Em pouco tempo a Shein no Brasil alcançou o faturamento das maiores lojas brasileiras. A varejista chinesa cresceu seu faturamento com uma taxa dez vezes maior que os varejistas nacionais.
O
faturamento da Shein no Brasil é quase 100% de comércio eletrônico (uma pequena
parte foi obtida na presença física temporária em alguns shoppings)
Ao
contrário do varejo brasileiro, a Shein aposta muito na tecnologia e na
capacitação dos funcionários para trabalhar com estoque de produtos acabados
quase zero e produção sob demanda.
Alguns
insistem em trabalho escravo e sonegação de impostos para justificar o
crescimento do faturamento do varejista chinês.
Os que
brigam contra os fatos apostam na criação de narrativas para mascarar as falhas
cognitivas da gestão nacional.
Quando a
Amazon entrou no Brasil ela levou em pouco tempo empresas centenárias para a recuperação
judicial.
Não é
difícil perceber a diferença da experiência do consumidor que existe entre a Shein
e os varejistas nacionais.
Isto
significa que a Shein no Brasil poderá repetir em breve o feito pela Amazon no
Brasil. Alguns varejistas sucumbirão diante da competência capacidade e
honestidade.
O artigo “Shein
no Brasil já vende mais que a Marisa; entenda como o varejo brasileiro reage” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/06/vendas-da-shein-se-aproximam-das-grandes-redes-e-varejo-brasileiro-reage.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo,
acessado em 14/06/2023) revelou que apenas agora em 2023, o varejo de roupas
decidiu reagir.
Estão
sendo contratados sistemas de inteligência artificial para reduzir o estoque de
produtos acabados e produzir conforme a demanda.
Por
melhor que estes sistemas sejam, é preciso capacitar os profissionais humanos
para que eles trabalhem com a inteligência artificial e gerem resultados.
O futuro
revelará se os varejistas nacionais foram capazes de reagir adequadamente. Em
particular eu acredito que teremos recuperações judiciais.
Quando
nós olhamos a praça de alimentação dos shoppings, aeroportos etc. nós
encontramos um domínio de marcas internacionais (a maioria é de empresas que
nasceram nos Estados Unidos).
Muitos não
entendem por que existe tal supremacia, se existe uma diversidade culinária
bastante ampla no Brasil.
A tecnologia
teve um papel muito importante na formatação da atual supremacia americana
alimentar.
Muitas das
chamadas gigantes dos alimentos, nasceram pequenas, muito pequenas, apenas um
ponto físico de presença com capacidade de atender uns poucos clientes.
O
delivery que é uma estratégia de negócio habilitada pela tecnologia do telefone
e carro eliminou a limitação de atender uns poucos clientes no ponto físico de
presença.
O capital
financeiro e intelectual das gigantes dos alimentos cresceu exponencialmente
durante algumas décadas e quando estas empresas entraram no Brasil elas eram
muito mais poderosas que as empresas nacionais.
Muitas
foram varridas do mapa porque não tinham capacidade financeira e intelectual
para competir no mercado.
No Brasil
a universalização do telefone e carro veio muito tempo depois dos Estados
Unidos, ou seja, quando a universalização chegou também chegaram as gigantes da
alimentação.
As empresas
nacionais de alimentação não tiveram tempo para crescer e competir no mercado.
Elas foram caindo como um castelo de cartas.
Duas tecnologias
influenciaram o mercado brasileiro de alimentação fora de casa. A inteligência
artificial está até o ano de 2023 fazendo o mesmo no varejo brasileiro.
Mansur sempre tão exato nas suas publicações.
ResponderExcluirSempre nos deparamos com a falta de capacitação e narrativas de desculpas das mais variadas, para justificativa do fracasso. Fora as questões de fraude e políticas