhor é fácil perceber que o Brasil vive muito mais de litígios do que de inovações.

 

As inovações que vieram para o Brasil após os anos 1980s foram projetadas e desenvolvidas em outros países, e por isto chegaram ao nosso território com problemas de adaptação aos nossos usuários.

 

A derrocada da engenharia nacional que levou para o mercado financeiro o melhor da nossa engenharia impediu e está ainda impedido a solução dos problemas de adaptação dos usuários com as tecnologias.

Este é um dos principais motivos do porquê a produtividade do trabalhador brasileiro pouco ou nada avançou desde o início da década de 1980.

 

Sempre que uma tecnologia precisa ser adaptada para o nível cultural dos trabalhadores brasileiros, o processo não anda, pois os melhores engenheiros abandonaram a engenharia em busca de melhores oportunidades de emprego em outros setores da economia e não foram encontrados no mercado nacional engenheiros capacitados para adaptar a tecnologia.

 

Existem milhares de exemplos das consequências para a produtividade do trabalhador brasileiro causadas pela escassez de mão de obra qualificada de engenharia disponível no mercado.

 

Um dos casos mais gritantes do mercado privado, ocorre no comercio eletrônico em que o cliente é bombardeado com mensagens tipo a encomenda saiu do centro de distribuição A e foi entregue para a transportadora, ou a sua entrega será feita amanhã até as 21 horas, ou a entrega será feita amanhã entre 16 e 21 horas, ou estamos atrasados para entregar as 21 horas e vamos fazer a sua entrega até as 23 horas, ou mensagens semelhantes.

 

Todas estas mensagens são absolutamente inúteis para os clientes, pois não informam o que o comprador quer saber que é quando a encomenda será entrega.

 

Informações sobre o fluxo ou sobre horários amplos em nada ajudam o consumidor que fica “preso” durante um dia todo para receber a sua compra.

 

Este tipo de processo sem o devido tratamento da sua efetividade pela engenharia alavanca fortemente a perda de produtividade do mercado nacional.

 

No setor público, as perdas são materiais e de tempo das pessoas. Eu presenciei um caso de solicitação da carteira nacional de identidade em que o cidadão passou pelos vários estágios.

 

O último foi a captura das digitais e da assinatura. Para capturar as digitais foram feitas várias tentativas sem sucesso, mas depois de muito tempo uma funcionou. O tablet que capturava a assinatura falhava sem que o cidadão visualizasse o que foi digitalizado.

O resultado foi a produção de uma carteira com assinatura ilegível após quase um mês de espera e necessidade de um novo agendamento para fazer a segunda via.

 

Tanto a escolha de equipamentos inadequado, quanto o processo de validação pelo funcionário humano seriam revistos por engenheiros qualificados que facilmente perceberiam que em caso de falha o funcionário do governo deveria alertar o cidadão e fazer uma nova captura de informações.

 

O processo como um todo para receber após quase dois meses a carteira nacional de identidade foi marcado por seleção pobre de equipamento ou de manutenção do mesmo e da falta de atuação do funcionário ao ver uma falha visível na captura da assinatura.

 

Importantes recursos financeiros foram gastos em tecnologias inadequadas e uma significativa perda de tempo do cidadão e sociedade ocorreu pela falta de um processo de atuação do funcionário público.